Ricardo Domeneck (Bebedouro, 1977) é um escritor e artista visual brasileiro, que vive e trabalha em Berlim, Alemanha.
Literatura
Estreou com o livro Carta aos anfíbios (Bem-Te-Vi, 2005). Seu segundo livro, intitulado a cadela sem Logos (2007), integrou a coleção de poesia contemporânea "Ás de Colete", dirigida pelo poeta e editor carioca Carlito Azevedo para uma parceria entre a editora paulistana Cosac Naify e a editora carioca 7Letras, que também lançaria em 2009 o livro Sons: Arranjo: Garganta. Em 2011, publicou a plaquete Cigarros na cama, lançada em conjunto pela Livraria Berinjela e pela revista Modo de Usar & Co.. Seguiram-se as coletâneas de poemas Ciclo do amante substituível (7Letras, 2012), Medir com as próprias mãos a febre (7Ltreas, 2015), Odes a Maximin (Garupa Edições, 2018), Doze cartas (Garupa, 2019) e O morse desse corpo (7Letras, 2020). Estreou em prosa com o livro Manual para melodrama (7Letras, 2016), seguido da coletânea de contos Sob a sombra da aboboreira (7Letras, 2017).
Colaborou com o editor Cide Piquet na edição do volume póstumo de poemas de Hilda Machado, Nuvens (Editora 34, 2018), e com Guilherme Gontijo Flores na edição de um livro inédito de Maria Lúcia Alvim, Batendo pasto (2020), pela Relicário Edições.
Colaborou com revistas impressas e virtuais, como Inimigo Rumor, Cacto, Germina, Asymptote, Green Integer Review e Words Without Borders. Seus poemas foram incluídos em antologias de poesia contemporânea brasileira na Argentina, Estados Unidos, Eslovênia, Espanha e Alemanha. Foi coeditor, com Marília Garcia, Angélica Freitas e Fabiano Calixto, da revista de poesia Modo de Usar & Co., e das extintas revistas eletrônicas Hilda e Cabaret Wittgenstein. Vive desde 2002 em Berlim, na Alemanha.
Vídeo e poesia sonora
A partir da apresentação de um vídeo intitulado "Garganta com texto" na TV Cultura em dezembro de 2006, seu trabalho passou a utilizar um vocabulário multidisciplinar, movendo-se entre escrita, videoarte e performance. Fez parte de um grupo de pesquisa corporal das técnicas coligidas e sistematizadas pelo coreógrafo mineiro Klauss Vianna, uma influência sobre seu trabalho poético.
É curador e organizador de eventos na capital alemã, co-fundador do coletivo Gully Havoc, promovendo apresentações de outros artistas, como a japonesa Hanayo, os americanos Kevin Blechdom e Mount Sims, os alemães Wolfgang Müller, Apparat e T.Raumschmiere, a belga Barbara Panther, os islandeses do Hellvar, ou o cineasta canadense Bruce LaBruce. O coletivo é responsável por selos musicais que lançaram, entre outros, o álbum L.I.C.K. My Favela, do duo Tetine, e gravações do alemão Nelson Bell e do austríaco Oskar J. Mayböck.
Reconhecimento acadêmico A obra de Ricardo Domeneck foi objeto de uma dissertação de Mestrado da pesquisadora Bárbara Peixoto, da UFU. Desde a década de 2010, foram publicados artigos acadêmicos a respeito da relação de Domeneck com o lirismo, o erotismo e a política, e o modernismo no Brasil.
Publicações
Carta aos anfíbios (Editora Bem-Te-Vi, 2005) a cadela sem Logos (Cosac Naify/7Letras, 2007) Sons: Arranjo: Garganta (Cosac Naify/7Letras, 2009) Cigarros na cama (Berinjela/Modo de Usar & Co., 2011) Ciclo do amante substituível (7Letras, 2012) Medir com as próprias mãos a febre (7Letras, 2015) Manual para melodrama (7Letras, 2016) Sob a sombra da aboboreira, contos (7Letras, 2017) Odes a Maximin (Garupa Edições, 2018) Doze Cartas (Garupa Edições, 2019) O morse desse corpo (7Letras, 2020)
Ligações externas Poemas em Germina
Bibliografia "Corpo se conhecendo,“o teso súbito” lugar de fala, de escuta: corpoema em hilda hilst e ricardo domeneck." da silva, sandro adriano. "O acaso na lírica de ricardo domeneck: forças do alheio, figurações do não alheio." casa: cadernos de semiótica aplicada 9.2 (2011). cintra, elaine. "Correio em seco: ricardo domeneck e a poesia de carta aos anfíbios". germina: revista de literatura e arte, são paulo, 2006. fernandes, pádua. "Espectros sonoros: voz, cuerpo y democracia en ricardo domeneck." estudos de literatura brasileira contemporânea 52 (2017). pinheiro, tiago guilherme. "O poeta em deslocamento. apresentando ricardo domeneck." de macedo, samuel ramos, and ana cristina rezende de chiara. "A “experiência irrespirável”: memória e esquecimento em ricardo domeneck. estudos de literatura brasileira contemporânea, (37). "A poética do ruído em ricardo domeneck: intertexto, performance e mídias." "Ricardo Domeneck e a reivindicação do lirismo. revista do sell, 8(2), 441-456. da sincronia, à. p. a poesia mídiaval na crítica de ricardo domeneck."
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