O Comando Militar do Leste (CML) é um comando militar de área do Exército Brasileiro sediado no Rio de Janeiro e responsável por tropas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Ele comanda duas regiões militares (a 1.ª e 4.ª), a 1.ª Divisão de Exército, a Brigada de Infantaria Paraquedista, o 5.° Grupamento de Engenharia e outras unidades. Historicamente ele é o comando de maior importância política por sua posição na antiga capital federal, e manteve prestígio mesmo após a transferência da capital para Brasília.. p. 380-381.
História A reorganização do Exército de 1946 criou três comandos territoriais de tropa, dentre eles a Zona Militar Leste, sediada no Rio de Janeiro, com autoridade sobre a área da 1.ª Região Militar (Rio de Janeiro e Espírito Santo).. p. 382-383. Seu comandante em 1955, general Odílio Denys, ocupou o Rio de Janeiro às ordens do general Henrique Teixeira Lott no contragolpe de 11 de novembro.. 111-112. No ano seguinte, nova reorganização transformou as zonas militares em exércitos numerados. A Zona Militar do Leste tornou-se o I Exército e teve sua autoridade estendida ao estado de Minas Gerais (4.ª Região Militar). Ela comandava a 1.ª Divisão de Infantaria, na Vila Militar do Rio de Janeiro, a Divisão Blindada, o Núcleo da Divisão Aeroterrestre e o Grupamento de Unidades-Escola, também no Rio de Janeiro, e a 4.ª Divisão de Infantaria, em Belo Horizonte.
O "dispositivo militar" do governo João Goulart (1961–1964) preenchia os principais comandos do Rio de Janeiro com oficiais leais, culminando no chefe, o general Armando de Moraes Âncora.. p. 316.. "O Exército dormiu janguista". Generais pouco confiáveis foram deixados em Minas Gerais, região de pouca importância militar, que acabaria sendo o ponto de partida do golpe de 1964.. p. 329, 343. Na subsequente ditadura militar, o comandante do I Exército em 1968–1971, general Siseno Sarmento, chegou a pressionar a junta militar de 1969 e ser cotado à sucessão do presidente Costa e Silva., SARMENTO, Siseno.. p. 163-165.
Em 1986 os quatro exércitos numerados tornaram-se comandos militares de área. O I Exército foi convertido no atual Comando Militar do Leste. O Exército começou a redistribuir suas forças para a Amazônia, mas as escolas militares e algumas das melhores tropas permaneceram no Rio de Janeiro. A Vila Militar continuou sendo um destino prestigiado para os oficiais, e o CML encontrou novas missões no combate ao tráfico de drogas e armas no Rio de Janeiro. A intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018 subordinou toda a cadeia de comando da segurança pública no Rio de Janeiro ao general Walter Braga Netto, então comandante do CML.
Organização
Ligações externas
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