Teenage Sex and Death at Camp Miasma (bra: Acampamento Miasma: Adolescência, sexo e morte) é um longa-metragem estadunidense de sátira surrealista e slasher psicológico, escrito e dirigido por Jane Schoenbrun. É estrelado por Hannah Einbinder e Gillian Anderson, com Jack Haven e Patrick Fischler em papéis coadjuvantes. O filme acompanha uma cineasta (Einbinder) que é contratada para dirigir uma nova produção da franquia slasher Camp Miasma e fica obcecada em escalar a atriz (Anderson) que interpretou a final girl no filme original.

O filme estreou no Festival de Cannes de 2026 em 12 de maio, como o filme de abertura da seção Un Certain Regard, onde recebeu o Queer Palm, prêmio atribuído ao melhor filme LGBT do Festival de Cannes. Em seguida, teve um lançamento limitado nos cinemas dos Estados Unidos em 7 de agosto de 2026, expandindo para mais salas em 13 de agosto, antes de um lançamento muito mais amplo em 21 de agosto. No Brasil, estreou em 13 de agosto de 2026, distribuído pela Retrato Filmes.

Enredo Kris Williams (Hannah Einbinder), uma jovem cineasta queer, é contratada para dirigir um reboot da franquia de terror Camp Miasma, uma série de filmes de terror cuja produção original marcou o gênero. Interessada em recuperar a figura da personagem conhecida como a “final girl” do primeiro longa, Kris procura Billy Presley (Gillian Anderson), a atriz que a interpretou e que desde então vive reclusa. O encontro entre as duas, realizado no antigo acampamento onde o filme original foi gravado, faz com que a produção do novo longa passe a misturar cada vez mais cinema, memória, desejo e realidade, enquanto Kris confronta os limites entre sua visão artística e a influência exercida pela obra que pretende recriar.

Elenco

Produção

Desenvolvimento miniaturadaimagem|A roteirista e diretora Jane Schoenbrun em 2025 Jane Schoenbrun falou pela primeira vez sobre o projeto em junho de 2024, descrevendo-o ao The New Yorker como uma história engraçada e sangrenta. Em entrevista à Filmmaker Magazine, Schoenbrun explicou que um tema significativo seria aprender a desfrutar do sexo após a transição, observando a dificuldade de ter relações sexuais satisfatórias em um corpo com o qual não se identifica antes da transição. Também indicou que o filme abordaria a "representação trans problemática nos filmes de terror" presente em clássicos do gênero, como Psicose (1960), Sleepaway Camp (1983), O Silêncio dos Inocentes (1991) e Texas Chainsaw Massacre: The Next Generation (1995).

Schoenbrun pretendia tanto homenagear quanto criticar a maneira como esses filmes, em sua visão, criaram e consolidaram uma ideia da transgeneridade como algo monstruoso. A diretora também comparou o conceito do filme a Retrato de uma Jovem em Chamas (2019) ambientado em uma sequência de Sexta-Feira 13. Outro ponto de referência para o filme foi Drácula de Bram Stoker (1992), particularmente por sua qualidade gótica e romântica e pelo uso de pinturas de cenário (matte paintings)..

Depois que a A24 recusou o filme, a Mubi entrou no projeto para financiar e distribuir o filme em determinados territórios, com a Plan B Entertainment encarregada da produção. Daniel Bekerman, da Scythia Films, atuou como produtor executivo e supervisionou os serviços de produção locais. A The Match Factory ficou responsável pelas vendas restantes em todo o mundo. O músico Alex G contribuiu com músicas para o filme, assim como fez nos filmes anteriores de Schoenbrun: We're All Going to the World's Fair e I Saw the TV Glow.

Elenco Hannah Einbinder e Gillian Anderson foram anunciadas como protagonistas do filme em maio de 2025. Em fevereiro de 2026, Amanda Fix, Arthur Conti, Eva Victor, Zach Cherry, Sarah Sherman, Patrick Fischler, Dylan Baker, Jasmin Savoy Brown, Quintessa Swindell, Kevin McDonald e Jack Haven completaram o elenco.

Filmagens As filmagens começaram em maio de 2025 na Colúmbia Britânica, no Canadá e terminaram em 17 de junho de 2025. As filmagens especificamente no Totem e no Macpherson Lodge, no Camp Barnard, ocorreram de 11 a 14 de junho. O Camp Barnard está localizado nos arredores de Sooke. O diretor de fotografia Eric Yue filmou o longa em 35 mm, marcando sua segunda colaboração com Schoenbrun após I Saw the TV Glow (2024).

Temas Schoenbrun destaca que, em francês, "pequena morte" () é um eufemismo para orgasmo.

Lançamento

A Mubi planeja distribuir o filme na América do Norte e na América Latina, no Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Benelux, Itália, Espanha, Turquia, Índia, Austrália e Nova Zelândia. Em novembro de 2025, a The Match Factory iniciou as vendas restantes para o mercado internacional durante o American Film Market. A The Match Factory vendeu os direitos do filme nos mercados da Grécia (Weirdwave), República Tcheca e Eslováquia (Zero Gravity), Polônia (Velvet Spoon), Taiwan (Hooray Films), Escandinávia (Nonstop Entertainment) e Portugal (No Comboio).

O filme teve sua estreia mundial no 79º Festival de Cannes em 13 de maio de 2026, como o filme de abertura da seção Un Certain Regard. Ele também integrou a seleção da competição internacional do 30º Bucheon International Fantastic Film Festival (BiFan), e foi lançado nos Estados Unidos em 7 de agosto de 2026. Exibições antecipadas, intituladas "Camp is in Session", ocorreram em cinemas selecionados da América do Norte de 1º de junho a 25 de julho de 2026, com algumas delas contando com sessões de perguntas e respostas com a diretora Schoenbrun e a atriz protagonista Einbinder. No Brasil, a distribuição foi feita pela Retrato Filmes a partir de 13 de agosto de 2026.

Recepção

Recepção crítica O Metacritic, que utiliza uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 89 de 100, com base em 48 críticos, indicando "aclamação universal".

Robbie Collin, do The Telegraph, atribuiu ao filme 5 de 5 estrelas, elogiando-o como uma "sátira/homenagem extravagantemente engraçada, imprudentemente bizarra e perturbadora ao 'cinema problemático'". Stephanie Zacharek, da Time, considerou o filme "engraçado, encantador e até mesmo leve em alguns momentos", descrevendo o que Gillian Anderson faz nele como "sublime". Stephanie Zacharek, da Time, considerou o filme "engraçado, encantador e até mesmo leve em alguns momentos", descrevendo o que Gillian Anderson faz nele como "sublime". Richard Brody, do The New Yorker, considerou o filme a obra mais rica [da filmografia de Schoenbrun] "em termos das múltiplas dimensões da experiência cinematográfica que ele dramatiza, critica e ilumina". Amy Nicholson, do Los Angeles Times, considerou o filme um "slasher-romance espirituoso e sangrento", no qual Schoenbrun "essencialmente arrancou sua alma e a espalhou pela tela".

Prêmios PrêmioAnoCategoriaIndicadaResultadoFestival de Cannes2026Un Certain RegardJane SchoenbrunQueer Palm

Referências

Ligações externas

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