O Aeroporto Regional do Vale do Aço , também conhecido como Aeroporto de Ipatinga (antigo Aeroporto da Usiminas), é um aeroporto doméstico que está localizado no município brasileiro de Santana do Paraíso, no interior do estado de Minas Gerais. Serve à Região Metropolitana do Vale do Aço e a seu colar metropolitano, estando situado a de Ipatinga. Constitui uma das principais formas de deslocamento da região, disponibilizando rotas diárias regulares à Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de conexões a outros destinos. Sua pista tem dimensões de x .
Criado em 1959 e em operação desde 1977, foi projetado pela Usiminas, inicialmente para servir a seus funcionários. Em 2008, houve um projeto de desativar o aeroporto e construir um novo terminal no município de Bom Jesus do Galho, a fim de que a empresa expandisse seu complexo industrial sobre a área original. Por questões ambientais e devido à Grande Recessão, no entanto, o projeto não prosseguiu e o atual aeroporto foi reformado e modernizado em 2011. A Usiminas administrou o aeródromo até março de 2016. É gerido pela Infraero, sob contrato com o governo estadual, desde agosto de 2020.
História thumb|esquerda|Aspecto da pista do aeroporto em 2010 thumb|esquerda|Interior do terminal em 2016 O Aeroporto Regional do Vale do Aço (antigo Aeroporto da Usiminas) foi criado em 1959, com o objetivo inicial de atender aos funcionários da Usiminas, empresa a qual também idealizou o projeto. As operações foram iniciadas em 1977, entrelaçadas a outros investimentos de infraestrutura realizados pela companhia siderúrgica na cidade de Ipatinga, que também incluíam hospitais, escolas, delegacias, necrotérios e bairros. Próximo ao aeroporto, que está localizado em território do atual município de Santana do Paraíso, foi estruturado um distrito industrial. A Usiminas foi privatizada em 1991 e permaneceu como a única responsável pelo terminal até janeiro de 2012, quando passou a dividir a administração e as operações com a Socicam.
Em 2008, especulou-se a relocação do aeroporto para o município de Bom Jesus do Galho, a fim de que a Usiminas expandisse seu complexo industrial no local original. O projeto previa a construção de uma pista de metros, com capacidade de receber aviões de grande porte e, a longo prazo, um fluxo anual médio de 360 mil passageiros. Outras 17 áreas foram previamente escolhidas para receber o novo terminal, sendo 13 delas visitadas e analisadas, levando em consideração uma distância máxima de 30 quilômetros do aeroporto atual. Posteriormente, devido à proximidade de Bom Jesus do Galho com o Parque Estadual do Rio Doce, que poderia gerar ruído excessivo e choques de aves com aeronaves, a área pretendida foi transferida para Belo Oriente em 2009.
Além de fatores ambientais, a crise financeira de 2008 também colaborou com o atraso dos projetos do novo terminal. Em março de 2011, a Usiminas anunciou a realização de modernização do aeroporto no atual local, com a reforma da pista e aquisição de equipamentos de raios X, encerrando a possibilidade de construção de um novo terminal no Vale do Aço no curto e médio prazo. Após o fim das reformas, concluídas em dezembro de 2011, o aeroporto passou a ter capacidade para receber aeronaves com até 110 passageiros.
Em 2016, problemas econômicos levaram a Usiminas a deixar o controle do aeródromo, o que vinha sendo negociado com o Governo Federal desde 2013. Em fevereiro, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) determinou que o terminal fosse fechado em 12 de março de 2016, quando a Usiminas encerraria suas operações no local, deixando o aeroporto sem um responsável. No entanto, um contrato foi assinado em caráter emergencial entre a Socicam e a Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (SETOP), garantindo o custeio pelo governo estadual e a manutenção pela Socicam até a conclusão da licitação para que uma nova empresa assuma a administração. A prefeitura de Santana do Paraíso cogitou assumir a tutela do aeroporto em parceria com o estado, mas isso não foi possível devido ao orçamento elevado. Devido às mudanças, o nome do antigo Aeroporto da Usiminas foi alterado para "Aeroporto Regional do Vale do Aço". Em outubro do mesmo ano, a Socicam venceu a licitação para prosseguir com a administração do terminal.
Em 14 de fevereiro de 2019, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, única companhia aérea operante no terminal, suspendeu suas atividades no aeroporto por tempo indeterminado, alegando que a pista não atende aos padrões operacionais. Já no dia 19 de fevereiro a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) interditou a pista, suspendendo também os voos do programa Voe Minas Gerais, do governo estadual, em aeronaves de pequeno porte. Após incertezas quanto a seu destino, no dia 20 do mesmo mês, o ministro da infraestrutura Tarcísio de Freitas em reunião com o governador Romeu Zema anunciou o repasse de recursos do Governo Federal para uma reforma emergencial no aeroporto, e em seguida recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil para uma reforma definitiva. Dessa forma, foram realizadas as intervenções de emergência entre 19 de março e 8 de abril de 2019, com a liberação da ANAC obtida em 12 de abril. O retorno dos voos da Voe Minas ocorreu em 15 de abril de 2019, enquanto o da Azul foi marcado para o dia 9 de maio.
