O Campo de Provas Brigadeiro Velloso é uma base da Força Aérea Brasileira (FAB), localizada na Serra do Cachimbo, em Novo Progresso no Pará, com área de 21,6 mil km² e perímetro de 653 km, sendo comparável, em tamanho, ao estado de Sergipe. Fica localizado bem próximo da BR-163 (Rodovia Cuiabá-Santarém), com entrada na altura do km 16,9.

História miniaturadaimagem|esquerda|Escudo do CPBV A unidade foi criada com o objetivo principal de servir de base de apoio para a operação de aeronaves no tráfego de ligação entre a região norte e a região sudeste, pelo interior. Anteriormente, o trajeto só podia ser realizado de maneira segura seguindo pelo litoral, em um percurso muito mais longo. A inauguração oficial foi em 20 de janeiro de 1954, com a presença do presidente da república Getúlio Vargas e do ministro da aeronáutica Nero Moura.

Posteriormente, o decreto nº 83.240, de 7 de março de 1979 destinou as glebas Cachimbo, Gorotire e Curuaés para constituírem uma área destinada ao desenvolvimento de ensaios de armamentos, artefatos bélicos, experimentos, testes, treinamentos e outras manobras de interesse das Forças Armadas do Brasil.

Em 18 de agosto de 1979 foi inaugurado o novo Aeroporto do Cachimbo, com pista de 2.602 metros de comprimento.

O Campo de Provas de Cachimbo foi criado em 7 de março de 1983, sendo subordinado ao Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA).

À partir de 1984, iniciou-se, em total sigilo, a construção no local de uma base subterrânea com o objetivo de desenvolver testes nucleares. O sigilo foi necessário pois havia o medo de que a publicidade da informação provocasse uma corrida armamentista no continente, haja vistas que a Argentina também desenvolvia pesquisas nesse sentido. Em 1986 o governo admitiu a utilização do local para o testes nucleares mas negou veementemente a produção de armas.

Em 1990 o então presidente Fernando Collor de Mello simbolicamente joga uma pá de cal no local de testes e o governo isenta a aeronáutica de toda a responsabilidade em relação às pesquisas nucleares.

O nome da unidade foi alterado para Campo de Provas Brigadeiro-do-Ar Haroldo Coimbra Velloso em 17 de janeiro de 1995, para homenagear o primeiro responsável pela implantação da base.

Em 30 de julho de 1997 o nome foi alterado novamente para a sua forma atual, Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV).

Presença no noticiário O campo de provas esteve presente no noticiário nacional e internacional nas seguintes ocasiões: Em 8 de agosto de 1986 o jornal Folha de S.Paulo tornou pública a intenção do governo brasileiro em utilizar a área base como local de testes nucleares. Em desenvolvimentos seguintes, o governo admite a realização de testes, mas afirma não ter feito a bomba. Dando continuiade a cobertura, dois repórteres do jornal Folha de S.Paulo foram retidos na base, sob a acusação de invadirem local proibido. Em 19 de setembro de 1990, quando o presidente Collor lançou uma pá de cal simbólica num poço que, supostamente, serviria para testes de artefatos nucleares. Em 29 de setembro de 2006, quando um jato executivo Embraer Legacy avariado fez um pouso de emergência na base, após uma colisão em pleno ar com um Boeing 737-800 da companhia brasileira Gol que acabou por cortar a asa do jato comercial que cumpria o voo Gol 1907 que, por sua vez caiu na selva causando a morte de todos os 154 ocupantes.

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