Helena Kolody (União da Vitória, 12 de outubro de 1912 – Curitiba, 15 de fevereiro de 2004) foi uma poetisa brasileira. Uma das caracterísitcas mais marcantes de sua poesia são os temas cotidianos escrita com simplicidade e o subjetivismo, herdada do simbolismo e principalmente dos haikais (sendo a primeira mulher a publicar haicais no Brasil), que é uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo.

Biografia Seus pais, Miguel e Vitória Kolody, foram imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil. Nascida em União da Vitória, Helena passou parte da infância até 1920 em Três Barras e até 1922 na cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário. Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.

Seu primeiro poema publicado foi A Lágrima, aos 16 anos de idade na revista estudantil O Garoto. Dois anos depois, em 1930, a publicação e divulgação de seus trabalhos, passaram a ser através da revista Marinha, na cidade de Paranaguá.

Aos 20 anos, Helena iniciou a carreira de professora do ensino médio e inspetora de escola pública. Lecionou no Instituto de Educação de Curitiba por 23 anos. Helena Kolody, segundo o que consta em seu livro Viagem no Espelho, foi professora da "Escola de Professores" da cidade de Jacarezinho, onde lecionou por vários anos. Também lecionou em Ponta Grossa, administrando aulas de metodologia e biologia.

Seu primeiro livro, publicado em 1941, foi Paisagem Interior, escrito e dedicado em homenagem aos 60 anos de seu pai, porém, Miguel Kolody falece dois meses antes da publicação do livro. Helena quase não publica o livro, porém a gráfica do Liceu Industrial do Paraná (atual Universidade Tecnológica Federal do Paraná), decide por publicar a coletânea de poemas.

Em 1962, Kolody se aposenta como professora do Estado, o que lhe da mais tempo para se dedicar a suas poesias, marcada agora, por temas como a passagem do tempo. Se tornou uma das poetisas mais importantes do Paraná, sendo homenageada por diversas escolas do estado, porém seu recohecimento ocorre apenas aos seus 80 anos de idade, em 1992 é saudada imortal da Academia Paranaense de Letras ocupando a cadeira 28 do patrono Francisco Carvalho de Oliveira, se tornando assim, a segunda mulher a entrar para a APL (a primeira foi Pompília Lopes dos Santos). No ano seguinte é homenageada, ao lado de Alice Ruiz, pela comunidade nipônica brasileira e recebe seu nome de haikaista: Reika (que traduzindo literalmente seria "o perfume de literatura"), que intitula seu livro lançado no mesmo ano, tornando um de seus mais renomados trabalhosRevista Cândido n.º 80 (Março de 2018). Roteiro Literário de Helena Kolody, pág. 29..

Em 14 de fevereiro 2004, Helena Kolody faleceu aos 91 anos, vítima de problemas cardíacos e está enterrada no Cemitério Municipal de Paraná, 20 anos depois Reika é relançado em edição especial. No ano seguinte é fundado um site e museu virtual em homenagem a poetisa com a ajuda do historiador e sobrinho-neto da autora, Eduardo Kolody, além do lançamento de uma obra póstuma com escritos inéditos, sob o título de Appassionata.

Obras Paisagem Interior (1949) Música Submersa (1945) A Sombra no Rio (1951) Poesias Completas (1962) Vida Breve (1965) Era Espacial e Trilha Sonora (1966) Antologia Poética (1967) Tempo (1970) Correnteza (1977, seleção de poemas publicados até esta data) Infinito Presente (1980) Poesias Escolhidas (1983, traduções de seus poemas para o ucraniano) Sempre Palavra (1985) Poesia Mínima (1986) Ontem, Agora (1991) Reika (1993) Sempre Poesia (1994, antologia poética) Viagem no Espelho (1995, reunião de vários livros já publicados) Caixinha de Música (1996) Luz Infinita (1997, edição bilíngue). Sinfonia da Vida (1997, antologia poética com depoimentos da poetisa) Helena Kolody por Helena Kolody (1997, CD gravado para a coleção Poesia Falada) Poemas do Amor Impossível (2002, antologia poética) Memórias de Nhá Mariquinha (2007, obra em prosa) Appassionata (2025, obra póstuma com escritos inéditos)

Prêmios e homenagens 1971 - Um Grupo Escolar em Cambé é intitulado em seu nome. 1983 - Recebe medalha de Mérito Literário pela contribuição à literatura brasileira. 1985 - Recebe o "Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba". 1987 - Recebe o título de "Cidadã Honorária de Curitiba". 1988 - Criação do "Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody", realizado anualmente pela Secretaria da Cultura do Paraná, em sua homenagem. 1989 - Gravação e publicação de seu depoimento para o Museu da Imagem e do Som do Paraná. 1991 - Eleita para a Academia Paranaense de Letras. 1992 - O filme A Babel de Luz, do cineasta Sylvio Back, homenageia os 80 anos da poetisa, tendo recebido o prêmio de melhor curta-metragem e melhor montagem, do 25° Festival de Brasília. 2002 - Exposição em homenagem aos 90 anos da poetisa, na Biblioteca Pública do Paraná. 2003 - Recebe o título de "Doutora Honoris Causa" pela Universidade Federal do Paraná.

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