WALL-E (estilizado como WALL·E) é um filme de animação americano de 2008 produzido pela Pixar Animation Studios e dirigido por Andrew Stanton. A história segue um robô chamado WALL-E, criado no ano de 2100 para limpar a Terra coberta por lixo. Ele se apaixona por um outro robô, chamado EVA, que tem a missão de encontrar pelo menos uma planta na superfície do planeta Terra. Ele a segue para o espaço em uma aventura que irá mudar seu destino e o destino da humanidade.

Depois de dirigir Finding Nemo, Stanton achou que a Pixar havia criado simulações críveis de físicas submarinas e estava disposto a dirigir um filme que se passasse em sua maior parte no espaço. A maioria dos personagens não possui uma voz humana, se comunicando apenas por linguagem corporal e sons que lembram vozes, criados por Ben Burtt. Além disso, é o primeiro filme da Pixar a ter segmentos com atores reais.

A Walt Disney Pictures lançou o filme nos Estados Unidos e Canadá no dia 27 de junho de 2008. Arrecadou um total de US$ 23.2 milhões em seu primeiro dia, e US$ 63.1 milhões no primeiro fim de semana em 3.992 cinemas, estreando em primeiro lugar nas bilheterias. Seguindo a tradição do estúdio, o curta-metragem Presto foi anexado as cópias de WALL-E em seu lançamento.

Foi o primeiro filme da Pixar sem a logotipo customizada da Walt Disney Pictures criada especialmente para os filmes da Pixar, já que foi usada nos filmes da Pixar desde Toy Story até Ratatouille. Este filme usa a novo logotipo da Disney que foi usada no filme Pirates of the Caribbean: At World's End, desde então.

WALL-E foi aclamado pela crítica especializada, conseguindo um índice de aprovação de 96% no agregador de resenhas Rotten Tomatoes. Arrecadou um total de 521 311 869 dólares no mundo inteiro, vencendo o Globo de Ouro de Melhor Filme de Animação, o Hugo Award de Melhor Apresentação Dramática, Forma Longa, e o Oscar de Melhor Filme de Animação, recebendo outras cinco indicações em diferentes categorias. WALL-E aparece em primeiro na lista da TIME dos "Melhores Filmes da Década".

Enredo O filme se passa no ano de 2805, época em que a Terra é um planeta abandonado e coberto por lixo, resultado de décadas de consumismo em massa, facilitado pela megacorporação Buy-n-Large (BnL). Desistindo de restaurar o ecossistema, a BnL evacuou a Terra, levando a população a viver no espaço em uma nave estelar chamada Axiom, totalmente automatizada, deixando no planeta apenas um exército de robôs compactadores de lixo chamados "WALL-E" para limpeza durante um período de cinco anos. Entretanto, no ano de 2110, o ar da Terra se tornou muito tóxico para suportar a vida, forçando a humanidade a permanecer no espaço indefinidamente.

No começo do filme, apenas uma unidade WALL-E permanece ativa, tendo desenvolvido personalidade própria, e desenvolvendo também personalidades humanas, o hábito de coletar vários artefatos do lixo enquanto realiza seu trabalho e se tornando amigo de uma barata. Um dia, WALL-E descobre uma pequena planta crescendo em meio ao lixo e a leva para casa, em um depósito.

Mais tarde, uma espaçonave aterrissa e implanta EVA, uma robô avançada, enviada pela nave estelar da BnL, com a diretriz de procurar sinais de vegetação na Terra. WALL-E se apaixona pela inicialmente fria e hostil EVA, que, gradualmente, se abranda e se torna amiga dele. Quando WALL-E a leva ao depósito e lhe mostra a planta, EVA automaticamente a guarda, entrando em modo de espera (diretriz) e enviando um sinal de recolhimento para a nave. Até que a nave chegue para resgatá-la, WALL-E a leva para um passeio de barco em um rio de lixo, a protege de tempestades e cuida de EVA. Quando a nave finalmente chega para resgatá-la, WALL-E se agarra à superfície exterior do foguete e parte para a Axiom.

