Charles-Valentin Alkan (Paris, 30 de novembro de 1813 – Paris, 29 de março de 1888) foi um compositor francês judeu do período romântico e um dos maiores pianistas de seu tempo. Suas composições para o instrumento são algumas das mais difíceis já escritas, desafiando virtuosi até os dias de hoje.

Biografia Nascido Charles-Henri-Valentin Morhange, Alkan adotou o primeiro nome do pai, professor de música, como seu sobrenome. Foi um prodígio. Entrou no Conservatório de Paris aos seis anos de idade, onde estudou órgão e piano. Aos nove anos, Luigi Cherubini descreveu sua técnica e habilidade como extraordinárias. Seu opus 1 data de 1828, quando possuía apenas 14 anos.The Concise Edition of Baker's Biographical Dictionary of Musicians, 8th ed. Revised by Nicolas Slonimsky. Nova Iorque, Schirmer Books, 1993. ISBN 0-02-872416-X

Foi amigo de Frédéric Chopin, George Sand, Victor Hugo e Franz Liszt, que certa vez disse que Alkan possuía a mais perfeita técnica que ele já tinha visto. Isolou-se quase completamente quando possuía por volta de 25 anos de idade, devido a diversos problemas pessoais. Viveu assim até quase o final de sua vida.

Pouco se sabe sobre este período da vida de Alkan, exceto que estudou profundamente o Talmud e a Bíblia, tendo completado a tradução para o francês tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, a partir de suas línguas originais. Assim como muitas de suas composições, essas traduções foram perdidas. Entre as obras que não sobreviveram ao tempo, há sextetos para cordas e uma sinfonia para orquestra completa.

Acredita-se que o pianista Elie-Miriam Delaborde (1839–1913) tenha sido filho ilegítimo de Alkan. Aprendeu a tocar com o suposto pai, além de ter apresentado e editado muitas de suas obras.

Charles-Valentin Alkan morreu em Paris aos 74 anos. Por muitos anos acreditou-se que sua morte foi causada pela queda de uma estante em sua casa, fato que Hugh MacDonald provou ser falso em 1978. Alkan está enterrado no Cemitério de Montmartre.

Obra Alkan escreveu quase exclusivamente para piano, órgão e pédalier, requerendo um grande virtuosismo. Musicalmente, muitas de suas idéias foram inovadoras.

Alkan teve poucos seguidores, dentre os quais Ferruccio Busoni, Anton Rubinstein e Kaikhosru Shapurji Sorabji.

Por muitos anos após sua morte, a obra de Alkan esteve completamente esquecida. Foi sendo redescoberta durante o século XX. Peças de sua autoria foram gravadas por músicos como Egon Petri, John Ogdon, Raymond Lewenthal, Ronald Smith, Jack Gibbons, Vincenzo Maltempo, Stéphanie Elbaz e Marc-André Hamelin, entre outros.

Principais obras

Op. 10, dois Concertos de câmara No. 1: Concerto da Camera em Lá menor No. 2: Concerto da Camera em Dó sustenido menor Op. 12, Trois Improvisations dans le style brilliant Op. 13, Trois Andantes romantiques Op. 15, Trois Morceaux dans le genre pathétique Op. 16, Tre Scherzi Op. 25, Alleluia Op. 26, Marche funèbre Op. 31, Prelúdios Op. 33, Grande Sonate Les Quatre Ages Op. 35, Douze Études dans tous les tons majeurs Op. 39, Douze Études dans tous les tons mineurs No. 1: Comme le vent No. 2: En rhythme molossique No. 3: Scherzo diabolico Nos. 4-7: Sinfonia para piano solo Nos. 8-10: Concerto para piano solo No. 11: Ouverture No. 12: Le festin d'Esope (Aesop's feast) Op. 45, Salut, cendre de pauvre! Op. 52, Super flumina Babylonis (Paráfrase do salmo CXXXVII) Op. 61, Sonatine Op. 63, Quarenta e oito Esquisses Op. 69, Impromptu sur le Choral de Luther Op. 76, Trois Grandes Études para piano No. 1: Fantaisie em Lá bemol maior para a mão esquerda No. 2: Introdução, Variações e Finale em Ré maior para a mão direita No. 3: Mouvement semblable et perpetuel (Rondo-Toccata) em Dó menor para mãos reunidas

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