Sir Andrew "Andy" Barron Murray O.B.E. (Dunblane, 15 de maio de 1987) é um ex-tenista tricampeão de Grand Slam, sendo estes: US Open 2012, Wimbledon 2013 e 2016 e bicampeão olímpico, em Londres 2012 e Rio 2016, profissional escocês/britânico. Ao alcançar o Nº 1 do Ranking Mundial da ATP pela primeira vez em novembro de 2016 com 29 anos, ele se tornou o segundo tenista mais velho (atrás apenas de John Newcombe) a conseguir o feito. É o primeiro tenista britânico e o 26.º tenista da Era Aberta a alcançar o topo deste Ranking.espn.uol.com.br/ Andy Murray é o 26.º número 1 do tênis, e o 2.º mais velho a chegar no topo pela 1.ª vez . É filho da ex-tenista Judy Murray e irmão mais novo do também tenista Jamie Murray.
Andy já conquistou 47 títulos de torneios ATP, sendo que 45 foram em simples e 2 em duplas. Ele alcançou o top-10 do ranking mundial masculino da ATP pela primeira vez em 16 de abril de 2007, e foi número 1 do ranking mundial de simples pela primeira vez em 7 de novembro de 2016.
Murray já foi finalista dos quatro principais torneios do circuito (Grand Slam de tênis). Sendo que só conquistou 3 títulos de 11 decisões em que esteve presente. O primeiro foi o US Open de 2012, quando derrotou Novak Djokovic em cinco sets na final. Com essa conquista ele tornou-se no primeiro britânico a vencer um dos "Grand Slam" desde 1936, quando Fred Perry venceu igualmente o US Open. Este título fez dele o único britânico a se tornar campeão de um Grand Slam durante a Era Aberta. Já seu segundo título de Slam foi o Torneio de Wimbledon de 2013, quando novamente derrotou Novak Djokovic na final, mas dessa vez em três sets. E com essa conquista, ele se tornou o primeiro tenista britânico de simples a conquistar o título masculino deste Grand Slam desde Fred Perry em 1936, e o primeiro escocês a ganhar um título de simples em Wimbledon desde Harold Mahoney em 1896. Voltou a vencer em Wimbledon em 2016 com vitória sobre Milos Raonic.
Além dos três títulos de Grand Slam no seu currículo, Andy Murray ainda foi vice-campeão em outras 8 finais de Grand Slam de simples: U.S. Open 2008, Australian Open 2010, 2011, 2013, 2015, 2016, Wimbledon 2012 e Aberto da França 2016, perdendo três delas para o suíço Roger Federer e cinco para o sérvio Novak Djokovic.
Andy já ganhou 3 medalhas olímpicas, sendo que 2 ouros e 1 prata. A primeira foi nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, quando Murray derrotou Roger Federer em três sets para ganhar a medalha de ouro no individual masculino, tornando-se o primeiro campeão britânico em mais de 100 anos. Ainda nessa olimpíada também ganhou a medalha de prata em Duplas Mistas. Já a terceira conquista olímpica, sendo a segunda medalha de ouro e em simples, foi nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, ao derrotar Juan Martin Del Potro por 3 sets a 1. Após essa conquista ele se tornou o único tenista na história a ganhar o ouro olímpico em simples duas vezes. Em 2012, Murray se tornou o único tenista masculino a ganhar uma medalha de ouro olímpica e o Grand Slam do U.S. Open no mesmo ano.
Com 14 conquistas, Andy Murray é o quinto maior campeão de torneios ATP World Tour Masters 1000, sendo 3 Masters do Canadá, 3 Masters de Shanghai, 2 Masters de Cincinnati, 2 Masters de Miami, 2 Masters de Madrid, 1 Masters de Roma e 1 Masters de Paris. Ele também conquistou, em sua única final do torneio, o ATP Finals (Torneio dos Campeões da ATP) de 2016.
