230px|thumb|A Câmara Municipal engalanada com bandeiras da Póvoa de Varzim. O Centro da Póvoa de Varzim, por vezes designado de "Baixa", é o coração da cidade da Póvoa de Varzim em Portugal. É também a principal área comercial e de serviços do município. Centralidade não só da cidade e do Município, mas também de municípios limítrofes. Ocasionalmente, designa-se também por "Centro" toda a freguesia da Póvoa de Varzim.

O centro da cidade está arranjado em volta da Praça do Almada, o centro cívico, e estende-se em todas as direções por um número de quarteirões, incluindo a rua da Junqueira (rua de comércio tradicional), o Passeio Alegre (largo de praia), a avenida Mouzinho de Albuquerque (avenida de serviços) e a Praça Marquês de Pombal (mercado público).

O Centro desenvolve-se no século XVIII, por ordem da rainha D. Maria I, ligando o centro histórico ao bairro piscatório, devido à importância que a Póvoa de Varzim tinha ganho como o principal porto pesqueiro do Norte de Portugal.

Morfologia urbana 175px|left|thumb|Localização do Centro. thumb|210px|A comercial Rua da Junqueira. thumb|210px|Praça do Almada, o centro cívico. thumb|210px|Largo David Alves. thumb|210px|Passeio Alegre, praça de praia. thumb|210px|Praça do Marquês, mercado público. thumb|210px|Sede bancária no Largo das Dores. thumb|left|240px|O Pelourinho de 1514 na Praça do Almada. thumb|left|240px|Vista para o Centro da Póvoa de Varzim em meados do século XIX. 210px|thumb|Avenida Mouzinho de Albuquerque. O Centro da cidade está limitado a norte pelo Bairro Norte, a sul pelo Bairro Sul, a nascente por Barreiros/Moninhas e Matriz/Mariadeira e a poente limita-se pelo Oceano Atlântico pela Praia Redonda.

O centro da Póvoa de Varzim é, em grande parte, pedonal, com o acesso automóvel condicionado em muita da sua extensão. A Praça do Almada, centro cívico, é uma praça ajardinada de forma oval, cortada pela Estrada Nacional 13 e ladeada por edifícios de traça tradicional. Dominando a parte norte da praça, o edifício da Câmara Municipal (1791) é de feição neoclássica ao gosto da feitoria inglesa do Porto, visível na arcaria de silharia no andar térreo, obra do engenheiro Reinaldo Oudinot, com azulejaria adicionada em 1908-10 da autoria do pintor belga Joseph Bialman. A poente, no meio da praça encontra-se o pelourinho da Póvoa de Varzim que é monumento nacional erigido em 1514 e representa a emancipação municipal da Póvoa de Varzim. Em frente e na outra parte da praça, situa-se a Estátua a Eça de Queiroz, erigida em 1952, é da autoria do Mestre Leopoldo de Almeida.

Da envolvente da Praça do Almada partem três ruas paralelas em direção à orla costeira: A rua Tenente Valadim, que termina entre o Casino e o Grande Hotel, a rua da Junqueira e a Rua Santos Minho, esta última ligada às artes, onde persiste o antigo edifício do Salão Teatro no seu início e encabeçada pelo oitocentista Teatro Garrett, além de pequenos estúdios de artistas.

Apesar de pedonal, a Junqueira é a mais proeminente e mais antiga das três. A rua da Junqueira, que liga a Praça do Almada à orla costeira, é relatada pela primeira vez em 1694, se bem que achados que datam da época romana tenham sido postos a descoberto em diferentes remodelações da rua. Em 1839, a câmara expressa preocupações urbanísticas devido à popularidade da rua, das mais frequentadas da Póvoa de Varzim, tornou-se ainda nesse século numa plena artéria comercial. Identidade que se mantém vibrante e bem viva, como se comprova pela existência de lojas centenárias.

Acham-se pequenas praças carismáticas ao longo do percurso da Junqueira entre a Praça do Almada e o Passeio Alegre, na orla costeira. A Praça da República e o Largo David Alves.