Na Axiom, os passageiros humanos, vivendo em um ambiente de microgravidade e dependendo totalmente dos sistemas automáticos da nave, sofreram severas perdas de massa óssea e se tornaram obesos mórbidos com o passar dos séculos. O capitão da nave faz pouca coisa, deixando o controle da Axiom para o piloto automático robótico, Auto.

WALL-E segue EVA até a ponte de comando da Axiom, onde o capitão descobre, ao escanear no holodetector a amostra de planta coletada por EVA, que a Terra é habitável novamente e que a Axiom deverá fazer um hipersalto para retornar ao planeta para que seus passageiros possam recolonizá-la. Todavia, Auto ordena que o GO-4, o robô assistente do capitão, roube a planta como parte de uma diretriz final para manter a humanidade longe da Terra, já que a vida foi incorretamente considerada insustentável cerca de 700 anos antes.

Com a planta desaparecida, EVA é considerada defeituosa e enviada para reparos junto com WALL-E. Ele confunde a inspeção de EVA com uma tortura e a liberta, acidentalmente libertando também uma horda de robôs em mal funcionamento, classificando-os como robôs dissidentes. Brava com as perturbações de WALL-E, EVA leva-o até uma nave de fuga, na qual pretende enviá-lo de volta à Terra. À porta da nave, testemunham o GO-4 colocando lá a planta para iniciar uma sequência de autodestruição no espaço. WALL-E entra na nave antes de ela ser lançada, recupera a planta e escapa ileso antes da explosão. Ele então se reconcilia com EVA e ambos celebram e dançam ao redor da Axiom.

A planta é levada ao capitão, que assiste às gravações de EVA de uma Terra desolada e percebe que a humanidade deve retornar ao planeta para recuperá-lo. Entretanto, Auto revela sua diretriz de "não retornar" e arma um motim contra o capitão, desabilitando WALL-E com um taser. EVA e WALL-E são então jogados no lixo, onde são compactados para serem lançados ao espaço. EVA consegue libertar a si e a WALL-E e tenta encontrar peças para consertá-lo, mas percebe que as peças necessárias só existem no depósito na Terra.

No início do acionamento do hipersalto da Axiom, os passageiros são levados ao centro da nave, mas Auto impede o capitão de completar o hipersalto, iniciando uma luta com ele. WALL-E tenta colocar a planta no holodetector, mas Auto o esmaga ao fechá-lo sobre WALL-E. Então EVA o ajuda e o capitão finalmente consegue desativar Auto e abrir o holodetector. Eva coloca a planta no holodetector, soltando WALL-E e enviando a Axiom para a Terra.

Ao chegarem à Terra, EVA leva WALL-E para o depósito, consertando-o e reativando-o com sucesso. Infelizmente, a memória de WALL-E é apagada e ele é revertido para sua programação original. Arrasada, EVA dá a WALL-E um "beijo" de despedida, causando uma fagulha elétrica que faz com que ele recupere sua memória e personalidade. WALL-E e EVA então alegremente se reúnem em enquanto os robôs e os humanos da Axiom começam a restaurar o ambiente da Terra.

