A teranóstica (ou teragnóstico, aglutinação dos termos terapêutica e diagnóstico) é uma abordagem médica emergente inserida no âmbito da medicina nuclear e da medicina de precisão, caracterizada pela integração sinérgica de técnicas de diagnóstico por imagem e modalidades terapêuticas numa única plataforma ou estratégia clínica. Baseada no princípio conceptual de direcionar agentes específicos para biomarcadores ou recetores celulares característicos de uma determinada patologia, esta metodologia utiliza habitualmente radiofármacos estruturalmente idênticos, modificando apenas o isótopo acoplado: na fase diagnóstica, recorre-se a emissores de positrões ou fotões de baixa energia (como o gálio 68 ou o flúor 18) para mapear e quantificar tridimensionalmente as lesões através de exames de TEP/TC, assegurando a presença do alvo biológico; subsequentemente, o mesmo vetor molecular é marcado com um radioisótopo de alta energia e curto alcance (como o lutécio 177, o actínio 225 ou o iodo 131), que emite radiação ionizante diretamente nas células-alvo para promover a destruição do seu ADN, minimizando a toxicidade nos tecidos saudáveis circundantes. Embora as suas fundações históricas remontem à década de 1940 com o tratamento pioneiro do cancro da tiroide recorrendo ao iodo radioativo, a consolidação contemporânea da teranóstica deu-se com a sua aplicação bem-sucedida em tumores neuroendócrinos (através de análogos da somatostatina) e no cancro da próstata metastático (através da monitorização e irradiação do antigénio membranar específico da próstata, ou PSMA), expandindo-se atualmente para áreas como a nanoteranóstica e o tratamento de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, pesem embora os desafios logísticos associados ao elevado custo de produção dos radioisótopos e à necessidade de infraestruturas altamente especializadas.
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