Clematis vitalba L., comummente denominada cipó-do-reino, é uma espécie de planta com flor, pertencente à família das Ranunculáceas e ao tipo fisionómico das microfanerófitas e das escandentes.

Nomes comuns Dá ainda pelos seguintes nomes comunsCastroviejo, S. (coord. gen.). 1986-2012. Flora iberica pp. 271-272. Real Jardín Botánico, CSIC, Madrid.: vide-branca, vitalba, clematite (não confundir com a Clematis campaniflora, que consigo partilha este nome) e clematite-branca (também grafada clematide-branca).

Descrição Trepadeira de talos lenhosos, ramificados em vides ou sarmentos.

Folhas pinatífidas, de segmentos peciolados, com formatos ovais, cordados-ovados ou ovalo-lanceolados, crenuladas ou dentadas.

As flores agrupam-se em panículas, em ramadas velosas. O perianto exibe 4 a 7 tépalas de 10 a 15 centímetros, de formato obtuso e coloração variável entre o branco e o branco-esverdeado.

Os seus frutos são aquénios comprimidos, velosos, podendo chegar aos cinco centímetros e meio de comprimento. Distribuição É natural de Europa Mediterrânea, Central e Ocidental.

Portugal

Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental. Nomeadamente, em todas as zonas do Norte, em toda as zonas do Centro-Oeste; na zona do Centro-Norte; em todas as zonas do Centro-Sul .

Ecologia Privilegia os habitats de nemorais, mormente as florestas, os matorrais e as balças e, ocasionalmente, também entre as brechas de fragas e penedos. Também se dá junto à berma das estradas e dos caminhos (espécie ruderal) e de cursos de água (espécie ripícola). Prefere os terrenos calcários

Propriedades

Toxicológicas Todas as partes desta planta são tóxicas, se forem ingeridas frescas, podendo produzir gastroenterite, náuseas, lesões renais e até a morte por paralisia respiratória. Além disso, também pode danificar irreversivelmente as membranas das mucosas nasais se lá for inserida directamente. Devido à sua toxicidade, deixou de ser utilizada. Medicinal

As folhas produzem efeitos Diuréticoe Rubefaciente; O caule e a raiz podem ser usados para tratar urticária; Na Idade Média era usada por mendigos para criar chagas, a fim de suscitar a generosidade dos esmolentes. Os caules chegaram a ser usados na Europa central para urdir cestas.Petauer, Tomaž. 1993. Leksikon rastlinskih bogastev. Ljubljana: Tehniška založba Slovenije, p. 139.Kržan, Vanja. 2010. "Mi pa oznanjamo Kristusa, križanega (1 Kor 1,23)." Zaveza 42 (25 February). Pode ser utilizada, no âmbito da homeopatia, para tratar as pústulas. Em França, chegou a ser usada para fumar, em jogos de rapazes.

Princípios activos

Contém protoanemonina. Saponinas derivados do ácido oleanólico e da hederagenina. Taxonomia A Clematis vitalba foi descrita por Carlos Lineu e publicado na obra Species Plantarum 1: 544, em 1753.Clematis cirrhosa en Trópicos Citologia Números cromossomáticos da Clematis vitalba (Fam. Ranunculaceae) e táxones infra-especificos: 2n=16Números cromosomáticos de plantas occidentales, 261-269. Ruíz de Clavijo Jiménez, E. & C. Galán Soldevilla. Anales Jard. Bot. Madrid 40(2): 445-450 (1984). Etimologia

O nome genérico, Clematis, provém do grego antigo klɛmətis (klématis), que significa «planta que trepa; vinca». O epíteto específico, vitalba, por seu turno, é um substantivo latino que significa "da cor do vinho blanco".

Sinonímia

Anemone vitalba (L.) K.Krause Clematis bannatica Schur Clematis bellojocensis Gand. Clematis crenata Jord. Clematis dumosa Salisb. Clematis dumosa Gand. Clematis odontophylla Gand. Clematis pilosa Dulac Clematis scandens Borkh. Clematis sepium Lam. Clematis taurica Besser ex Nyman Clematis transiens Gand. Clematitis vitalba (L.) Moench Viorna clematitis GarsaultClematis vitalba en PlantList

Categoria:Ranunculaceae Categoria:Clematis Categoria:Plantas descritas em 1753 Categoria:Flora de Portugal