Elenco e personagens Ben Burtt produziu a voz de WALL•E (Waste Allocation Load Lifter - Earth Class), o protagonista. WALL-E é um consciente robô de 700 anos de idade, e é presumidamente o único ainda em funcionamento na Terra. Ele é uma pequena caixa compactadora com esteiras para todo tipo de terreno, mãos com três dedos e olhos com binóculos. Ele é muito curioso, solitário e de bom coração, sempre se importando mais com os outros do que consigo mesmo. Ele coleciona objetos inúteis, como patinhos de borracha, cubos mágicos e troféus dourados. Ele também tem uma barata de estimação chamada Hal e ama música. Burtt também é creditado pela voz de M•O (Microbe Obliterator), como também a grande maioria dos outros robôs. M-O é um robô de manutenção pequeno e obsessivo compulsivo por limpeza. Encontrar WALL-E o coloca em sobrecarga quando ele percebe o quão sujo WALL-E é. M-O passa a maior parte do filme limpando a sujeira que WALL-E deixa para trás, porém no final ele ajuda WALL-E e EVA a colocar a planta no holo-detector. Elissa Knight como EVA (Extraterrestrial Vegetation Evaluator), uma elegante sonda robô que é encarregada de localizar vegetação na Terra e verificar sua habitabilidade. Ela é branca, com um corpo em formato de ovo que pode levitar e olhos azuis de LED. EVA se move usando tecnologia antigravidade e é equipada com digitalizadores, compartimento para armazenamento de amostras e canhões de plasmas em seu braço. Ela é inicialmente uma robô fria que está apenas preocupada com sua missão, não demonstrando nenhuma emoção. Entretanto, ela aprende como demonstrar emoções ao interagir com WALL-E, como rir quando é divertida por suas travessuras. Jeff Garlin como Comandante B. McCrea, o solitário comandante da Axiom. Suas tarefas como capitão são entediantes rotinas diárias. Encontrar WALL-E despertou seu interesse na Terra, ficando envolvido em uma pesquisa sobre seu planeta natal, pavimentando o caminho para ele retomar o controle da nave de seu piloto automático. Seu nome é conhecido através de um holograma comemorativo, junto com seus predecessores. Fred Willard como Shelby Forthright, o diretor executivo histórico da Buy-n-Large Corporation. Constantemente otimista, Forthright propôs os planos de evacuação para limpar o planeta e recolonizá-lo posteriormente. Todavia, a corporação desistiu depois de perceber quão tóxica a Terra havia se tornado. Forthright é o único personagem real em qualquer filme da Pixar. MacInTalk, o programa do Apple Macintosh, foi usado para a voz de Auto, o piloto automático artificialmente inteligente da Axiom. Diferentemente de outros robôs no filme, Auto não é influenciado por WALL-E, seguindo a diretriz A-113 ao pé da letra, impedindo que qualquer um a altere. Ele é o antagonista principal do filme. O desenho do personagem é uma homenagem a HAL 9000 de 2001: A Space Odyssey, tendo o "olho" vermelho de HAL no centro de seu corpo. John Ratzenberger e Kathy Najimy como John e Mary. Ambos vivem abordo da Axiom, não tendo conhecimento de seus arredores, mais notavelmente não percebendo que há uma piscina gigante na nave. Entretanto, eles são tirados de seus transes eletrônicos induzidos depois de encontros separados com WALL-E, eventualmente se encontrando cara a cara pela primeira vez. Sigourney Weaver como a voz do computador da Axiom. Stanton brincou sobre o papel com Weaver dizendo que, "Você percebe que a 'Mãe' é agora você?". "Mãe" é o computador da nave Nostromo, do filme Alien.

Dublagem brasileira Estúdio de dublagem: Delart

Produção Roteiro

Andrew Stanton concebeu WALL-E durante um almoço com os parceiros John Lasseter, Pete Docter e Joe Ranft em 1994. Toy Story estava quase completo e eles tiveram as ideias para os próximos projetos—A Bug's Life, Monsters, Inc. e Finding Nemo—nesse almoço. Stanton perguntou, "E se a humanidade tivesse de deixar a Terra e alguém se esquecesse de desligar o último robô?". Tendo lutado por anos para fazer os personagens de Toy Story parecerem atraentes, Stanton achou que sua simples ideia no estilo Robinson Crusoe de um robô solitário em um planeta deserto era muito forte. Stanton fez de WALL-E um coletor de lixo já que essa era uma ideia instantaneamente compreensível, e porque era um trabalho servil de baixa categoria que o fez simpático. Stanton também gostou da imagem de cubos de lixo empilhados. Ele não achou a ideia sombria porque ter um planeta coberto de lixo era, para ele, um desastre infantil.