Red é o sétimo álbum de estúdio lançado pela a banda de rock progressivo King Crimson, lançado em 6 de outubro de 1974, através da Island Records no Reino Unido e pela a Atlantic Records na América do Norte e no Japão. O álbum foi gravado nos estúdios Olympic em Londres, em julho e agosto de 1974, produzido pela própria banda.
Red é um álbum de rock progressivo, com uma sonoridade mais pesada comparada a seus álbuns anteriores; onde foi chamado dentre os 50 "discos mais pesados de todos os tempos", pela a revista Q. Isso foi alcançado pela as performances do trio: Robert Fripp (guitarrista e tecladista), John Wetton (baixista e vocalista) e o Bill Bruford (baterista). A sonoridade densa do disco foi criada através de diversos overdubs na guitarra e nos teclados; e com participações de músicos convidados, incluindo os membros originais do King Crimson, Ian McDonald e Mel Collins nos saxofones, o oboísta de música clássica Robin Miller e o trompetista de jazz inglês Mark Charig. Muitos dos temas tratados no álbum possuem origens em diversas apresentações ao vivo da banda. A faixa "Providence" foi editada de uma improvisação gravada ao vivo em sua formação anterior, com o violonista e tecladista David Cross, somando com Fripp, Wetton e Bruford, em Providence, Rhode Island; Cross foi demitido da banda no período onde as sessões do álbum começaram. "Starless" foi escrita para o seu disco anterior, Starless and Bible Black, de 1974, mas foi classificada como muito primitiva para ser lançada naquela época; a longa versão presente no álbum, foi aprimorada e tocada em vários concertos da banda ao longo de 1974. Sua letra descreve ansiedade, tensão, violência, aprisionamento e crise existental, refletindo nos problemas da banda e na sua separação, que viria mais tarde.
Fripp terminou a banda aproximadamente duas semana antes do lançamento do álbum. Red se tornou o álbum com a menor colocação nas paradas musicais, passando apenas uma semana na UK Albums Chart (posição n.º 45) e na US Billboard 200 (posição n.º 66). No entanto, é extremamente aclamado pela a crítica e pelos os fãs, sendo reconhecido como um dos melhores trabalhos já lançados pela a banda, retrospetivamente, e sendo relançado diversas vezes.
Antecedentes e gravação Perto do fim da turnê de 1974 do King Crimson, pelos EUA e Canadá, foi tomada a decisão de pedir para ao violinista e tecladista David Cross que deixasse da banda. A gerência da banda, a EG, avisou para Fripp não falar sobre a saída de Cross para o mesmo até a última data da turnê, mas ele não conseguiria fazer isso de qualquer maneira, pois Fripp não retornaria dos EUA até depois de Cross chegar à Europa. Fripp concordou com a EG que comunicaria com Cross, "sobre motivo que [Cross] foi contado que eu opus a não dizer a ele pessoalmente." Mas, a EG não conseguiu informar Cross, esperando até 7 de julho, um dia antes das gravações de Red começarem.
Com a exceção de "Providence", na qual foi gravada ao vivo durante a turnê, Red foi gravada em julho e agosto de 1974 no Studio 2, nos estúdios Olympic, em Barnes, Londres. A banda se reuniu com o engenheiro de gravação George Chkiantz, onde havia trabalhado anteriormente com o grupo em Starless and Bible Black. Chkiantz recordou de Fripp colocando a si mesmo e seu amplificador na cabine do baterista, "sentado num banquinho com a luz apagada, possivelmente com a porta fechada para, simplesmente tocar quanto o material era contado." Quando Bruford não era mais preciso no estúdio, Fripp pedalava para casa, deixando Wetton e Chkiantz para gravar os vocais. Com diversos faixas de apoio, a banda trouxe de volta diversas participantes em álbuns anteriores, no lugar de Cross: Robin Miller no oboé, Mark Charig na corneta, membros originais do King Crimson, Ian McDonald e Mel Collins nos saxofones, e múltiplos músicos não-creditados no violoncelo e baixo duplo.
No Red, King Crimson segui um caminho estabelecido pelo seus predecessores Larks' Tongues in Aspic, de 1973 e Starless and Bible Black, de 1974. Em contrapartida, em contraste com estes discos, Red possui uma produção mais "em camadas", marcada pelo seus overdubs na guitarra e nos teclados; e o uso de McDonald e Collins com músicos de estúdio. A parte rítmica de Wetton e Bruford, que Fripp se referiu como "a parede de tijolos voadores", guiou o estilo do álbum para o heavy metal. Fripp, com a sua incerteza crescente sobre a direção na qual o grupo estava seguindo, ficou mais "recuado" sobre tomar grandes decisões durante as sessões, deixando para Wetton e Bruford decidir; onde os dois acreditavam que Fripp estava simplesmente "sendo mal-humorado". Ele ofereceu a ideia de McDonald entrar novamente a banda em sua ausência para a EG; em prol da falta de interesse da gravadora nessa ideia, Fripp encerrou as atividades do King Crimson abruptamente em 24 de setembro. Red foi duas semanas depois.
Música e letras Vários dos materiais presentes em Red possui origens em improvisações ao vivo da banda, onde diversos temas eventualmente foram usados nas faixas.
"Fallen Angel" foi tocada pela primeira vez por Fripp em 1972, como parte de improvisações executadas com a formação do quinteto que gravou Larks' Tongues in Aspic; sendo documentas como "Fallen Angel" e "Fallen Angel Hullabaloo" no box set Larks' Tongues in Aspic: the Complete Recordings e em lançamentos a parte de seus concertos.
A distinguível introdução para "One More Red Nightmare" foi implementada por Wetton e Fripp em várias improvisações ao longo de 1974, na qual pode ser ouvida nos box sets Starless e The Road to Red. "Providence" foi editada de uma gravação de uma improvisação de 30 de junho de 1974, no Palace Theater, em Providence. Lançada sem cortes como "Improv: Providence" em vários lançamentos posteriores, como o box set ao vivo The Great Deceiver e a edição do quadragésimo aniversário de Red
Lista de faixas
Notas As fontes para a criação/tradução desse artigo são baseadas no artigo em inglês de Red na Wikipédia. Informações podem estarem desatualizadas.
Referências