miniaturadaimagem|Placa de em favor da abstinência em Gana.|276x276px A abstinência sexual é a prática voluntária ou involuntária de abster-se de alguns ou todos os aspectos da atividade sexual. Supostas razões comuns para a abstenção deliberada ou forçada da expressão física do desejo sexual incluem doutrinas, preceitos ou opiniões religiosas e filosóficas (por exemplo, castidade), e razões matrimoniais e de saúde, como prevenir a concepção (gravidez indesejada) ou contaminação por IST - infecções sexualmente transmissíveis, certas vezes ocasionada por germofobia (medo de germes).
Principalmente sob forte influência ou pressão de grupos religiosos, alguns governos (como o dos Estados Unidos) passaram a adotar como principal programa de educação sexual o estímulo e incentivo à abstinência sexual em adolescentes.SANTELLI J; Ott MA; Lyon M; Rogers J; Summers D; Schleifer R. Abstinence and abstinence-only education: a review of U.S. policies and programs. J Adolesc Health. 2006; 38(1):72-81GOODSON P; Suther S; Pruitt BE; Wilson K. Defining abstinence: views of directors, instructors, and participants in abstinence-only-until-marriage programs in Texas. J Sch Health. 2003; 73(3):91-6
Esses programas procuram informar os jovens dos supostos malefícios e convencê-los do que acreditam ser imoralidade do sexo pré-marital (antes do casamento) e sugerem a abstinência como única opção saudável e segura contra a gravidez na adolescência e as infecções sexualmente transmissíveis. No entanto, diversos estudos indicaram que esses programas, incluindo nos Estados Unidos, não foram capazes de evitar esses riscos de um modo adequado e eficaz.TANNE JH. Teenagers need sex education, not just abstinence advice. BMJ. 2005; 331(7509):129BERSAMIN MM; Walker S; Waiters ED; Fisher DA; Grube JW. Promising to wait: virginity pledges and adolescent sexual behavior. J Adolesc Health. 2005; 36(5):428-36
Aspectos religiosos
A abstinência sexual antes do casamento faz parte da doutrina religiosa do Catolicismo, do Islamismo, do Judaísmo, e das igrejas protestantes (incluindo as igrejas evangélicas), justificada pela busca de construir uma família tradicional fundamentada no amor-doação e indissolubilidade do matrimônio, tornando-se um ato espontâneo do fiel ou uma imposição vigiada pelos seus familiares, neste caso com possíveis consequências graves para a saúde mental e física da pessoa, dependendo de cada caso.
A abstinência sexual é questionada pela psicologia, no sentido de alertar os pacientes sobre os seus riscos. Uma análise puramente racional revela que a abstinência sexual permanente traz poucas vantagens e benefícios, em face da necessidade de empenho mental dos seus adeptos, no sentido de se manterem invictos ou castos.
Apesar disto um universo de milhares de freiras e frades insistem há séculos em se manter castos, em instituições milenares como os monges de São Bento (beneditinos), os franciscanos, carmelitas e os dominicanos (Tomás de Aquino, dominicano, uma dos mais notáveis filósofos da humanidade não só defendeu as vantagens da castidade entre os religiosos como a praticou) e de várias outras instituições centenárias como os jesuítas, ou mais recentes como as Missionárias da Caridade fundadas por Madre Teresa de Calcutá, isto sem contar os orientais dentre eles tibetanos por exemplo.
Todos os santos, notadamente, os reconhecidos pela Igreja Católica, leigos ou religiosos, de alguma forma sempre fizeram a apologia da castidade, desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais. São Josemaria Escrivá, canonizado no último decênio do século XX, por exemplo, deixou escrito sobre a castidade:
Ver também
Celibato
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