O Aeroporto de Ipatinga foi novamente fechado em 25 de março de 2020, devido à pandemia de COVID-19 e para o aguardo realização das obras definitivas, mas sem previsão da concretização das restaurações. Em agosto de 2020, a Infraero passou a ser a gestora do aeroporto, após ser contratada pelo governo estadual. Contudo, somente um ano após o fechamento, em 8 de abril de 2021, é que as obras foram iniciadas. Essas intervenções contemplaram restauração das pistas, do pátio de aeronaves e sinalização, mas não aumentaram sua capacidade de passageiros e aeronaves de grande porte. Em 1º de dezembro de 2021, o aeroporto foi reaberto e voltou a receber voos regulares.
Localização e infraestrutura thumb|direita|Aeroporto Regional do Vale do Aço visto do Cidade Nova O terminal está localizado próximo ao Distrito Industrial do município de Santana do Paraíso e atende à Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) e a seu colar metropolitano, servindo como uma das principais formas de acesso dos funcionários dos complexos industriais locais, como a Aperam South America, Cenibra e Usiminas, até a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Encontra-se a cerca de do Centro de Ipatinga.
Trata-se de um aeroporto doméstico e uso público. Em 2008, segundo a Usiminas, aproximadamente 87% dos passageiros circulavam com vinculação a outras indústrias ou com a comunidade. Em 18 de dezembro de 2024, foi inaugurado um viaduto ligando a BR-458 à estrada de acesso ao aeroporto. Até então, esse acesso só era possível por meio de uma passagem de nível sobre a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), o que gerava interrupção no tráfego para dar passagem aos trens.
O terreno do terminal ocupa uma área de cerca de e sua pista é asfáltica, com de extensão e de largura, enquanto que a estrutura de pátio de manobras tem dimensões de x . Localizado a 239 metros acima do nível do mar, o aeroporto conta com balizamento noturno, serviço contra incêndio capaz de atender a aeronaves acima de 70 passageiros, Estação Permissionária de Telecomunicações Aeronáuticas (EPTA), posto de combustível de jato (JET A-1) e terminal de passageiros com capacidade de acomodar 150 mil pessoas ao ano. Em relação a dispositivos de segurança da aviação civil, há detector de metal manual e raio X de bagagens. Também há serviço de lanchonete, táxi, locação de veículos e agência de viagens, além de sistema de informações de voo (SIV), esteira de bagagens e carrinhos.
Estatísticas Segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), um total de passageiros passaram pelo aeroporto de 2009 a 2014, movimentando voos. Em 2015, o terminal recebeu passageiros, gerando voos. thumb|direita|Vista noturna de ATR-72 da Azul Linhas Aéreas Brasileiras após aterrissagem no aeroporto
AnoFluxo de passageirosFluxo de voos 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Incidentes A pista do aeroporto não reporta histórico de acidentes com gravidade, entretanto os seguintes incidentes têm ligação com o terminal. Na tarde de 29 de abril de 1973, um avião monomotor modelo Cessna 182, prefixo PT-CKR, levantou voo no aeroporto e não conseguiu ganhar altitude. Márcio Andrade Guerra, um dos pioneiros de Ipatinga, era quem pilotava e tentou retornar à pista, no entanto a aeronave caiu de barriga no chão, matando todos os quatro ocupantes: Lalau, Sérgio e Magda, além de Márcio. No bairro Veneza, uma escola homenageia o condutor da aeronave, a Escola Municipal Márcio Andrade Guerra, e no Cariru, Edilar Anício Drumond Alves, o Lalau, empresta seu nome a uma praça. Na manhã de 28 de junho de 2010, a aeronave ATR-42 da TRIP Linhas Aéreas, prefixo PR-TTE, parou a poucos metros à frente da pista após derrapar enquanto era manobrada para a finalização do pouso. O voo 5510 transportava 47 passageiros e quatro tripulantes de Guarulhos a Vitória com escala em Ipatinga, no entanto, ninguém se feriu. Em 15 de novembro de 2011, uma aeronave modelo ATR da TRIP Linhas Aéreas colidiu sua asa direita em um poste de iluminação do aeroporto durante a decolagem do voo 5390, que seguia de Ipatinga para Vitória com escala em Governador Valadares. O voo foi interrompido e nenhum dos 42 passageiros se feriu.
Ver também Lista de aeroportos da Região Sudeste do Brasil Lista de aeroportos do Brasil
Ligações externas
Aeroporto Regional do Vale do Aço na Infraero Aeroporto Regional do Vale do Aço no Flight Radar Como ficará o aeroporto do Vale do Aço em 2041, segundo plano diretor aprovado ontem (Aeroin.net)
Ipatinga (Vale Aco) Categoria:Construções de Santana do Paraíso Categoria:Região Metropolitana do Vale do Aço Categoria:Usiminas Ipatinga