Die Biene Maja é uma série de desenho animado e um livro infantojuvenil escrito pelo alemão Waldemar Bonsels,
cuja primeira edição data de 1912.
Abelha Maia: A Era-Waldemar Bonsels (1912-1926) Abelha Maia foi originalmente criada para um livro escrito por Waldemar Bonsels (figura atualmente controversa na Alemanha). O livro, na verdade, foi escrito para os filhos do autor, mas rapidamente tornou-se num sucesso de vendas. No entanto, o livro era muito diferente daquilo que seria a série de 1975 (a primeira adaptação de Abelha Maia para desenho animado). O livro original de Waldemar Bonsels, aquele responsável por anos mais tarde trazer Maia para os grandes ecrãs, tinha um aspeto mais sombrio e adulto. O propósito de Bonsels era escrever um livro com mensagens relacionadas com socialismo e resiliência, colocando Maia num universo onde os personagens não valorizavam a educação, mas sim, a necessidade de sobrevivência. No livro, Maia aprende a voar e foge completamente sozinha durante um aula da Dª. Cassandra, não regressando casa. Ao longo do livro Maia vive sozinha numa floresta e acaba também por interagir com alguns personagens, como o Escaravelho Kurt ou a Mosca Puck. No livro original, a justiça e o respeito entre os personagens não é valorizado e os personagens que são retratados como predadores matam as suas presas sem dó e piedade para depois os comerem e vários parágrafos relacionados patriotismo e nacionalismo podem também ser lidos. Ao longo do livro, à medida que o conhecimento de Maia aumenta, a sua inocência vai também diminuindo, tornando-se assim aos poucos numa adulta.
Numa das partes do livro, Maia interage com um gafanhoto filósofo que lhe ensina sobre o quão importante é a vida. Ela passa pouco tempo com esse gafanhoto e continua a sua jornada completamente sozinha. Na obra de Waldemar Bonsels, esse gafanhoto não tem nome, mas anos mais tarde, em adaptações para desenho animado seria usado como um protótipo para a criação do Gafanhoto Flip, recebendo muito mais destaque.
No final do livro, Maia é aprisionada por vespões e regressa à sua colmeia por ter ouvido delas um plano de ataque. Vendo que a sua colmeia corre perigo, ela toma uma atitude e foge para salvar a colmeia. Várias mortes de vespas podem ser lidas no livro. No final, apesar de algumas tragédias infelizes, as abelhas triunfam e Maia torna-se assistente real da rainha, tornando-se assim numa adulta respeitada entre os habitantes da sua colmeia nativa.
O livro original de Waldemar Bonsels foi adaptado para inglês pela editora Thomas Seltzer e publicado pela primeira vez em 1922 nos Estados Unidos da América sob o título The Adventures of Maya the Bee, onde foi também um grande sucesso de vendas, recebendo inclusivé uma relançamento em 1964 pela editora Grosset & Dunlap.
Depois do sucesso do livro, Waldemar Bonsels e Wolfram Junghans adaptaram "Abelha Maia" para live-action, lançando em 1926, uma longa-metragem baseada no livro. O filme foi exibido em alguns cinemas ao redor da Europa, mas também chegou a ser exibido nos Estados Unidos da América. Depois da exibição do filme, ele ficou perdido por muitos anos, sendo só descoberto uma cópia original do filme na Filândia em 2004, sendo relançado em 2005.
O livro original de Waldemar Bonsels, seria muitos anos mais tarde, criticada pela imprensa e por outras entidades da Alemanha pela representação ofensiva e estereotipada nas vespas malignas ao povo judeu e pelo uso de xenofobia como piada subtil. Outras acusações envolvem também mensagens subliminares sobre militarismo nos enredos.
Abelha Maia: Adaptação para anime Depois do sucesso da obra literária, a ZDF entrou com um projeto de uma adaptação para desenho animado de modo a aproveitar o sucesso estrondoso da adaptação de Das War Wickie (Vickie, o Viking). Rose-Marie Bonsels, a viúva de Waldemar Bonsels e herdeira dos direitos do livro original, autorizou a produção em 1973. Antes do anime entrar em produção em 1974, Josef Göhlen leu o livro de Waldemar Bonsels e ficou chocado com o conteúdo, descrevendo-o como "militarista e inadequado para crianças". Para trazer A Abelha Maia para desenho animado, ele pediu para os artistas suavizarem a obra, criarem novos designs para os personagens e fazerem uma adaptação mais leve da obra. O resultado final foi que essa adaptação de Abelha Maia tinha uma animação e um estilo de humor mais voltadas para crianças, onde os personagens predadores eram mais simpáticos e que no fundo valorizavam também o respeito e a educação. Para à série animada de 1975 foram também criados e introduzidos novos personagens que não existiam na obra original de Waldemar Bonsels como o Willy ou o Gafanhoto Flip, permitindo assim que Maia não viajasse ou explorasse sozinha o mundo. Outros personagens, como a libelinha, também ganharam uma personalidade mais empática. A série inicialmente estreou no Japão em 1975, fazendo muito sucesso. Em 1976, a série estreou na Alemanha, substituindo Vickie, o Viking na programação infantojuvenil do canal. Em 1977, "Abelha Maia" saiu da programação da ZDF para dar lugar a Heidi, mas regressa em 1979 com uma segunda série, que foi mal recebida no Japão por não atingir a mesma qualidade da série anterior. No início de 1980, foi confirmado que novos episódios da Abelha Maia já não estavam mais em produção.
