A infertilidade feminina refere-se à incapacidade de engravidar ou de permanecer grávida das mulheres. Representa cerca de 37% dos casos de infertilidade; 8% deles ocorre devido à infertilidade masculina, e 35% devido a ambos. Numa população que tenta engravidar a probabilidade é de 25% após três meses e de 85% após um ano de relações sexuais desprotegidas. Aquelas que têm infertilidade correm maior risco de outros problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas.

Fatores de infertilidade feminina As causas de infertilidade feminina incluem alterações hormonais, anatômicas, infecciosas e de estilo de vida .

As causas comuns incluem falta de ovulação (25%) devido à idade avançada, insuficiência ovariana primária (IOP), síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou doença da tireoide; endometriose (15%); trompas de falópio bloqueadas (11%), devido a infecções sexualmente transmissíveis ou aborto inseguro; prolactina elevada (7%); distúrbios menstruais; miomas; obesidade; condições genéticas; e doenças autoimunes. Outros fatores de risco incluem tabagismo, álcool e estresse físico ou emocional. .

A idade é um dos determinantes mais importantes, pois após os 35 anos há queda significativa da reserva ovariana e aumento da taxa de alterações genéticas nos óvulos, reduzindo as chances de gravidez espontânea.

Outras condições, como endometriose e SOP, interferem na liberação e captação do óvulo, enquanto miomas e trombofilias podem dificultar a implantação embrionária. Infecções não tratadas, como clamídia e gonorreia, também estão associadas à obstrução das tubas uterinas e à doença inflamatória pélvica.

Essas condições podem interferir na irrigação do endométrio, causar obstruções tubárias e dificultar a implantação embrionária. Distúrbios ovulatórios, como a anovulação crônica e a falência ovariana prematura, também estão entre as causas relevantes de infertilidade observadas na prática clínica.

Pesquisas recentes também apontam que a receptividade endometrial — isto é, a capacidade do endométrio de permitir a implantação embrionária — pode ser comprometida em mulheres com idade materna avançada ou histórico prolongado de infertilidade, contribuindo para falhas de implantação.

Fatores comportamentais, como tabagismo e consumo excessivo de álcool, estão relacionados à piora da qualidade dos gametas e aumento do risco de aborto espontâneo. Em casos em que há diagnóstico confirmado, técnicas de reprodução assistida — como inseminação intrauterina e fertilização in vitro — podem ser indicadas após avaliação médica especializada.

Diagnóstico e tratamento O diagnóstico é baseado na impossibilidade de engravidar ou permanecer grávida após um ano de tentativa ou seis meses para mulheres com mais de 35 anos.

O tratamento pode incluir medicamentos, cirurgia, inseminação artificial ou tecnologias de reprodução assistida. Os medicamentos utilizados podem incluir clomifeno, letrozol, gonadotrofina humana da menopausa (hMG), hormônio folículo-estimulante (FSH), hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), metformina e bromocriptina. As tecnologias de reprodução assistida incluem fertilização in vitro (FIV), injeção intracitoplasmática de espermatozóides e transferência intrafalópica de zigoto. A fertilização in vitro também permite testes genéticos pré-implantação.

A infertilidade afeta 10 a 17% dos casais em algum momento. É mais frequente no Sul da Ásia, África, Oriente Médio, Europa Central e Oriental e Ásia Central. Nas mulheres com menos de 35 anos de idade os índices são inferiores a 10%, enquanto naquelas de 35 a 40 anos são de 25% e nas de 40 a 44 anos são de 30%. Pode ser um estigma social ou causar problemas no relacionamento. Uma mulher em um relacionamento pode ser culpada pela infertilidade, independentemente do problema originar dela. O tratamento pode ser caro e não estar disponível em muitos lugares do mundo.

Referências