Armando Cortez e Almeida, mais conhecido por Armando Cortez GOIH (Anjos, Lisboa, 23 de janeiro de 1928 – Lisboa, 11 de abril de 2002), foi um actor, encenador, argumentista e produtor português.

Biografia Actor de teatro desde 1946, interpretou um sem número de autores, em peças como Coéforas, de Ésquilo.

Em 1964, é protagonista, com Francisco Nicholson, do programa Riso e Ritmo, da RTP.

Em 1982, aparece na série Pedro e Paulina. Dirigiu o musical Annie de Thomas Meehan para o Teatro Maria Matos (1983). Em 1984, participou no tele-romance Chuva na Areia da RTP. Em 1986, participa na telenovela Palavras Cruzadas. No ano de 1987 entra na série Lá em Casa Tudo Bem. 1988 é o ano da telenovela Passerelle.

Em 1992, participa na novela Cinzas. Seguem-se Verão Quente e Nico D'Obra, no ano de 1993. No ano seguinte, participa em Na Paz dos Anjos. 1996 é o ano de Roseira Brava, da série Polícias e da novela Vidas de Sal.

Em 1997, participa em Filhos do Vento e A Grande Aposta. No ano seguinte participa em Terra Mãe e Os Lobos. Em 2000, grava Esquadra de Polícia, A Raia dos Medos e Alves dos Reis. Entra também em Ajuste de Contas.

Foi agraciado por Jorge Sampaio com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (11 de Outubro de 2000).

No ano de 2001 participa na série O Processo dos Távoras, escrita por Francisco Moita Flores.

Foi director da Casa do Artista, instituição de apoio às artes performativas, que fundou juntamente com Raúl Solnado. A sala de espectáculos afecta a esta instituição foi baptizada em sua homenagem, chamando-se Teatro Armando Cortez.

Morreu aos 73 anos, em Lisboa, vítima de paragem cardiorrespiratória. As suas cinzas foram espalhadas no jardim da Casa do Artista.

Vida pessoal Neto materno duma prima em terceiro grau do 1.° Visconde de Roriz. Nasceu a 23 de janeiro de 1928 na freguesia dos Anjos, em Lisboa, embora tenha sido batizado na freguesia da Ajuda. Era filho de Luís Carlos da Cunha e Almeida, oficial do Exército, natural de Lamego (freguesia da Sé), e de Heloísa dos Santos Cortez da Cunha e Almeida, doméstica, natural de Lisboa (freguesia do Sacramento).

A 28 de novembro de 1950, casou primeira vez na igreja paroquial de Benfica, em Lisboa, com a atriz Fernanda Borsatti. Deste casamento nasceu, em 1953, José Eduardo da Fonseca Cortez e Almeida, Médico, casado com Anabela Ribeiro Fernandes Cortez e Almeida, com duas filhas (Inês Fernandes Cortez e Almeida e Margarida Fernandes Cortez e Almeida). Por sentença de 14 de janeiro de 1959, foi decretada a separação judicial de pessoas e bens entre o casal, tendo esta sido convertida em divórcio por sentença transitada em julgado a 7 de junho de 1976, já após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

Do segundo casamento, com Maria Manuela Guerra Lima (Manuela Maria), nasceu, em 1968, o seu segundo filho, Pedro Lima Cortez e Almeida, arquitecto.

Trabalhos 1946 - Coéforas 1954 - O Cerro dos Enforcados 1956 - Ar, Água e Luz 1956 - O Dinheiro dos Pobres 1958 - O Homem do Dia 1958 - O Céu da Minha Rua 1958 - O Doente Imaginário 1959 - Dez Contos de Reis 1961 - O Inspector 1964 - Riso e Ritmo (RTP) 1964 - Vamos Contar Mentiras 1967 - O Peixinho Vermelho 1967 - Operação Dinamite 1969 - Bonança & C.a 1969 - O Diabo Era Outro 1970 - O Cerco 1973 - Doze Homens em Conflito 1975 - Legenda do Cidadão Miguel Lino 1975 - Schweik na Segunda Guerra Mundial 1975 - Sua Excelência 1975 - Seara de Vento 1975 - Português, Escritor, 45 Anos de Idade 1975 - 24, 25, 26 1978 - Ivone a Faz Tudo 1979 - O Diabo Desceu à Vila 1983 - Sem Sombra de Pecado 1983 - O Bem-Amado (TV Globo) 1984 - Opération O.P.E.N. 1984 - Chuva na Areia 1985 - Aqui Há Fantasmas 1986 - Palavras Cruzadas (telenovela) 1987 - O Desejado 1987 - Lá em Casa Tudo Bem Adelino Lopes 1988 - Passerelle 1988 - Histórias Que o Diabo Gosta: A Filha 1988 - Criada para Todo o Serviço 1988 - Humor de Perdição 1988 - Contrainte par corps 1988 - A Mala de Cartão 1989 - Pisca Pisca 1990 - Quem Manda Sou Eu 1990 - Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça/ Nem o pai morre… 1991 - Segno di fuoco 1992 - Crónica do Tempo 1992 - Coup de foudre: Rendez-vous à Lisbonne 1992 - Das Tripas Coração 1992 - Vertigem 1992 - Cinzas 'Rui Veiga 1993 - Verão Quente 1993/1994 - Nico D'Obra: O Reveillon e Atenção às Obras pai de Alice 1994 - Passagem por Lisboa 1994 - Na Paz dos Anjos 1996 - Roseira Brava 1996 - Polícias 1996 - Vidas de Sal 1997 - Filhos do Vento 1997 - A Grande Aposta 1998 - Terra Mãe 1998 - Os Lobos 2000 - Esquadra de Polícia 2000 - A Raia dos Medos 2000 - Alves dos Reis 2000 - Ajuste de Contas 2001 - O Processo dos Távoras ()

Como encenador 1969 - A Casa-Fronteira 1989 - Pisca Pisca 1990 - Quem Manda Sou Eu 1990 - Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça/ Nem o pai morre… 1995 - Primeiro Amor 1996 - Roseira Brava

Como argumentista 1964 - Riso e Ritmo 1967 - Operação Dinamite 1969 - A Casa-Fronteira 1973 - O Grande Negócio 1989 - Pisca Pisca 1992 - Quem Muda a Fralda à Menina?

Como produtor 1964 - Riso e Ritmo 1994 - Trapos e Companhia

Homenagens A Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o seu nome a uma rua em frente ao novo Teatro Aberto, na freguesia de Campolide.Comissão Municipal de Toponímia, Toponimia lx Armando Cortez, Março de 2004.

A 5 de maio de 2003 foi inaugurado o Teatro Armando Cortez, na Casa do Artista.

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