Apesar disso, os personagens de "Abelha Maia" continuaram famosos, com os episódios da série de animação a serem constantemente repetidos nas emissoras da Alemanha. O sucesso do anime e o retorno financeiro permitiu que Rose-Marie Bonsels em 1977 fundasse a fundação Waldemar Bonsels para gerir os direitos e o licenciamento do legado do seu marido para editoras e produtoras, o que também incluia o licenciamento de personagens para a produção de produtos de "Abelha Maia" para outros estúdios. Rose-Marie Bonsels continuaria ligada à fundação até ao seu falecimento em 1993.
Em 2009, a Fundação Waldemar Bonsels estabeleceu uma parceria com a Studio 100 Animation para reviver a "Abelha Maia", produzindo uma nova versão em 3D, que foi baseada na série de 1975, trazendo também algumas alterações nos designs dos personagens e ainda introduziu novos personagens como a Lara, por exemplo. Nessa nova versão, Maia também ficou menos rebelde e menos teimosa, sendo até mais assídua nas aulas da colmeia, deixando o convívio entre amigos e colegas e a exploração do mundo exterior para os seus tempos livres. Willy e Flip regressam também para essa nova versão, onde continuam a acompanhar Maia nas novas aventuras e desventuras.
Principais personagens das séries de animação Maia: A protagonista titular da série. Curiosa, irrequieta e às vezes travessa. Nada a para, mete-se em sarilhos e é capaz até de sorrir nas piores situações e de arriscar a sua própria vida para ver o que lhe rodeia. Flip: O gafanhoto principal da série. É como um explicador para Maia e Willy, visto que quando têm dúvidas é a ele a quem recorrem. Ele não gosta de trabalhar e vive a apreciar a vida e não gosta de complicações. Embora Flip possua um caráter pacato e imaturo, ele revela inteligência e algumas vezes ajuda os mais fracos da série, especialmente a Maia. No episódio "O Flip cai na armadilha" é revelado que antes de Maia e Willy nascerem chegou a namorar e teve problemas na escola, além de que noutra ocasião é revelado que tem um irmão-gémeo chamado Flap. Tem um grande talento para cozer folhas, criando assim casas para si próprio. Willy: O melhor amigo de Maia, e o seu oposto. É tímido, preguiçoso e um pouco cobarde. Tal como a Dª Cassandra, também gosta que tudo esteja calmo ao seu redor. Ele é secretamente apaixonado por Maia e nunca a larga. Num episódio da série clássica (e até no filme de 2015) é revelado que Willy é quatro anos mais velho que Maia. D. Cassandra: A professora da colmeia de Maia. Já na meia-idade, possui um sotaque austríaco e fortes conhecimentos em ciências naturais. Quando não está a dar aulas serve como aliada à rainha. Madura e trabalhadora, educa e ensina aos alunos os perigos e o comportamento dos insetos e dos mamíferos. Ela leva o seu trabalho a sério e sempre que os seus alunos seu portam mal castiga-os com sermões. Ela ressona enquanto dorme. Kurt: Forte e comilão. Simpatiza-se com toda à gente e carrega as coisas mais pesadas. Ele arranja maneira de se ocupar, mas às vezes não abunda muito da inteligência. Como ele é um escaravelho, ele usa alguns utensílio de mau cheiro, o que faz com que às vezes muitos prefiram ficar longe dele. Tekla: A principal antagonista da série. Já idosa, detesta que lhe destruam a teia e vive a vida a desprezar tudo e todos. Ela alimenta-se das presas que caem na sua teia, mas é sempre impedida por elas próprias. Os seus dotes em culinária são altos.
Diferenças entre o livro e os desenhos animados
No anime de 1975, a libelinha Schnuck, continua a ser uma predadora, mas tem uma personalidade mais empática e piedosa e no final torna-se amiga de Maia. No livro original, ela é retratada como uma predadora, com uma personalidade mais fria, demonstrando menos respeito pela Maia. No final do anime de 1975, curiosamente, há também uma batalha entre vespas e abelhas, mas as vespas acabam apenas feridas pelas abelhas. No livro original, a batalha é mais agitada e sangrenta, com várias vespas e os líderes a morrerem durante a batalha. No final do livro, Maia torna-se numa assistente real da rainda com uma personalidade já adulta, enquanto que no anime de 1975, ela torna-se numa professora e continua como uma criança eterna, recebendo às vezes a visita de Willy e do Flip nas suas aulas.
Ligações externas
O Arquivo Finlandês (23 de novembro de 2005). "Esitykset: Maija Mehiläinen" . Acessado 20 de janeiro de 2006.
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