thumb|275px|Palácio Foz, Lisboa, 2012 O Secretariado da Propaganda Nacional - SPN, foi criado em 25 de Setembro de 1933 pelo governo de Salazar, tendo-lhe sucedido em 1945 o Secretariado Nacional de Informação - SNI.

Desempenhou, durante os primeiros doze anos do governo de Salazar, um papel activo na divulgação do ideário nacionalista e na padronização da cultura e das artes do regime do Estado Novo (que ficaria conhecida como a Política de Espírito), secundado pela actuação dos serviços de censura.

Entre 1935 e 1951 promoveu as Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I. que tiveram um importante papel renovador na vida artística nacional, contrariando o tradicionalismo naturalista que dominava os Salões da SNBA.A.A.V.V. – Os Anos Quarenta na Arte Portuguesa. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982, p. 69 Entre as suas múltiplas iniciativas contam-se as participações nacionais em grandes Feiras Internacionais (Paris, 1937; Nova Iorque e S. Francisco, 1939); o S.P.N. esteve estreitamente ligado à organização da Exposição do Mundo Português (1940). O SPN (e posteriormente o SNI) também promoveu vários prémios na área do teatro, literatura, poesia e outros, como o Prémio Gil Vicente (1935-1962), o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho e o Prémio Antero Quental.

Tinha sede no Palácio Foz, Praça dos Restauradores, Lisboa. Foi dirigido por António Ferro, um jornalista, publicista e escritor simpatizante das soluções autoritárias e totalitárias da Europa de então (sobretudo do Fascismo mussoliniano).

Ligações externas Obras do Secretariado de Propaganda Nacional (Portugal) na Biblioteca Nacional de Portugal O SPN e o SNI na encruzilhada do livro: António Ferro e o campo oficial da edição no Estado Novo de Nuno Medeiros “Política do espírito”: O bom gosto obrigatório para embelezar a realidadede Graça dos Santos

Categoria:Propaganda do Estado Novo