Mastercard Inc. (estilizada como MasterCard de 1979 a 2016 e mastercard de 2016 a 2019), originalmente Interbank e depois Master Charge, é uma empresa multinacional norte-americana de serviços financeiros, fundada em 1966. Sua sede fica em Purchase, Nova Iorque.

Seu principal negócio é processar pagamentos entre os bancos dos clientes e os bancos emissores de cartões que usam a bandeira Mastercard, incluindo cartões de débito, crédito e pré-pago. É a segunda maior empresa do ramo, possuindo 1,544 bilhão de cartões de débito e 1,05 bilhão de crédito em 2021. No mesmo ano, foi responsável pelo processamento de US$ 2,054 trilhões; eram cerca de 3585 transações por segundo em 2020.

Mastercard foi criada por uma aliança de vários bancos e associações regionais de cartões bancários em resposta ao BankAmericard emitido pelo Bank of America, que mais tarde se tornou Visa, ainda seu maior concorrente. A empresa possui capital aberto desde 2006, antes era uma cooperativa de mais de 25.000 instituições financeiras.

História 1958–1968: Início esquerda|thumb|alt=Logotipo com discos sobrepostos e "MasterCard" em negrito|Logotipo usado entre 1979 e 1990

Embora a estreia do BankAmericard em setembro de 1958 tenha sido um desastre notório, começou a dar lucro em maio de 1961. O Bank of America manteve essa informação em segredo e permitiu que as impressões negativas, então generalizadas, persistissem para afastar a concorrência. Essa estratégia foi bem-sucedida até 1966, quando a lucratividade se tornou grande demais para ser escondida. De 1960 a 1966, havia apenas 10 novos cartões de crédito introduzidos nos Estados Unidos, mas de 1966 a 1968 aproximadamente 440 cartões foram disponibilizados por bancos grandes e pequenos em todo o país. Esses recém-chegados prontamente se uniram em associações regionais.

Uma das razões pelas quais a maioria dos bancos optou por unir forças foi que, na época, 16 estados limitavam a capacidade dos bancos de operar por meio de filiais, enquanto 15 estados proibiram totalmente. Nesse caso, poderiam operar legalmente apenas em um único local e, portanto, eram forçados a permanecerem pequenos. Ao ingressar em uma associação regional, um banco poderia adicionar rapidamente um cartão de crédito à sua linha de produtos financeiros e terceirizar tarefas de manutenção. Essas associações também permitiram agregassem as bases de clientes e comerciantes para tornar o cartão mais aceitável e útil; os primeiros cartões de crédito falharam porque só podiam ser usados dentro de um pequeno raio em torno de seus respectivos emissores.

Em 1966, Karl H. Hinke, vice-presidente executivo do Marine Midland Bank, pediu a representantes de vários outros bancos que o encontrassem em Buffalo, Nova York. O Marine Midland acabava de lançar seu próprio cartão bancário regional na Upstate New York depois que lhe foi recusado uma licença regional do BankAmericard. O resultado da reunião de Buffalo foi que vários bancos e associações regionais logo concordaram em unir forças como Interbankard, Inc., que depois se tornou a Interbank Card Association (ICA). No final de 1967, a ICA tinha 150 membros e Hinke tornou-se o presidente.

A marca Interbank em 1966 inicialmente consistia apenas em um pequeno i minúsculo dentro de um círculo no canto inferior direito da frente de cada cartão; o restante do design era prerrogativa de cada banco emissor. Este pequeno logotipo provou ser totalmente insatisfatório para criar conscientização da marca, a fim de competir com o líder BankAmericard. Em 1969, o Interbank desenvolveu uma nova marca nacional, "Master Charge", combinando dois círculos amarelo e laranja sobrepostos com o nome.

1968–2010: Expansão Em 1968, a ICA e a Eurocard iniciaram uma aliança estratégica, que permitiu à ICA o acesso ao mercado europeu. O cartão Access do Reino Unido juntou-se à aliança em 1972. Em 1979, "Master Charge" foi renomeado como "MasterCard". Em 1983, a MasterCard International Inc. tornou-se o primeiro banco a usar hologramas como parte da segurança de seus cartões. Eles adquiriram a rede Cirrus de caixas eletrônicos em 1985.

