Walter Lippmann (Nova Iorque, 23 de setembro de 1889 – Nova Iorque, 14 de dezembro de 1974) foi um escritor, jornalista e comentarista político estadunidense, famoso por ser um dos primeiros a introduzir o conceito de Guerra Fria;LIPPMANN,W. The cold war: a study in U.S. foreign policy. Harper, 1947. cunhar o significado do termo "estereótipo" no psicológico moderno e criticar a mídia e a democracia em sua coluna de jornal e em vários livros, em especial, Opinião Pública,LIPPMANN, W. Opinião Pública. Vozes, 2008. de 1922. Lippmann também foi um autor notável para o Conselho de Relações Exteriores e desempenhou um papel significativo na carta de inquérito pós-guerra mundial de Woodrow Wilson, como seu diretor de pesquisa. Suas opiniões sobre o papel do jornalismo em uma democracia foram contrastadas com os escritos contemporâneos de John Dewey, no que foi posteriormente chamado de “debate Lippmann – Dewey".SILVEIRINHA, Maria João. CAMPONEZ, Carlos. Intelectualidade, autonomia e desprofissionalização – Regresso a questões cadentes. In: CUNHA, Isabel F. CABRERA, Ana. SOUSA, Jorge P. (Orgs.). Pesquisa em Media e Jornalismo - Homenagem a Nelson Traquina. LabCom, 2012. P.48-77. Lippmann ganhou dois Prêmios Pulitzer, um para sua coluna de jornal "Today and Tomorrow" e um para sua entrevista de Nikita Khruschev, em 1961."Special Awards and Citations". The Pulitzer Prizes, 1958. Acesso em: 14 de junho de 2017."International Reporting". The Pulitzer Prizes, 1962. Acesso em: 14 de junho de 2017.
Segundo o professor de jornalismo Michael Schudson,SCHUDSON, Michael. The ‘Lippmann – Dewey debate’ and the invention of Walter Lippmann as an anti-democrat 1985-1996. International Journal of communication, n. 2, 2008. o teórico da comunicação e crítico da mídia, James W. Carey, considerou o livro Opinião Pública, de Walter Lippmann, como "o livro fundador do jornalismo moderno" e também "o livro fundador em estudos de mídia americana".CAREY, James W. "The Press and the Public Discourse". The Center Magazine, n. 20, 1987.
Sobre a mesma obra, os ideais retratados pelo autor fazem que ele seja considerado um dos precursores da Teoria do Agendamento ou Agenda Setting. Mais precisamente no capítulo “O mundo exterior e as imagens de nossas mentes”, Lippmann discorre sobre o fato de que os veículos midiáticos são a ponte entre as formas que as pessoas recebem um conteúdo e os acontecimentos reais. A partir disso, compreende-se, conforme a teoria, a possibilidade de que a mídia pode dar maior enfoque a certos assuntos em detrimento de outros que possam ser considerados política e socialmente mais relevantes.
Biografia Nascido em uma abastada família judia, graduou-se em Harvard (1910), onde também foi assistente do filósofo George Santayana. Nos anos em que esteve em Harvard, interessou-se pelo socialismo e, por um curto período, atuou no movimento socialista. Também teve contato com William James e o pragmatismo, que funcionou como contraponto para o humanismo idealista de Santayana. Mais importante para a sua formação intelectual, porém, foi o encontro com o cientista social inglês e ideólogo fabiano Graham Wallas, cuja obra Human Nature in Politics (1908) teve grande influência sobre os primeiros escritos de Lippmann.
Lippmann trabalhou como jornalista nos periódicos liberais New Republic e World - do qual foi editor, entre 1929 e 1931. Naquele ano, surpreendeu a muitos dos seus leitores quando se transferiu para o conservador e republicano New York Herald Tribune, onde passou a escrever a coluna Today and Tomorrow. A partir de 1936, Lippmann afastou-se dos setores geralmente considerados mais liberais ou progressistas, tornando-se mais do que qualquer outro comentarista ou colunista, um porta-voz establishment americano.Encyclopedia.com [www.encyclopedia.com/topic/Walter_Lippmann.aspx Walter Lippmann] Posteriormente atuou também na Newsweek.
Lippman contribuiu para popularizar o conceito de Guerra Fria - que utilizou pela primeira vez em 1947. Também é atribuída a ele a expressão manufacture of consent, que aparece em seu livro Public Opinion (1922). A expressão inspirou o título do livro de Edward S. Herman e Noam Chomsky, Manufacturing Consent: The Political Economy of the Mass Media (1988), que é uma análise da mídia como negócio.
Publicações A Preface to Politics (1913) ISBN 1-59102-292-4
The Stakes of Diplomacy (1915) The Political Scene (1919) Liberty and the News (1920) Public Opinion (1922) The Phantom Public (1925) A Preface to Morals (1929) The Good Society (1937) The Cold War (1947) Essays in the Public Philosophy (1955)
Ligações externas
Wikisource: Walter Lippmann (em inglês) Wikibooks Communication Theory/Propaganda and the Public. Sobre a propaganda, segundo a perspectiva de Walter Lippmann (em inglês) (em inglês) Public Opinion (1922). University of Virginia (em inglês) Men of Destiny, por Walter Lippmann (1927) (em inglês) Biografia com excertos de trabalhos (em inglês) historymatters.gmu.edu Walter Lippman, "Debunking Intelligence Experts: Walter Lippmann Speaks Out". "The Mental Age of Americans", New Republic 32, no. 412 (Out. 25, 1922): 213–215; no. 413 (Nov. 1, 1922): 246–248; no. 414 (Nov. 8, 1922): 275–277; no. 415 (Nov. 15, 1922): 297–298; no. 416 (Nov. 22, 1922): 328–330; no. 417 (Nov. 29, 1922): 9–11 (em inglês) Walter Lippmann. American Writers: A Journey Through History (em inglês)
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