Alprazolam,Denominação Comum Brasileira n° 00597 também conhecido pelos nomes comerciais Xanax, Apraz, Frontal, entre outros, é um fármaco utilizado em distúrbios da ansiedade e agorafobia. Trata-se de uma benzodiazepina que estimula a ação do ácido gama-aminobutírico (GABA), reduzindo a ansiedade moderada e ansiedade associada a depressão. Também possui propriedades sedativas, hipnóticas, anticonvulsionantes e de relaxamento muscular.
Reações adversas Sonolência. Descoordenação motora. Alterações gastro-intestinais. Diarreia. Vómitos. Alterações do apetite. Alterações visuais. Irregularidades cardiovasculares. Alteração da memória. Confusão. Depressão. Vertigem. Gagueira. Disfagia (Raro) Perda da libido.
Contra indicações e precauções As doses devem ser reduzidas nos idosos. Deve ser administrado com cuidado em doentes com miastenia grave ou insuficiência respiratória ou com apneia do sono. Não deve ser administrado em doentes com porfiria. Não deve ser inalado e deve ser evitado o contacto com a pele. Inibição sexual Em qualquer hipótese não misturar com qualquer tipo de opiáceo em decorrência de uma depressão respiratória. Alguns usuários já relataram severos sintomas de abstinência após a retirada do Alprazolam. O desmame correto do medicamento deve ser orientado pelo seu médico.
Interações Deve ser evitado o uso concomitante de álcool e medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.
Posologia thumb|esquerda|200px|Medicamentos que contém o princípio ativo alprazolam
As doses são ajustadas individualmente de acordo com critério médico. Para tal ajuste, o médico determina a menor dose que controle os sintomas.P.R. Vade-mécum ABIMIP 2006/2007 Geralmente é aplicado uma dose entre 0,25 a 0,5 mg, 3 vezes/dia em adultos saudáveis e 0,25 mg, 3 vezes/dia em idosos ou debilitados. Os tratamentos estão estabelecidos em até quatro semanas e as doses são aumentadas e diminuídas de forma gradual. A maioria dos pacientes respondem a doses situadas entre 2 e 4 mg. Apresentações: comprimidos de 0,25 mg, 0,5 mg, 1,0 mg ou 2,0 mg.
Farmacocinética Alprazolam atravessa a barreira placentária e aparece em pequenas doses no leite materno (cerca de 3% da dose ingerida pela mãe) A meia-vida da alprazolam é de cerca de 11,4 horas nos indivíduos saudáveis e cerca de 19,7 horas em indivíduos com cirrose hepática. O pico de maior concentração no plasma é obtido ao fim de uma ou duas horas após a ingestão. 70% a 80 % de alprazolam liga-se às proteínas plasmáticas É metabolizado no fígado, dando origem ao metabolito hidroxialprazolam que tem cerca de metade da ação do alprazolam.
Excreção Alprazolam é excretado pela urina, assim como os seus metabolitos.
Toxicidade O tratamento a longo prazo com alprazolam levanta preocupações sobre o seu potencial de abuso, dependência, fenómenos de abstinência e tolerância. O alprazolam é usado de forma abusiva por razões não médicas, muitas vezes em combinação com álcool, drogas de abuso e outros medicamentos. Têm sido relatados aumentos de casos de toxicidade fatal envolvendo o alprazolam sendo que o uso concomitante de outros medicamentos como depressores do sistema nervoso central (diazepam, opioides, álcool) ou psicostimulantes (cocaína, metanfetamina) foi, na maioria das vezes, relatado. O papel do alprazolam nessas mortes por polidrogas não é claro, mas nos casos que envolvem opioides e/ou álcool, embora os efeitos depressores de cada medicamento individualmente possam não ser tóxicos, os seus efeitos combinados podem produzir depressão respiratória substancial. Comparativamente com outros fármacos da mesma classe, o alprazolam é dos mais tóxicos. Verificam-se discrepâncias significativas entre os hábitos de prescrição e o risco associado ao uso de alprazolam devendo, por isso, a prescrição ser mais cautelosa.
Categoria:Triazolobenzodiazepinas Alprazolam Categoria:Sedativos