A campanha presidencial de Renan Santos em 2026 marca a primeira incursão do ativista político, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e líder partidário na disputa pelo Palácio do Planalto. O Partido Missão antecipou sua convenção nacional em julho de 2026 para oficializar o nome de Renan como candidato à Presidência da República, tendo como candidato a vice-presidente o oficial da reserva e figura ligada à segurança pública Coronel Medina.

Antecedentes Após o processo de fundação e consolidação do Partido Missão ao longo de 2025 e 2026, a legenda estruturou uma plataforma voltada para a renovação liberal e conservadora na política nacional, posicionando-se de forma independente em relação às principais frentes polarizadas do país. Em julho de 2026, a convenção do partido oficializou a chapa pura encabeçada por Renan Santos e Coronel Medina, concorrendo de forma isolada no pleito presidencial.

Plano de governo

No dia 1 de agosto, o candidato Renan Santos lançou oficialmente seu plano de governo para a Presidência da República, denominado “O Futuro é Glorioso” e apresentado como um resumo executivo do Livro Amarelo, documento que constitui a base programática do Partido Missão.

Segurança pública O programa estabelece o combate as facções criminosaa como uma de suas principais prioridades. Entre as propostas está a adoção do Direito Penal do Inimigo do jurista alemão Günther Jakobs para integrantes de organizações criminosas, com alterações na legislação penal.

O plano também propõe a utilização do Estado de Defesa em territórios dominados por facções criminosas e prevê ações específicas contra organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Reforma do Estado O programa propõe a criação de uma Lei de Responsabilidade Gerencial, que estabeleceria metas de desempenho para municípios, que abrangeriam áreas como saúde, educação, segurança e atividade econômica; sob risco de intervenção federal e punições para prefeitos. Também defende a redução do número de municípios de 5.570 para 1.656, com o intuito de combater o clientelismo.

Economia

Industrialização do Nordeste Renan propõe a criação de Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) na região Nordeste, com regimes tributários e trabalhistas diferenciados e procedimentos simplificados de licenciamento. Prevê inicialmente três polos: Suape (PE), voltado ao hidrogênio verde; Pecém (CE) e Araripe (PE), especializado em aço baixo carbono e fertilizantes; e Aratu-Camaçari (BA), voltado a baterias, mobilidade elétrica e semicondutores.

Paralelamente, o plano aproveita a abundância de sol e vento para tornar o Nordeste um polo mundial de energia renovável com uma Angra 4 na região, viabilizada pelo urânio de Santa Quitéria (CE), para energia nuclear.

Bitcoin e Blockchain O programa propõe a criação de uma Reserva Nacional de Bitcoin, seguindo modelo de El Salvador, constituída especificamente em Bitcoin e apresentada como uma reserva estratégica de valor complementar para além do dólar. O plano prevê um marco regulatório Bitcoin-friendly, com alíquotas de imposto reduzidas para transações com criptoativos, visando atrair investidores e empresas do setor. Outra proposta é a utilização de tecnologias de blockchain na administração pública, especialmente para permitir a rastreabilidade da execução de emendas parlamentares e ampliar a transparência sobre a aplicação dos recursos públicos.

Suspensão da campanha Em 30 de agosto de 2026, Dias Toffoli, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, determinou cautelarmente a suspensão da propaganda eleitoral digital da chapa de Renan Santos (Missão) à Presidência da República, além de restringir o recebimento de recursos do fundo eleitoral e a participação em debates e sabatinas. A decisão ocorreu após a identificação de 16 perfis em redes sociais utilizados pela campanha que foram informados à Justiça Eleitoral posteriormente ao registro da candidatura. Segundo Toffoli, a utilização desses perfis antes de sua comunicação poderia ter permitido que seus conteúdos continuassem sujeitos aos mecanismos de recomendação das plataformas, diferentemente dos perfis regularmente declarados, o que poderia conferir vantagem à candidatura. A defesa de Renan informou que as redes não foram informadas por problemas técnicos do próprio tribunal, e afirmou que a decisão foi uma retaliação às críticas do candidato à Dias Toffoli.

A decisão foi duramente criticada por veículos de mídia e por outros candidatos a presidência. Diversos jornalistas entenderam que a decisão na prática inviabilizaria a campanha de Renan, algo visto como desproporcional e arbitrária, já que milhares de outros candidatos, incluindo Lula e Flavio Bolsonaro, também deixaram de informar suas redes sociais ao TSE. Outros candidatos a presidência também manifestaram repúdio a decisão de Toffoli. Flavio Bolsonaro a classificou como censura, comparando-a com a situação imposta a Jair Bolsonaro. Zema e Caiado também repudiaram a decisão, descrevendo-a como "absurda". Aliados de Lula também descreveram a decisão como "exagerada". Outros candidatos, como Jefrrey Chiquini e Sâmia Bomfim elogiaram a decisão. Sâmia afirmou que Renan operava uma espécie de "Máfia Digital", e que Renan deliberadamente não informou suas redes sociais para obter vantagem sob outros candidatos.

Em 1º de Setembro de 2026, a decisão foi tornada pública, e as empresas Meta e ByteDance suspenderam as redes sociais dos membros da chapa presidencial. No mesmo dia, Dias Toffoli revogou a decisão, afirmando que as medidas seriam cautelares e foram prontamente atendidas. Entretanto, a equipe do Partido Missão informou que a decisão se mantém em desfavor de Renan Santos, com a liberação somente do candidato a vice-presidência Aroldo Medina.

Candidatos

Chapa do Partido Missão (MISSÃO)semmoldura|200pxsemmoldura|200pxpara presidentepara vice-presidentePresidente Nacional do Partido Missão(2025–2026)Integrantes: Partido Missão (MISSÃO)

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