Jenipapo (ing: The Interview) é um filme de drama brasileiro e estadunidense de 1995 dirigido por Monique Gardenberg a partir de um roteiro da diretora em parceria com Cyrus Nowrasteh. O filme narra a difícil tentativa de um jornalista norte-americano entrevistar um padre, apoiador da reforma agrária no Nordeste do Brasil, que fará com que ele abandone a ética jornalísitca. É protagonizado por Henry Czerny, Júlia Lemmertz, Patrick Bauchau e Marília Pêra.

O filme estreou mundialmente em 10 de setembro de 1995 no Toronto International Film Festival e foi lançado no Brasil em 21 de fevereiro de 1996. Foi recebido com críticas mistas que, em geral, elogiaram a produção e a história do filme, mas fizeram críticas ao roteiro e montagem de cenas. Por sua atuação no filme, a atriz Marília Pêra recebeu o Prêmio Guarani de melhor atriz coadjuvante, enquanto que Henry Czerny foi indicado na categoria de melhor ator.

Sinopse Michael Coleman (Henry Czerny) é um jornalista estadunidense que trabalha para um jornal brasileiro bilíngue. Certo dia ele é mandado para entrevistar o padre Louis Stephen (Patrick Bauchau), um famoso missionário católico que apoia a luta pela reforma agrária em uma comunidade do nordeste. Mas ele precisa enfrentar um problema, pois o padre se recusa a conceder entrevistas. Isso leva Coleman a abandonar a ética jornalística em sua tentativa para entrevistá-lo.

Elenco

Henry Czerny como Michael Coleman Patrick Bauchau como Padre Stephen Louis Júlia Lemmertz como Julia Marília Pêra como Renata Daniel Dantas como editor do Brasilian Tribune Ana Beatriz Nogueira como Márcia Miguel Lunardi como Carlos Reis Luis Melo como Cristo Otávio Augusto como Senador Emílio Mattar Valdinéia Soriano como Vitória Otávio Muller como repórter Lázaro Ramos como figuração Marília Gabriela como apresentadora do Talk Show

Produção Jenipapo é o primeiro longa-metragem dirigido pela cineasta Monique Gardenberg. O filme é uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos e foi produzido pelas produtoras Boku Films, Duerto Produções e Ravina Produções. Os diálogos do filme, em sua grande maioria, são falados em inglês. As locações aconteceram na cidade do Rio de Janeiro e em São Gonçalo dos Campos, na Bahia.

Lançamento O filme foi selecionado pela Toronto International Film Festival, sendo exibido em 10 de setembro de 1995. Em seguida, estreou na Argentina durante o Mar del Plata Film Festival. O lançamento comercial no Brasil se deu a partir de 21 de fevereiro de 1996 pela Riofilme. Ainda foi exibido na Austrália, Alemanha e Estados Unidos.

Recepção

Resposta da crítica O filme gerou uma recepção mista por parte dos críticos. José Geraldo Couto, em sua crítica à Folha de S.Paulo, pontuou que o filme possui uma produção caprichada, mesmo que com pouco recursos, entretanto fez críticas em relação a furos no roteiro, destacando cenas que não faziam muito sentido para a história, e escreveu: "Num filme que se pretende realista e verossímil, esses problemas são graves. Mas nunca é demais insistir: a partir de seu "ponto de virada", Jenipapo se torna um drama moral intenso e envolvente, com momentos brilhantes -como o encontro casual entre o jornalista e o padre na rua, a "aparição" do capanga chamado Cristo (Luís Melo), a transmissão televisiva do depoimento do padre etc."

Prêmios e indicações +AnoAssociaçõesCategoriaRecipiente(s)Resultado1996Prêmio Guarani de Cinema BrasileiroMelhor DireçãoMonique Gardenberg rowspan="2" Melhor AtorHenry CzernyMelhor Atriz CoadjuvanteMarília PêraMelhor RoteiroMonique Gardenberg e Cyrus Nowrasteh rowspan="2" Melhor Trilha SonoraPhilip Glass

Ver também Lista de filmes sobre jornalismo

Ligações externas Jenipapo no Adorocinema brasileiro

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