A Mastercard, juntamente com a Visa, envolveu-se em uma exclusão contra American Express durante as décadas de 1980 e 1990. Elas usaram cláusulas de exclusividade em seus contratos para impedir que os bancos fizessem negócios com a American Express. Tais cláusulas e outras provas escritas foram usadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em ações regulatórias contra ambas empresas. Discover também processou a Mastercard por questões semelhantes. Elas pagaram aproximadamente US$ 3 bilhões em danos resultantes de uma ação coletiva movida em janeiro de 1996 contra fixação do preço da taxa de furto do cartão de débito.

Em 1996, cerca de 4 milhões de comerciantes processaram a Mastercard em um tribunal federal dos EUA por aumentar as taxas conta furto. Este caso foi resolvido com um pagamento bilionário em 2003. Em 23 de agosto de 2001, a empresa foi processada por violar a Lei de Práticas Comerciais Enganosas e Desleais da Flórida. Em 2002, fundiu-se com a Europay International, outra grande associação de emissores de cartões de crédito, da qual a Eurocard se tornou parte em 1992. Em 15 de novembro de 2004, pagou indenização à American Express, devido a práticas anticompetitivas que a impediram de emitir cartões através de bancos estadunidenses, pagando US$ 1,8 bilhão no acordo.

Em conexão com a fusão de 2002, a empresa que havia sido organizada como uma cooperativa de bancos fez uma oferta pública inicial em 25 de maio de 2006, vendendo 95,5 milhões de ações a US$ 39 cada. As ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York sob o símbolo MA, com uma capitalização de mercado de US$ 367,1 bilhões em maio de 2021. O acordo foi concebido para manter o valor da marca e minimizar os custos regulatórios.

thumb|alt=Logotipo com discos que não são sobrepostos, mas se cruzam, com finas linhas horizontais de cada lado entrelaçadas|Logotipo usado entre 1990–1996 e popularizou a marca

2010–presente: Digital Em agosto de 2010, a MasterCard Worldwide, como foi renomeada, expandiu sua oferta de comércio eletrônico com a aquisição da DataCash, um provedor de processamento de pagamentos e gerenciamento de fraude/risco do Reino Unido. No mesmo ano, a WikiLeaks publicou documentos mostrando que as autoridades norte-americanas fizeram lobby na Rússia para defender os interesses da Visa e Mastercard. Posteriormente, pagamentos ao WikiLeaks foram bloqueados. Membros do Parlamento Europeu expressaram preocupação de que os pagamentos de cidadãos europeus pudessem ser bloqueados pelos EUA, e apelou a uma maior redução do domínio das bandeiras no sistema de pagamentos europeu. Em outubro de 2010, ambas empresas chegaram a outro acordo. Elas concordaram em permitir que os comerciantes com suas bandeiras recusassem cartões ou oferecessem descontos em casos de tarifas menores.

Em março de 2012, a MasterCard anunciou a expansão de seu programa de pagamentos com aparelhos móveis, incluindo mercados em todo o Oriente Médio. Em 27 de novembro, um juiz federal concedeu aprovação liminar a uma proposta de acordo para a ação coletiva movida em 2005. Cerca de um quarto dos demandantes decidiram optar por não participar do acordo; eles se opõem às disposições que impediriam futuros processos e a não aceitação de apenas partes do acordo. Um acordo de US$ 6,24 bilhões obteve aprovação preliminar em novembro de 2019. Um redução para $ 5,54 bilhões foi aprovada depois. Alguns comerciantes recorreram do acordo e foram ouvidos. O caso está em andamento em 2022.

