João Brígido dos Santos (São João da Barra, 3 de dezembro de 1829 — Fortaleza, 14 de outubro de 1921) foi um político, cronista, jornalista, historiador e maçom brasileiro. É o patrono da Cadeira nº 17 do Instituto Cultural do Cariri.

Biografia Filho de Ignácio Brígido, criou-se no sertão do Ceará, onde seu pai exercia a função de funcionário na Promotoria Pública de Baturité. Cedo, obteve êxito através de concurso na cadeira de letras no município de Jardim, exercendo a função de professor aos 20 anos de idade. Casou-se aos 21 anos de idade.

Foi um dos responsáveis pelos primeiros estudos e publicações a respeito da história do Ceará, junto com Tristão de Alencar Araripe, Pedro Theberge e Tomás Pompeu de Sousa Brasil.

Iniciou-se na atividade jornalística muito cedo, no jornal O Araripe, na década de 1850, na cidade do Crato. Posteriormente, colaborou com O Cearense, do senador Tomás Pompeu de Sousa Brasil.

Em 1861, já morando em Fortaleza, foi aprovado em concurso para professor no Liceu do Ceará. Na política, seu posicionamento partidário era Liberal, e nessa época foi eleito deputado provincial em 1864 e foi reeleito em 1866. Foi, ainda, deputado geral (1878-1881), e deputado estadual (1893-1894).

Era maçom ativo na Loja Fraternidade Cearense, onde foi redator do jornal "Fraternidade" escrevendo texto abolicionistas e de combate aos flagelados da Grande Seca de 1877. Também foi ativo escritor de textos maçônicos pela Questão religiosa.

Monarquista assumido até à Proclamação da República Brasileira quando tornou-se um defensor do novo regime, tanto nas suas crônicas como em seus artigos, não media palavras quando criticava seus inimigos políticos, fazendo um jornalismo recheado de parcialidade. Fundou o jornal Unitário em 1903, principal veículo de oposição à oligarquia de Nogueira Accioli, em um momento de sua vida em que ele retornava à sua posição de monarquista após assistir aos mesmos escândalos que o grupo político de Accioli já vinha cometendo há décadas.

Foi amigo do Conde d'Eu, ciceroneando-o quando de sua estada pela província do Ceará. Após ser acometido por catarata, morreu cego, com quase noventa e dois anos de idade.

Obras

Livros Apontamentos Para a História do Cariri, (1888), Miscelânia Histórica, (1889), O Ceará - Lado Cômico (1899), Ceará - Homens e Fatos (1919),

Artigos na Revista do Instituto do Ceará "Carta ao Dr. Pedro Theberge" (1888) "Biografia Pe. Gonçalo Ignácio de Loyola Albuquerque Mello Mororó" (1889) "Biografia de João de Andrade Pessoa Anta" (1889) "Manuscripto - cópia da Biblioteca do Rio de Janeiro" (1890) "Os Limites do Ceará - Questão com o Rio Grande do Norte - A Barra do Rio Mossoró" (1893) "Ephemérides do Ceará - parte I" (1900) "Ephemérides do Ceará - parte II" (1900) "Povoamento do Ceará" (1900) "Algumas Etymologias" (1902) "O General Pedro Labatut" (1903) "Major João Facundo de Castro Menezes - 8 de dezembro de 1841" (1908) "Homens da Terra - Eduardo Francisco Nogueira Angelim" (1909) "Homens da Terra - João Pacheco" (1910) "A Capitania do Ceará - seu commércio" (1910) "A Fortaleza em 1810" (1912) "Roteiro histórico" (1918) "Origem da família Monte no Brasil" (1960) "Troncos da família Monte no Ceará e no Brasil" (1961)

Homenagens

Foi o patrono da Cadeira nº 17 do Instituto Cultural do Cariri. Patrono da Cadeira nº 4 da Academia Maçônica de Letras do Ceará, Recebeu o título de membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, no Rio de Janeiro, Uma rua em Fortaleza recebe o nome do político,

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