thumb|direita|250px|Interior de um centro de processamento de dados em Tampa, Estados Unidos.

Um centro de processamento de dados (CPD), também conhecido como data center, é uma instalação projetada para armazenar, processar, gerenciar e distribuir dados e informações digitais. Ela abriga a infraestrutura de tecnologia da informação, como servidores, sistemas de armazenamento, equipamentos de rede e sistema de controle de ambiente (para manter condições adequadas ao funcionamento de equipamentos eletrônicos).

História

Com o advento da computação moderna, entre o fim do século XIX e começo do século XX, começou-se a precisar de mais espaço físico para os computadores. Aproveitando-se da disponibilidade da energia elétrica, universidades, empresas e outros tipos de organizações instalavam seus primeiros computadores. Os primeiros computadores eram responsáveis por ler e gravar dados em cartões perfurados.

Segurança A segurança nos CPDs é a que se encarrega de socorrer pontos fracos da infraestrutura, tanto lógica como física do nosso Centro de Processamento de Dados. A segurança está dividida em dois pontos: física e lógica.

Segurança física A segurança física é a encarregada de evitar problemas tangíveis, como inundações, incêndios, erros no abastecimento de eletricidade e furtos, geralmente composta de:

Extintores de incêndio adequados para uso em equipamentos elétricos (geralmente Classe C / B:C). Sistema de Alimentação Ininterrumpida (SAI) e geradores para manter o data center ativo no caso de privação de eletricidade. Câmeras de segurança para auditoria de acesso e identificação de possíveis invasores. Sistema de identificação para outorgar acesso apenas a pessoas autorizadas. Aplicação de piso elevado para possibilitar a passagem de cabos elétricos e de dados, melhor circulação do ar frio e proteger de eventuais inundações. Sistema de refrigeração para manter a temperatura e umidade dentro dos parâmetros adequados de operação dos aparelhos. Grelha de protecção resistente a arrombamentos como gaiola para servidor.

Segurança lógica A segurança lógica é a encarregada de evitar o acesso indevido, invasões e vazamentos.

Controle de acesso: garantir que apenas usuários autorizados possam acessar determinados recursos dos serviços hospedados no datacenter. Gestão de privilégios dos administradores: evitar contas compartilhadas, remover credenciais de usuários antigos, evitar contas excessivamente permissivas. Segurança de rede: proteger a comunicação via firewall, segmentação de rede, VPNs, proteção contra ataques DDoS. Monitoramento: registrar atividades, detectar comportamentos suspeitos, responder rapidamente a incidentes como falhas, invasões ou abusos internos. Backups: garantir que rotinas de cópias de segurança estejam implementadas e ativas e que possam ser facilmente restauradas quando necessário.

Técnicas de segurança Para proteger o CPD podemos encontrar dois tipos de técnicas de segurança: segurança ativa e passiva.

Segurança Ativa A Segurança Ativa se encarrega de jeito diário de evitar que o sistema computacional sofra algum ataque. Para isto, há muitos métodos de segurança física, alguns exemplos são:

O uso de um antivírus atualizado: Fazer revisões periódicas em busca de software suspeito. Empregar softwares de segurança como são os firewalls ou anti-espião. Encriptar os dados importantes. Empregar contrasinais seguros. Ter usuários auxiliares. Em caso de se bloquear um usuário devido a um vírus, pode-se empregar outro de respaldo.

Segurança Passiva A Segurança Passiva encarrega-se de diminuir os danos provocados por malware, um acidente ou um usuário.

Criar partições do disco rígido para armazenar arquivos e cópias de seguridade noutro equipamento. Fazer escaneamentos completos dos nossos computadores. Verificar o correto funcionamento do próprio antivírus. Fazer uma correta gestão de permissões. Recuperar a informação perdida ou dada mediante os backups previamente realizados.

Normalmente projetados para serem extremamente seguros, abrigam milhares de servidores e bancos de armazenamento de dados, processando grande quantidade de informação.

Montados num salão protegido contra acesso indevido, tem piso elevado para possibilitar a passagem de cabos elétricos e de dados, armários metálicos (racks), onde são montados os equipamentos e um ambiente totalmente controlado.

Contam com sistemas de extinção de incêndios, sistema inteligente de detecção precoce de fumo e extinção de incêndio com gás inerte, para não afetar os equipamentos. O acesso é controlado por cartões eletrônicos e/ou biometria, monitorização permanente, acesso por porta-eclusa. Ar-condicionado de precisão com monitorização constante, mantém a temperatura constante, resfriando os equipamentos. Ambiente operacional monitorizado permanentemente, em todos os aspectos, físicos e lógicos.

Energia miniaturadaimagem|Esta imagem mostra uma subestação elétrica que alimenta um centro de processamento de dados, ilustrando a infraestrutura de energia essencial para a operação contínua e eficiente de data centers, destacando a importância do fornecimento elétrico estável para o funcionamento ininterrupto de grandes volumes de processamento e armazenamento de dados. O abastecimento de energia, além da concessionária local, usa geradores de energia de grande capacidade e fonte de alimentação ininterrupta (também comumente chamados de UPS ou no-breaks) de grande porte, montados em salas anexas, para manter os equipamentos ligados, mesmo em caso de queda no fornecimento. CPDs consomem até cem vezes mais energia que um escritório comum.

Centro de Processamento de Dados Virtual Além dos tradicionais data centers, outra modalidade de processamento de dados passou a ser utilizada mais recentemente: o data center virtual (DCV).

Derivado da computação em nuvem, ele é responsável por fazer a integração de toda a tecnologia da empresa, simulando, em um ambiente digital, o funcionamento de um conjunto de servidores físicos.

Dentro da sua gama de funcionalidades, o DCV permite que o usuário controle recursos de rede, software e storage, utilizando-se de uma camada adicional de gestão. Dessa forma, as políticas de controle poderão ser aplicadas para manter o sistema sempre interconectado.

Na prática, essa virtualização faz com que os componentes do sistema funcionem, apesar de armazenados em locais físicos distintos, como se estivessem interligados de maneira natural.

Benefícios Existem vários benefícios adquiridos em virtude do uso do data center virtual, em detrimento do físico:

Escalabilidade - garante à empresa uma performance contínua, com a capacidade de adequar a infraestrutura conforme a necessidade; Controle de recursos - o DCV, da mesma forma que permite o aumento de recursos, também permite que os recursos sejam reduzidos instantaneamente. Além disso, o data center virtual permite maior eficácia das políticas de segurança de dados, ao permitir a aplicação das regras de controle num ambiente centralizado; Segurança - A conexão segura, via computação em nuvem - somada aos mecanismos de segurança próprios - dos servidores alocados em diferentes lugares é a opção mais segura para a proteção dos dados. Redução de custos - Os custos com equipamentos de hardware são reduzidos exponencialmente. Menos equipamentos também significa economia de energia elétrica e mais espaço físico disponível nas companhias.

Ver também

Categoria:Administração de dados Categoria:Redes Categoria:Servidores de aplicação