Em 2013, a Mastercard estava sob investigação da União Europeia pelas altas taxas que cobrava. A empresa foi proibida de cobrar taxas em transações transfronteiriças realizadas totalmente dentro da UE por meio de uma decisão da Comissão Europeia em 2007. A BEUC elogiou a ação; sua diretora-geral, Monique Goyens, disse: "Então, no final, todos os consumidores são atingidos por um esquema que acaba recompensando a empresa do cartão e o banco emissor." Na primavera de 2014, a Mastercard adquiriu a principal empresa de gerenciamento de programas de recompensas da Austrália, Pinpoint, por um valor não revelado. Em agosto de 2017, adquiriu a Brighterion, empresa que gerência inteligência artificial e aprendizado de máquina. A Brighterion detém várias patentes.

No mesmo ano, o CEO Ajay Banga reforçou o objetivo da empresa de estender os serviços financeiros atuais, trazendo sistemas de pagamento digital para pessoas sem banco em todo o mundo. Foram investidores US$ 500 milhões na Índia, com escritórios em Pune e Vadodara, para ajudar a Mastercard a levar transações sem dinheiro para maior população do mundo. A empresa também estava programada para investir US$ 750 milhões adicionais em aplicativos e tecnologia, especialmente focados na Índia entre 2017 e 2020. Em abril de 2021, a Mastercard criou uma calculadora que reúne informações e mede as pegadas de carbono dos clientes para ajudá-los a saber quanto estão contribuindo nas emissões de carbono. Após a invasão russa da Ucrânia em 2022, cumpriu as sanções dos EUA e proibiu a emissão ou o uso de cartões na Rússia. A empresa suspendeu todas as operações comerciais no país, que representavam 4% de sua receita. No entanto, os próprios cartões bancários continuam funcionando.

Atualmente, a empresa também possui um programa de fidelidade oferecido aos portadores de cartões com a bandeira Mastercard, o Programa Mastercard Surpreenda. Ele permite que os clientes acumulem pontos a cada compra realizada com seus cartões Mastercard e, ao atingir um certo número de pontos, recebam um voucher que pode ser usado para adquirir um produto ou serviço em estabelecimentos parceiros do programa.

Marca

A Mastercard está associada à segurança. No entanto, litígios antitruste ao longo dos anos prejudicaram a marca. O slogan da campanha publicitária atual é Priceless, lançada em 1997. O slogan completo foi traduzido como: Existem coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras existe MasterCard. A campanha foi principalmente aplicável aos produtos de cartão de crédito e débito. Eles também usam a descrição para promover produtos como o site Priceless Travel, que apresenta promoções e ofertas para titulares de cartões Mastercard.

Em meados de 2006, a MasterCard International mudou seu nome para MasterCard Worldwide. Isso foi para sugerir uma escala mais global. Além disso, a empresa introduziu um novo logotipo corporativo adicionando um terceiro círculo aos dois que eram usados no passado (semelhante a um diagrama de Venn). Um novo slogan corporativo foi introduzido ao mesmo tempo—The Heart of Commerce. Em julho de 2016, apresentaram um novo rebranding. Mudaram o nome do serviço de "MasterCard" para "mastercard".

Em janeiro de 2019, o nome foi removido de seu logotipo, deixando apenas os discos sobrepostos. Em 2021, a Mastercard ficou em 13º lugar em uma lista das marcas mais confiáveis.

A Mastercard patrocina grandes eventos e equipes esportivas em todo o mundo. Isso inclui a equipe de rugby da Nova Zelândia, a MLB, a UEFA Champions League e o PGA Tour. Anteriormente, também patrocinou a Copa do Mundo da FIFA, mas rescindiu seu contrato após um acordo judicial e seu rival, Visa, asumir o espaço em 2007. Em 1997, a Mastercard era o principal patrocinador da equipe de Fórmula 1 Mastercard Lola, que desistiu da temporada de 1997 após sua primeira corrida devido a problemas financeiros.

Também é parceira da Seleção Brasileira de Futebol e da Copa Libertadores. No final de 2018, se tornou o primeiro grande patrocinador do jogo eletrônico League of Legends. A empresa patrocina o League of Legends World Championship e Mid-Season Invitational. Em setembro de 2022, a Mastercard adquiriu os direitos de patrocínio para todos os jogos nacionais e internacionais organizados pelo Conselho de Críquete na Índia.

Finanças