A Avenida Mouzinho de Albuquerque, apesar de idealizada no século XIX, é uma artéria adaptada aos tempos modernos, ligando o Passeio Alegre ao Largo das Dores, a praça mais interior do Centro. O Largo das Dores é lugar antigo. Ali existiam duas ermidas. Uma das quais, que datava do século XI, foi igreja matriz e onde era venerada Nossa Senhora de Varzim, dos quais os povos mareantes da região depositavam grande fé. Locais sagrados evidenciados pelas duas igrejas existentes no largo: a Igreja da Misericórdia e a Igreja Nossa Senhora das Dores.

Ruas e praças relevantes do Centro: Praça do Almada Largo das Dores Largo David Alves (antigo Largo do Café Chinês) Praça Marquês de Pombal Passeio Alegre Rua da Junqueira Avenida Mouzinho de Albuquerque Largo Eça de Queiroz (antigo Terreiro de São Sebastião) Praça da República (antigo Largo de São Roque) Rua Santos Minho Rua Caetano de Oliveira Rua Paulo Barreto (antiga Rua do Almada) Rua Almirante Reis (antiga Rua do Príncipe) Rua Tenente Valadim Rua Cidade do Porto / Rua Manuel Dias (antiga Rua Formosa) Rua Rocha Peixoto (antiga Rua da Silveira) Rua José Malgueira (antiga Rua da Senra) Rua da Alegria /Rua António Graça (antiga Rua do Norte) Rua das Hortas Rua Carlos Alberto Rua Senhor do Monte Rua das Lavadeiras Início da Rua dos Ferreiros

História O desenvolvimento da Póvoa de Varzim como importante comunidade piscatória no século XVIII leva a que seja feita uma provisão régia por D. Maria I expedida pela rainha em 21 de Fevereiro de 1791, encarregando o Corregedor Francisco de Almada e Mendonça (o Almada) de reestruturar a urbanização da Póvoa de Varzim, nomeadamente a criação de uma praça nova no antigo Largo da Feira, substituindo a pequena Praça Velha em frente aos antigos Paços do Concelho no Bairro da Matriz como centro cívico. "Que no Campo da Calssada se construa huma Praça ampla para os mercados e outros logradouros da Povoação e que nella se construão as obras com cazas alpendoradas, Arvores, e hum chafariz nomeyo tudo na conformidade da Planta designada pello dito Tenente Coronel". Esse Tenente Coronel era Reinaldo Oudinot. A praça veio também a ligar o Bairro da Matriz, centro histórico, ao Bairro Sul, onde se concentrou a então florescente população piscatória. A praça veio mais tarde a denominar-se Praça do Almada, em honra ao corregedor.

Em volta do Largo do Rego, posteriormente Largo David Alves, aparecem dos mais carismáticos espaços de lazer da Póvoa oitocentista, o Hotel Luso-Brasileiro, o Café Chinês, o Teatro Garrett, etc. Centralizando o largo, o Salão Chinês da Póvoa de Varzim aparece em 1882 que se tornará popular em todo o país e, naturalmente, no mais famoso casino da Póvoa. As elites poderiam ouvir música, ver espectáculos de bailarinas espanholas, tertúlias e jogar roleta e monte.

Antiga zona burguesa por excelência, com a importância comercial e empresarial crescentes da Rua da Junqueira e da Praça do Almada, cujos espaços foram tomandos por actividades terciárias, de tal forma que, hoje, são poucas as pessoas vivem nas zonas mais centrais da cidade.As Procissões na Póvoa de Varzim (1900 – 1950). Volume 1 - Deolinda Carneiro, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 2006

No Século XIX e sob as visões de David Alves, quando a Póvoa já se tinha transformado numa próspera estância balnear, sugeriu a demolição de sectores da vila que tinham crescido de forma pouco ordenada, criando assim um bairro balnear para banhistas abastados, a Avenida Mousinho de Albuquerque, que liga o Passeio Alegre à zona alta da cidade pelo Largo das Dores. Durante o século XX, algumas dessas mansões foram destruídos para dar lugar a casas multifamiliares. Ganhou um novo carácter, tornando-se numa avenida central de serviços e iniciou-se um programa de reabilitação no século XXI.

Categoria:Póvoa de Varzim (freguesia) Categoria:Bairros da Póvoa de Varzim