thumb|180px|São João Batista de Cutileiro A Praça da Ribeira é um largo histórico localizado no bairro de São Nicolau, na freguesia atual de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, numa das zonas mais antigas e típicas da cidade do Porto, em Portugal.
O conjunto urbano da Praça da Ribeira e área envolvente está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1971.Ficha na base de dados SIPA/DGPC
Origem do nome A praça foi buscar o seu nome ao cais, em alusão à beira-rio do Porto.
História Considerada uma das mais antigas praças da cidade, a Praça e o Cais da Ribeira já eram mencionados em cartas régias de 1389. De origem medieval, quando ali já existia uma grande atividade económica, devido à presença de um porto a poucos quilómetros da foz do rio Douro, foi uma zona de intenso comércio, com tendas de venda e uma lota do peixe.
A Cerca Nova, concluída por volta de 1370, vedou o acesso direto da praça ao rio que passou a ser feito através da Porta da Ribeira, localizada na esquina sudeste da praça. Em 1491, houve um grande incêndio na zona, ao qual se sucedeu um processo de reconstrução, tendo-se optado por casas com colunas e por lajear o piso da praça.
Situada num ponto fulcral para o desenvolvimento comercial, a Praça da Ribeira sempre mereceu a atenção das autoridades responsáveis pelo urbanismo e pela gestão da cidade, pelo que não podia passar despercebida a João de Almada e Melo que, no século XVIII, a reformulou, procurando conferir um cariz monumental a esse espaço. Houve, também, a preocupação de criar um corredor para facilitar o escoamento de produtos e a deslocação de pessoas, que ia da Praça da Ribeira, pela Rua de S. João, Largo de São Domingos, Rua das Flores e finalmente Rua do Almada. O cônsul britânico John Whitehead foi uma das figuras que colaborou na remodelação da praça, propondo a construção de uma arcada que fecharia os lados poente e nascente do espaço uma grande unidade. A norte, a praça seria aberta para as ruas de São João e dos Mercadores. Quanto ao lado sul, seria construída uma ampla escada de acesso à parte superior das Muralhas Fernandinas, criando-se uma área de circulação que dominava simultaneamente o rio e o interior da praça. O programa de remodelação abrangeu também a Porta da Ribeira e a Capela de Nossa Senhora do Ó (que lhe ficava por cima). As obras tiveram o seu início em 1776, encontrando-se parcialmente concluídas em meados da década de 1780. O plano almadino apenas foi concretizado nas frentes norte — com o monumental Chafariz da Rua de São João — e poente. A sul, a muralha acabou por ser derrubada em 1821 e a nascente, as construções medievais sobrevivem até hoje.
Na década de 1980 foram feitas intervenções arqueológicas no local, pondo a descoberto um chafariz do século XVII, no centro da praça. Reconstruído no seu local de origem, o chafariz foi coroado por uma peça escultórica da autoria de José Rodrigues, conhecida vulgarmente por "Cubo da Ribeira". A 24 de junho de 2000 foi inaugurada, no nicho da Fonte da Praça da Ribeira, uma estátua de São João Baptista, da autoria do escultor João Cutileiro.
Atualmente a Praça da Ribeira é um lugar de visita indispensável a quem passa pela cidade, dispondo de muitos restaurantes e espaços de animação noturna.
Pontos de interesse Chafariz almadino da Rua de São João com estátua de São João Batista, da autoria do escultor João Cutileiro. Conjunto de casas medievais, do lado nascente da praça. "Cubo da Ribeira" de José Rodrigues. Rio Douro.
Acessos Estação São Bento (600 m para NE) 17px|Metro do Porto17px|Linha D Linhas: ZR, 900, 901 e 906 dos STCP.
Ligações externas
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