Em 2015, junto com o irmão Jamie Murray, Andy Murray foi campeão da Copa Davis. E com essa conquista, quebrou mais um tabu dos britânicos, pois a Grã-Bretanha não ganhava uma Davis há 79 anos (última vez havia sido em 1936). Já em 2016, teve o melhor ano da carreira, por vencer o torneio de Wimbledon, os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, e por ter se tornado o número 1 do mundo, com a conquista do ATP Masters 1000 de Paris. Encerrou o ano na primeira posição do ranking mundial ao conquistar o título do Torneio dos Campeões da ATP em sua primeira final do torneio, derrotando Novak Djokovic na decisão por 2 sets a 0 num jogo que definiu diretamente a posição de número 1 do mundo entre os finalistas. Anunciou sua aposentadoria para quando fosse finalizada sua participação nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, que ocorreu com a queda na fase de quartas-de-finais do torneio de duplas.
Carreira 2005 Murray começou 2005 como Nº 407 no mundo e, em março, se tornou o mais jovem tenista britânico a jogar na Copa Davis na história. Murray se tornou profissional em abril e recebeu um wild card para o torneio de Barcelona, onde perdeu em três sets para Jan Hernych. Murray então alcançou as semifinais do Aberto da França, no juvenil, onde perdeu em dois sets para Marin Cilic. Murray então recebeu um wild card para o torneio de Queen's, onde alcançou sua primeira vitória em um torneio da ATP, vencendo Santiago Ventura por 2 sets a 0. Depois de uma vitória na segunda rodada, jogou contra o ex-campeão do Aberto da Austrália Thomas Johansson na terceira rodada, perdendo em três sets. Depois de sua participação em Queen's, Murray recebeu um wild card para Wimbledon. Então Nº312 do mundo, Murray se tornou o primeiro escocês na era aberta a chegar à terceira rodada do torneio masculino de simples em Wimbledon. Na terceira rodada, Murray perdeu para David Nalbandian, que fora finalista no All England Club em 2002.
Após Wimbledon, Murray perdeu na segunda rodada em Newport no Hall of Fame Tennis Championships, mas ganhou o evento nas quadras duras de Aptos e Binghamton, Nova York. Ele, então, participou de seu primeiro torneio de Master 1000, em Cincinnati, onde venceu Taylor Dent, antes de perder em três sets para o então Nº4 do mundo Marat Safin. Com uma entrada de wild card para o US Opene, Murray derrotou Andrei Pavel na primeira rodada, onde se recuperou após estar perdendo por 2 sets a 0 e vencer em 5 sets. Murray perdeu na segunda rodada para Arnaud Clément, novamente em 5 sets. Murray foi novamente selecionado para a Copa Davis, desta vez contra a Suíça. Ele foi escolhido para o jogo de abertura, perdendo em dois sets para Stanislas Wawrinka. Murray em seguida, fez sua primeira final de ATP, no Aberto da Tailândia, onde ele enfrentou o Nº1 do mundo Roger Federer. Murray perdeu em dois sets. Em 3 de outubro, Murray entrou pela primeira vez para o top-100. Em seu último torneio do ano, no ATP 250 da Basileia, Murray enfrentou o então Nº1 britânico Tim Henman na rodada de abertura. Murray derrotou em três sets, antes de fazer o mesmo com Tomas Berdych. Ele, então, foi derrotado na terceira rodada por Fernando González. Ele terminou o ano como Nº64 do mundo e foi escolhido pela BBC Sports como Personalidade do ano na Escócia.
2006 Murray começou a temporada em Adelaide, vencendo seu jogo de abertura contra Paolo Lorenzi em três sets, antes de perder para Tomas Berdych. Depois de uma vitória na primeira rodada em Auckland, Murray perdeu três partidas seguidas, incluindo uma partida de primeira rodada no Aberto da Austrália. Murray acabou com a sequência negativa ao bater Mardy Fish em dois sets, quando disputava o torneio de San Jose, Califórnia, vindo a ganhar seu primeiro título de ATP, derrotando o então Nº11 do mundo Lleyton Hewitt na final. A corrida para a final incluiu sua primeira vitória sobre um jogador top-ten, Andy Roddick, então Nº3 do mundo, para chegar a sua segunda final de ATP. Murray chegou as quartas em Memphis, caindo para Soderling. Murray ganhou um total de três partidas entre o final de fevereiro e meados de junho, sendo derrotado na primeira fase do Aberto da França por Gael Monfils, em cinco sets. Após o Aberto da França, onde Murray se contundiu, revelou-se que seus ossos não estavam totalmente crescidos, fazendo com que ele sofresse de cólicas e problemas nas costas.
