O voo TWA 800 foi uma rota aérea regular e internacional entre Nova Iorque, EUA e Paris, França, operada pela extinta companhia aérea Trans World Airlines.

Na noite de 17 de julho de 1996, a aeronave que realizava esta rota se precipitou no Oceano Atlântico perto das Ilhas Moriches, na costa do Estado de Nova Iorque, doze minutos depois de descolar do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, causando a morte de todos os seus 230 ocupantes.

O relatório final, divulgado quatro anos depois do acidente pela NTSB, concluiu que a causa provável do acidente foi uma explosão dentro de um dos tanques de combustível, apesar de ser escrito em 2000, algumas informações foram extraídas até o ano de 2008.

Investigações Aeronave A aeronave envolvida neste acidente era um modelo Boeing 747-131, prefixo N93119, n.º de série 20083. Fabricada em julho de 1971, seu primeiro voo foi em 18 de agosto de 1971. Havia sido adquirida nova pela TWA e certificada para operação em 27 de outubro de 1971. De acordo com registros da TWA, estava com horas de voo e era equipada com quatro motores Pratt & Whitney JT9D-7AH turbofan.Relatório final, Seção 1.6, pág. 6

De acordo com a TWA, a aeronave tinha um peso de decolagem calculado de , sendo de combustível. O peso máximo de decolagem especificado para este modelo é de . Estava portanto com cerca de 80% do peso máximo de decolagem. Os registros de despacho da TWA indicaram que havia 29 passageiros na primeira classe, 183 passageiros na classe econômica, além de 18 tripulantes a bordo do avião, totalizando 230 pessoas. Sendo a capacidade máxima da aeronave de 430 passageiros, sua ocupação era de aproximadamente 50%.Relatório final, Seção 1.6, págs. 6 e 7

Tripulação e passageiros + Pessoas a bordo por nacionalidade Nacionalidade Nº Francesa 36 Italiana 9 Costa-marfinense 1 Norueguesa 2 Espanhola 1 Sueca 1 Norte-americana Incluindo os dezoito tripulantes 171 Não conhecida 9 Total 230 A tripulação era composta por dois pilotos, dois engenheiros de voo e quatorze comissários de bordo, todos norte-americanos. As investigações não encontraram nenhuma anormalidade quanto à formação e regime de trabalho da tripulação.Relatório final, Seção 1.1, pág. 1 e Seção 1.5, pág. 4

Estavam na aeronave 212 passageiros de pelo menos sete nacionalidades diferentes, dentre elas francesa, italiana, costa-marfinense, norueguesa, espanhola, sueca e norte-americana. Nove passageiros não tiveram suas nacionalidades identificadas.

miniaturadaimagem|N93119, a aeronave envolvida no acidente, em maio de 1995.|esquerda

Causas O relatório final, divulgado em agosto de 2000 pela National Transportation Safety Board, concluiu que a causa provável do acidente foi uma explosão dentro do tanque de combustível central da asa direita. Esta explosão foi provocada por uma centelha elétrica, cuja fonte não pôde ser determinada com certeza. O relatório concluiu que o mais provável é que tenha ocorrido um curto-circuito externo ao tanque, provocando uma tensão elétrica excessiva na fiação do circuito do sistema de indicação da quantidade de combustível. O tanque tem um limite padrão para altas temperaturas, porém, haviam os sistemas de ar condicionado perto dos tanques. Testes pós acidentes constataram que esses sistemas chegavam a 180ºC, fazendo com que parte do combustível evaporasse. E com o curto-circuito pela antiga fiação elétrica gerou a explosão rompendo a proteção do tanque, o estresse causado pela explosão criou rachaduras por toda a aeronave, isso acabou quebrando a fuselagem em dianteira (cabine de comando, segundo andar, classe executiva) e resto (econômica, asas, motores, empenagem), quando o 747 se quebrou, os motores ainda estavam em potência máxima, então o avião começou a subir, depois perdendo velocidade e mergulhando em direção ao Oceano Atlântico. Foi dito que nenhum passageiro morreu com o impacto, mas com o incêndio na aeronave e a falta de ar por conta da despressurização. Houve pedido para maior proteção dos tanques e um novo posicionamento dos aparelhos de ar-condicionado nos 747 da Boeing. O relatório concluiu também que o incidente foi provocado por falhas de segurança envolvendo o projeto obsoleto e idade da aeronave, bem como pelos seus padrões de certificação e manutenção ultrapassados.Relatório final, Resumo, pág. xvi

Entrevistas de testemunhas Embora haja discrepâncias com os relatos de testemunhas, muitos haviam visto um raio de luz indo em direção a um ponto e surgindo uma bola de fogo no céu, afirmando que a bola de fogo se dividiu em duas partes antes de cair no mar, isso fez com que uma causa de um abate por mísseis fosse entrando na investigação criminal do FBI. Mais de 80 agentes fizeram entrevistas diariamente, mas não foram escritos registros literais das entrevistas, apenas um resumo de declaração da entrevista que era então mandada para o FBI. Aqui é possível ver uma declaração do FBI, os asteriscos (*) são as informações pessoais do entrevistado, que foram redigidas:

Medidas preventivas Após o acidente a FAA (Federal Aviation Administration), que regulamenta o projeto de aeronaves, atualizou seus requisitos de prevenção de ignição dos tanques de combustíveis e exposição à flamabilidade, de tal forma que a concentração de oxigênio nos tanques de combustíveis não ultrapasse 12%. Aeronaves novas possuem um sistema de geração de gás inerte rico em N2, chamado OBIGGS (On-Board Gas Generating System), que é bombeado para os tanques de combustível.

Categoria:Acidentes e incidentes aéreos nos Estados Unidos TWA 800 TWA 800 800 Categoria:Teorias conspiratórias envolvendo acidentes e incidentes aéreos Categoria:1996 nos Estados Unidos Categoria:Acidentes e incidentes aéreos causados por falha estrutural em voo Categoria:Aeroporto Internacional John F. Kennedy