Jorge Eugênio de Lóssio e Seiblitz, também grafado Lócio e Seiblitz (Lisboa, 20 de dezembro de 1737 — 28 de outubro de 1811), foi um militar português, marechal-de-campo dos Reais Exércitos, estabelecido em Pernambuco, onde integrou a junta governativa que administrou a capitania de Pernambuco no início do século XIX. É o tronco brasileiro da família Lóssio e Seiblitz.
Biografia Nasceu na freguesia do Paraíso, no Patriarcado de Lisboa, filho de Nuno Eugênio de Lóssio e Seiblitz, natural da freguesia dos Anjos, também em Lisboa, e de Teresa Angélica da Silva Coimbra, natural da cidade do Porto.Ficha de Jorge Eugênio de Lócio e Seilbiz no fichário genealógico pernambucano microfilmado sob o título «Recife, Recife, Pernambuco. Genealogies 1741-1915», FamilySearch, imagem ark:/61903/3:1:33SQ-G5GS-995B. Era neto paterno de Jorge André de Seiblitz, capitão de cavalos de origem alemã ao serviço da Coroa portuguesa, e de Ana Bárbara Ignácia de Lóssio, açafata — dama da câmara — da rainha Maria Sofia de Neuburgo.Alvará de 14 de outubro de 1727, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registo Geral de Mercês, Mercês de D. João V, liv. 19, fl. 29v–30; e requerimento de 1774, PT/TT/MR/EXP/051/0244/00021.
Passou a Pernambuco, onde seguiu a carreira das armas. Em 1796 era coronel comandante do Regimento de Olinda; alcançou a patente de marechal-de-campo dos Reais Exércitos e foi reformado em 1808. Verbete da família Lóssio e Seiblitz. O fichário genealógico pernambucano refere-o igualmente como coronel e brigadeiro.
Junta governativa da capitania Entre 29 de dezembro de 1798 e 24 de maio de 1804, no intervalo entre o governo de Tomás José de Melo e a chegada de Caetano Pinto de Miranda Montenegro, a capitania de Pernambuco foi administrada por uma junta governativa de três membros, cuja composição se foi alterando por substituições sucessivas.
Jorge Eugênio integrou essa junta, em substituição de Pedro Severim. Cartas de sesmaria concedidas na capitania em setembro e outubro de 1803, e a 20 de fevereiro e 13 de março de 1804, saem em nome conjunto de «Dom Jorge Eugenio de Locio e Selbis, M.el X.er Carn.ro da Cunha e Dr. J.o de Freitas e Albuq.e» — isto é, dos três membros então em exercício.Registo de sesmarias da capitania de Pernambuco, FamilySearch, imagem ark:/61903/3:1:33SQ-G5PD-Y6G. A grafia do apelido está corrompida na fonte, como é frequente nesta família.
Família Casou no Recife com Maria Egipcíaca Pereira Vianna, natural da freguesia de São Pedro Gonçalves do Recife, filha do mestre de campo Luís Pereira Vianna, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de Ana Corrêa de Araújo.
Teve dez filhos e filhas. Entre eles contam-se: Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz (1782–1843), senador do Império do Brasil pela província das Alagoas; Francisco Xavier de Lóssio e Seiblitz, bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra e juiz de fora, pai do jornalista Jorge Eugénio de Lócio e Seiblitz (1819–1883); Teresa Angélica de Lóssio e Seiblitz, casada com José de Pinho Borges, juiz da Alfândega, de quem teve Francisco de Pinho Borges, barão de Pinho Borges;Assento de baptismo de Francisco, filho de José de Pinho Borges e de Teresa Angélica de Locio, Recife, 9 de novembro de 1815, que nomeia os avós maternos «Dom Jorge Eugenio de Locio, natural de Lisboa» e «Donna Maria Egipciaca». «Recife. Registros diversos 1798–1865», FamilySearch, imagem ark:/61903/3:1:S3HT-61M9-GJD. Rita Caetana de Lóssio e Seiblitz (1790–1837), casada com o coronel Antônio Rodrigues de Almeida.
Francisco Xavier e Nuno matricularam-se ambos na Universidade de Coimbra a 11 de outubro de 1799, e nela se formaram em Leis, respetivamente em 1805 e 1806.Registo de estudantes brasileiros na Universidade de Coimbra, entradas 2.100 e 2.101, FamilySearch, imagem ark:/61903/3:1:S3HY-6553-MMR.
Ver também Lista de governadores de Pernambuco Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz Jorge Eugénio de Lócio e Seiblitz
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