No Aberto de Nottingham, Murray perdeu para Andreas Seppi nas quartas de final. Ele avançou para a quarta rodada em Wimbledon antes de perder para o finalista do Aberto da Austrália Marcos Baghdatis. Murray chegou às semifinais do Hall of Fame Tennis Championships. Ele perdeu nas semifinais para Justin Gimelstob. Murray, então, ganhou uma partida na Copa Davis (mas perdeu em duplas), foi finalista no clássico Legg Mason Tennis, e em seguida, chegou a sua primeira semifinal de Masters Series, em Toronto na Copa Rogers. Murray perdeu para Richard Gasquet em dois sets. No ATP Masters Series em Cincinnati, Murray tornou-se apenas um dos dois jogadores, ao lado de Rafael Nadal, a vencer Roger Federer em 2006. Ele perdeu duas rodadas depois para Andy Roddick. Ele também chegou à quarta rodada do Aberto dos EUA, perdendo em quatro sets para Davydenko. Na Copa Davis, Murray venceu as duas partidas em simples, mas perdeu nas duplas. Na Ásia, perdeu para Henman, pela primeira vez em dois sets em Bangkok. Nos dois últimos eventos Masters em Madrid e Paris, Murray foi eliminado nos dois torneios na terceira rodada, encerrando a temporada, com derrotas para Novak Djokovic e Dominik Hrbaty.
2007 220px|miniaturadaimagem|direita|Murray treinando durante o US Open de 2007. A temporada começou bem para Murray, chegando a final do Aberto do Qatar, perdendo para Ivan Ljubicic na final. Murray chegou à quarta rodada do Aberto da Austrália, onde perdeu uma partida de cinco sets contra o Nº2 do mundo Rafael Nadal. Em seguida, defendeu com sucesso seu título em San Jose, derrotando Ivo Karlovic na final. Murray então foi três vezes semi-finalista em Memphis, Indian Wells e Miami, perdendo uma vez para Andy Roddick e duas vezes para Novak Djokovic. Antes da temporada de saibro, Murray derrotou Raemon Sluiter na Copa Davis para ajudar a Grã-Bretanha a conquistar o empate. Murray perdeu na primeira rodada em Roma para Gilles Simon em três sets. Em sua primeira partida em Hamburgo, Murray estava vencendo por 5-1, quando bateu um forhand do fundo da quadra e machucou os tendões em seu pulso. Por causa desta lesão, Murray perdeu grande parte da temporada, incluindo o Aberto da França e Wimbledon.
Ele voltou na Rogers Cup no Canadá, mas perdeu para Fabio Fognini na segunda rodada. No Masters de Cincinnati, Murray bateu Marcos Baghdatis na primeira rodada, indo até a 4.ª rodada. No Aberto dos EUA, Murray perdeu na terceira rodada para Hyung-Taik Lee em quatro sets. Depois de ganhar uma partida na Copa Davis contra a Croácia, Murray chegou à final em Metz, onde perdeu para Tommy Robredo. Murray foi eliminado precocemente em Moscou e Madri. Murray melhorou seu jogo e ganhou seu terceiro título de ATP em St.Petersburgo, batendo Fernando Verdasco na final. No final de 2007, em Paris, Murray foi eliminado nas quartas de final por Richard Gasquet. Com esse resultado, ele terminou o ano como 11.º no mundo.
2008
miniaturadaimagem|esquerda|Murray no US Open em 2008
Murray re-entrou no top-10 no início de 2008, após ganhar o título no Qatar ExxonMobil sobre Stanislas Wawrinka. Ele era o cabeça de chave Nº9 no Aberto da Austrália, mas foi derrotado pelo eventual vice-campeão Jo-Wilfried Tsonga na primeira rodada. Murray venceu o Aberto de Marselha, França sobre Mario Ancic, mas perdeu o primeiro jogo em Roterdã. Em Dubai Murray perdeu nas quartas de finais contra Davydenko. Em Indian Wells, Murray perdeu na quarta rodada para Tommy Haas, e depois perdeu na primeira rodada para Mario Ancic, em Miami.