O Palácio Caldeira de Castel-Branco Barahona, também referido simplesmente como Palácio Barahona, localiza-se na freguesia da Sé e São Lourenço, na cidade e município de Portalegre, distrito de mesmo nome, em Portugal.Ficha na base de dados SIPA

Situa-se no atual Largo Serpa Pinto, dando o seu jardim para o castelo, que também integrava o património da família Caldeira de Castel-Branco.

Nele está atualmente instalado o Arquivo Distrital de Portalegre.

Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1982.Ficha na base de dados da DGPC

História Foi construído em 1800 por João Zuzarte Cid, sendo posteriormente adquirido pela família Caldeira Castelo Branco (Castel-Branco).

Foi residência da família e descendência de D. Francisco Cordovil Caldeira de Castel-Branco, fidalgo cavaleiro da Casa Real e Comendador da Ordem de Cristo, filho segundo da casa dos senhores destes apelidos, cujo primitivo solar era o palácio brasonado da Rua da Figueira, em Portalegre, e de sua esposa D. Maria José de Barros Castelo-Branco Barba Mouzinho e Mattos, senhora de vários morgadios e representante da família Barba Mouzinho e Mattos, de Castelo de Vide e Marvão.

Neste palácio nasceram, entre outros, D. Maria Ana de Mesquita Marçal Cary Rebelo Palhares Caldeira Castel-Branco, viscondessa de Alter pelo casamento com seu primo D. António Mendo Caldeira de Castel-Branco Cotta-Falcão; Inácio Cardoso de Barros Castel-Branco Barba Mouzinho e Mattos, D. Maria Inês de Barahona Caldeira de Castel-Branco, esposa do Almirante João António de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira (avós de D. Manuel de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho - 10º Marquês de Angeja, 13.º Conde de Vila Verde, 5.º Conde de Peniche, 4.º Visconde de Andaluz, etc..) e a Marquesa D. Maria do Carmo Zuzarte de Sárrea Caldeira de Castel-Branco, esposa de D. António Pedro Maria da Luz de São Paio Melo e Castro Moniz Torres e Lusignan, 3º marquês e 7º conde de São Paio.

O palácio manteve-se na propriedade da família até meados da década de 1980, momento em que a família se viu na contingência de o vender, mal-grado a destruição a que foi votado com as violentas ocupações da Revolução dos Cravos.

Neste edifício está instalado, desde 1993, o Arquivo Distrital de Portalegre, organismo dependente do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo.

Características É um exemplar de arquitectura civil neoclássica com notórias afinidades com o Palácio da Brejoeira, apresentando a frontaria ladeada por torreões encimados por platibanda com balaústres e um corpo central saliente, ladeado de pilastras almofadadas e encimado por frontão curvo. Na fachada ostenta uma pedra de armas dos Mattos, de lavra seiscentista.

Ver também Lista de património edificado no distrito de Portalegre

Ligações externas Palácio de Barahona no sítio do IGESPAR

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