Décimo Júnio Bruto Albino (, — ) foi um general e político romano que conquistou a proximidade de Júlio César. Mais tarde, foi um dos conspiradores para o seu assassinato.
Segundo Suetônio, César teria sido avisado pelo adivinho Espurina, que lhe teria avisado do perigo, que não viveria depois dos idos de Março.Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Júlio César 81.2 Impressionado, César resolveu não sair de casa naquele dia.Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Júlio César 81.4 Diz-se, então, que seu amigo Décimo Albino Bruto (o filho adoptivo de César era Marcus) convenceu-o que um homem de seu porte não podia se submeter a previsões supersticiosas de um astrólogo.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Júlio César, 64.2 César entrou no senado rindo de Espurina, dizendo que ele era um falso profeta, pois os Idos de Março haviam chegado mas nada acontecera a ele, mas Espurina respondeu que era verdade que eles haviam chegado, mas eles ainda não haviam passado. Em pleno senado, que naquele dia se reunia na Cúria de Pompeu, César foi assassinado por Marco Júnio Bruto, que pensava que César seria o autor da desgraça de Roma.
História
Décimo Bruto era primo distante de Júlio César. Ele passava a maior parte de seu tempo na companhia de Marco Antônio e de seu meio-irmão Públio Clódio Pulcro. Sua mãe, Semprônia, era esposa de Décimo Júnio Bruto, cônsul em
Durante as guerras thumb|250px|Gália à época do comando de Bruto
Décimo Bruto era um dos legados de Júlio César que, durante as Guerras Gálicas participou, entre muitos outros, no ataque aos vênetos, uma batalha naval decisiva, responsável pela destruição da frota naval e das fazendas de vênetos e unelos.
Quando Júlio César atravessa o Rubicão, dando assim início à guerra civil entre a sua facção política controlada por Pompeu Magno, Décimo Bruto o apoia e sobe assim na sua estima pessoal bem como na arena política romana.
A colónia grega de Massília (atual Marselha), dividida entre os comandos de Pompeu e César, era a base de entrada para a Hispânia, e foi cercada pelas tropas de Bruto, interceptando Pompeu, em uma batalha naval travada em Massília. Durante trinta dias, Bruto organizou as tropas romanas para a segurança da recém-capturada Massília.
Idos de Março thumb|250px|Morte de César, por Vincenzo Camuccini, 1798, na Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea
Quando César retornou a Roma como ditador após a derrota da facção republicana na Batalha de Munda, nas planícies espanholas, Bruto entrou na conspiração contra o ditador, convencido e apoiado por Marco Bruto, apoiante de Pompeu na Batalha de Farsalos. César instaurou o ódio em Marco Bruto, que o culpava pelo assassínio de Pompeu e organizou a conspiração contra o ditador romano.
No ano de , César destinou Bruto ao cargo de governador da Gália Cisalpina, principal fonte agrícola e de pecuária do Império Romano.
Nos Idos de Março, quando César decidiu não atender o senado romano a pedido de sua mulher, Bruto persuadiu César a não seguir as recomendações da esposa.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Júlio César, 64.4 Bruto levou César pela mão até o senado.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Júlio César, 64.6 Bruto reteve Marco Antônio fora do senado, porque ele era amigo de César e um homem robusto.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Júlio César, 66.4Há outras versões sobre quem manteve Marco Antônio longe de César
Décimo Bruto estava entre os herdeiros de Júlio César.Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Júlio César, 83.2Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Júlio César, 64.1
Notas
Categoria:Generais romanos Categoria:Mortos em 43 a.C. Categoria:Correspondentes de Cícero Categoria:Romanos envolvidos nas Guerras Gálicas Categoria:Guerra Civil de César Categoria:Campanha de Mutina Categoria:Assassinos de Júlio César Categoria:Governadores romanos da Gália Transalpina Categoria:Gália Bélgica Categoria:Governadores romanos da Gália Cisalpina