António do Rego da Câmara (c. 1713 – 21 de Julho de 1769) foi um fidalgo e funcionário público português, e um dos maiores proprietários de terras dos Açores.

Família Filho de Capitão Francisco de Arruda da Câmara (c. 1675–1740), herdeiro dos vínculos e vereador em Ponta Delgada, e de D. Ana Leite Machado, com quem o pai casou em 12 de julho de 1697, em S. Pedro de Ponta Delgada. O avô paterno era o Capitão João de Arruda da Costa, casado em primeiras núpcias com D. Luzia da Câmara.

Teve como irmãos João de Arruda da Câmara (n. 1710, que emigrou para o Brasil), o Tenente Francisco de Arruda e Câmara (falecido solteiro em 1760), D. Francisca do Céu (freira no Convento de S. João) e Luís da Câmara (que também seguiu para o Brasil). Teve um filho ilegítimo, do qual descende a linhagem do Rego Maroto de Ribeira Grande. Permaneceu solteiro.

Biografia Figura proeminente na ilha de São Miguel, ele viveu em Ponta Delgada, na freguesia de S. Pedro, onde a família possuía um importante património, incluindo casas altas ao porto da Calheta, onde residia. Entre as propriedades rústicas destacavam-se vários serrados de terras lavradias na Fajã, dez alqueires de vinha ao calço do Cabouco (na vila da Lagoa), um serrado de terra lavradia, quinta e vinha sitos à Calheta, cinquenta e seis alqueires de vinha e terra em Santa Rosa, no lugar de Rosto de Cão, e diversas criações e terras na Grimaneza, também na Fajã. Sucedeu ao pai na administração dos vínculos instituídos ou reforçados por testamento em 1740. Em 1760, o irmão Tenente Francisco nomeou-o herdeiro universal dos bens e sucessor na administração da casa.Instituições vinculares e notas genealógicas/morgado João d’Arruda Botelho da Câmara; notas de Ernesto do Canto; leitura diplomática e tratamento de texto de Nuno Álvares Pereira. Ponta Delgada: Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1995, p. 68-75.

Em 1768, foi nomeado o primeiro procurador do concelho de Ponta Delgada por pauta régia, cargo que ocupou até à morte. Faleceu a 21 de julho de 1769, com 56 anos, nas suas residências em Ponta Delgada. Nomeou como testamenteiros António Borges de Sousa Medeiros e Canto, o Doutor João Tavares Basto, João Borges do Canto e Pedro Borges de Sousa Medeiros e Canto. Foi sepultado na igreja do Convento de S. João, conforme disposições familiares.

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