Mariza Corrêa (Porto Alegre, 1 de dezembro de 1945 - Campinas, 27 de dezembro de 2016) foi uma antropóloga brasileira, professora do Departamento de Antropologia, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) por 30 anos. Fundou o Núcleo de Estudos de Gênero - Pagu da Unicamp, em 1993.

Vida Formada em Jornalismo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trabalhou no jornal Zero Hora de Porto Alegre e na revista Veja.

Em 1969, ingressou no mestrado em Ciências Sociais em 1973 na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde defendeu a dissertação Os Atos e os Autos: Representações Jurídicas de Papéis Sexuais em 1975, sob orientação de Verena Stolcke.

Em 1982, defendeu a tese de doutorado As Ilusões da Liberdade - a Escola Nina Rodrigues e a Antropologia no Brasil. O doutorado foi realizado na Universidade de São Paulo (USP), na área de Ciência Política, sob orientação de Ruth Cardoso. O estudo abordou a trajetória do médico legista, antropólogo e professor Raimundo Nina Rodrigues e de seus discípulos, refletindo sobre a formação do campo das ciências sociais e da elite intelectual brasileira.

Foi casada com Plinio Dentzien, com quem teve um filho, Rodrigo.

Realizações Na Unicamp, onde trabalhou como docente e pesquisadora, coordenou o Projeto História da Antropologia no Brasil (PHAB), iniciado em 1984 e desenvolvido ao longo de 20 anos. A este respeito, Mariza comentou por ocasião da homenagem aos 50 anos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA): Parte do acervo do projeto encontra-se no Arquivo Edgard Leuenroth (AEL).

Integrava o corpo docente da Área de Gênero no Programa de Doutorado em Ciências Sociais da UNICAMP, onde coordenava um Projeto Temático da FAPESP sobre gênero e corporalidade. Formou mais de 50 pesquisadores em mestrado e doutorado, dentre eles, Néstor Perlonguer, Heloisa André Pontes e Adriana Piscitelli.

Foi diretora (entre 1994 e 1996) e presidente (entre 1996 e 1998) da Associação Brasileira de Antropologia.

Escritos Livros e coletâneas Traficantes do Simbólico e outros Ensaios sobre a História da Antropologia. Campinas/SP: Editora da Unicamp, 2013. 472 p. ISBN 978-8526810075 Antropólogas e Antropologia - Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2003. v. 1. 278 p. As Reuniões Brasileiras de Antropologia: Cinquenta Anos (1953-2003). Campinas: Editora da Unicamp e Associação Brasileira de Antropologia (ABA), 2003 As Ilusões da Liberdade: A Escola Nina Rodrigues e a Antropologia no Brasil - Bragança Paulista: Editora da Universidade São Francisco, 2000. 487 p. ISBN 978-8586965173 Roberto Cardoso de Oliveira: Homenagem. Campinas, Setor de Publicações do IFCH, Unicamp, 1992 (organizado com Roque Laraia) História da Antropologia no Brasil (1930-1960) Testemunhos: Emilio Willems, Donald Pierson (Formação do Brasil). Editora Vértice, 1987. ISBN 978-8585068424 Morte em Família: Representações Jurídicas de Papéis Sexuais. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983. Os Crimes da Paixão, Tudo é História. São Paulo: Brasiliense, 1981.

Artigos

A Babá de Freud e outras Babás. Cadernos Pagu, Campinas, v. 29, 2007.

O Espartilho de Minha Avó: Linhagens Femininas na Antropologia. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 3, n. 7, p. 70-96, 1997. A Natureza Imaginária do Gênero na História da Antropologia. Cadernos Pagu, Campinas, v. 5, p. 109-130, 1996.

Ver também

Nina Rodrigues

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