A Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego, também designado por Edifício no Largo do Intendente, n.º 23 a 27, é um edifício fabril histórico situado no Largo do Intendente, na antiga freguesia dos Anjos, actual freguesia de Arroios, em Lisboa.Ficha na base de dados SIPA

A Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego está classificada com Imóvel de Interesse Público desde 1978.

Este edifício foi mandado construir, entre 1849 e 1865, por António da Costa Lamego no local onde tinha uma oficina de olaria, dando continuidade a uma antiga tradição daquela zona. A fábrica e a empresa que a gere adotaram o nome de Viúva Lamego após a morte do seu fundador.No Portal do Município de Lisboa

Trata-se de um edifício, de estilo romântico, em 2 pisos, com 2 janelas cada, que no segundo piso surgem a ladear uma varanda, rematado por empena triangular com um óculo central rodeado de grinaldas e pequenas figuras que seguram uma inscrição com a data da construção. De salientar que a fachada se encontra decorada e revestida na totalidade por azulejos figurativos do séc. XIX, de estilo romântico-revivalista, sendo seu autor Luís Ferreira, conhecido por Ferreira das Tabuletas, pintor de azulejos proveniente da Fábrica da Calçada do Monte e que trabalhou na Viúva Lamego. Trata-se de uma das obras-primas do azulejo naif oitocentista, incluindo as figuras alegóricas ao Comércio e à Indústria, que ladeiam a entrada do edifício.

Atualmente este edifício é utilizado pela loja A Vida Portuguesa, enquanto que a atividade fabril da Empresa fica na Abrunheira, no município de Sintra.

A Empresa A antiga Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego, que atualmente adotou a designação de Viúva Lamego - Cerâmicas de Sintra, Lda., cria desde 1849 peças únicas usando métodos artesanais que embelezam o mundo. Inicialmente a Viúva Lamego, cujas instalações fabris se localizavam no edifício onde hoje se situa a sua loja no Largo do Intendente em Lisboa, produzia artigos utilitários (talhas, etc) em barro vermelho e faiança e azulejos em barro branco.

No início do século XX o azulejo foi ganhando importância e a produção em barro vermelho foi terminando.

Nos anos trinta a Viúva Lamego iniciou uma colaboração estreita com artistas plásticos, que nas suas instalações, passaram cada vez mais a usar o azulejo para exprimirem as suas criações.

Os mestres da Viúva Lamego continuam a fabricar uma vasta gama de azulejos sempre em pintura manual, a elaborar trabalhos especiais a partir de criações de autores e desenvolver novos produtos que perpetuam a integração do azulejo na Arquitetura.

A fábrica foi fundada por António da Costa Lamego em 1849. Após a morte do seu fundador passou a designar-se comercialmente por "Viúva Lamego". Todo o prédio forrado a azulejos que torneja para a Av. Almirante Reis constituía a zona de oficinas.

Nos anos trinta do século XX, a produção foi transferida para a Palma de Baixo, onde se manteve até 1992, data em que a mesma passou para Abrunheira - Sintra.

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Ligações externas

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