Armando Fernandes de Morais e Castro (Porto, 18 de Julho de 1918 — 16 de Junho de 1999) foi um economista, advogado, historiador, investigador e professor universitário português.

Biografia Armando Fernandes de Morais e Castro nasceu em 18 de julho de 1918, no Porto. Filho de Irene Fernandes de Morais e Castro e de Amílcar Gonçalves de Morais e Castro, advogado e republicano, teve como irmãos Raúl Fernandes de Morais e Castro, Amílcar Fernandes de Morais e Castro e Irene Fernandes de Morais e Castro. Casou com Maria Virgínia Dias, de quem teve um filho Armando Augusto Dias de Morais e Castro.

Licenciou-se em Ciências Jurídicas (1941) e em Ciências Político-Económicas (1942) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Foi, desde 1935 até ao fim da sua vida, militante do Partido Comunista Português.«Faleceu Armando Castro», in Avante!, n.º 1334, 24 de junho de 1999. Consultado em 10 de fevereiro de 2019.

Por razões exclusivamente políticas viu-se impedido de prosseguir a carreira académica, pelo que se viu obrigado a exercer a advocacia até à queda da ditadura ocorrida na Revolução de 25 de Abril de 1974.

A partir de 1974 foi professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, presidindo ao Conselho Directivo dessa instituição até ao limite de idade, em 1988.

Os seus estudos históricos e económicos dedicaram-se à compreensão da realidade portuguesa, apesar de durante muitos anos lhe ter sido vedado o acesso às bibliotecas das faculdades.

Armando de Castro dedicou-se à Economia Política, História do Pensamento Económico, Epistemologia e Gnoseologia. No que diz respeito à Economia Política dedicou-se aos seus fundamentos teóricos, tratando de assuntos como a teoria do valor e a inflação.

Armando de Castro morreu em 16 de Junho de 1999.

Ainda em vida, ao completar 70 anos, doou o seu património pessoal de investigação científica à Universidade do Porto, estabelecendo como condição que o mesmo ficasse depositado na sua Faculdade de EconomiaNotícias da Universidade do Porto, de 14 de outubro de 2018. Consultado em 9 de fevereiro de 2019. e doou o seu património político ao Partido Comunista Português.

Homenagens Em 1965, a Sociedade Portuguesa de Escritores atribuiu o Grande Prémio de Ensaio à sua obra Evolução Económica de Portugal nos Século XII a XV.

Armando Castro foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito da Cidade do Porto, atribuída em 13 de julho de 1995 e entregue em 26 de setembro de 1996.Medalhas atribuídas pela Câmara Municipal do Porto. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, em 17 de junho de 1999, um voto de pesar pelo falecimento de Armando Castro, tendo, no final da votação, sido guardado um minuto de silêncio.Diário da Assembleia da República, VII legislatura, 4.ª sessão legislativa (1998-1999), I série, n.º 95, de 18 de julho de 1999, pp. 3410-3412. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.

Em 14 de julho de 2018, o Partido Comunista Português realizou, no Porto, uma sessão de homenagem a Armando Castro, por altura do centenário do seu nascimento.«A vida e a obra de Armando Castro em destaque no Porto» in Avante! n.º 2329, de 19 de julho de 2018. Consultado em 10 de fevereiro de 2019.. Nessa sessão, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, proferiu uma intervenção evocativa da vida e obra do homenageado.Centenário de Armando Castro : um legado que perdura Consultado em 10 de fevereiro de 2019.

Bibliografia principal Alguns aspectos da agricultura nacional. Coimbra : Coimbra Editora, 1945. Coleção Cultura Económica, n.º 1. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019. Introdução ao estudo da economia portuguesa : fins do séc. XVIII a princípios do séc. XX. S.l., s.n., 1947. Coleção Biblioteca CosmosCatálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019. Algumas exigências económicas da reorganização industrial em face da integração económica europeia. Lisboa : s.n., 1960.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019. A evolução económica de Portugal dos séculos XII a XV. 10 vols. Vols. 1 a 9, Lisboa : Portugália Editora, 1964-1975. Vol. 10, Porto : Limiar, 1975.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. Ensaios sobre cultura e história. Porto : Editorial Inova, 1969. Coleção Civilização Portuguesa, n.º 4.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. O que é a inflação (porque sobem os preços). Lisboa : Edições 70, 1970.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. A dominação inglesa em Portugal. Porto : ed. a., 1972. Coleção Textos, n.º 4.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. A economia portuguesa do século XX (1900/1925). Lisboa : Edições 70, 1973. Coleção Biblioteca 70.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. O sistema colonial português em África : meados do século XX. Lisboa : Editorial Caminho, 1978. Coleção Caminho, Temas Políticos e Sociais, n.º 39.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. As ideias económicas no Portugal medievo (séculos XIII a XV). Lisboa : Instituto de Cultura Portuguesa, 1978. Coleção Biblioteca Breve, n.º 13.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. As doutrinas económicas em Portugal na expansão e na decadência (séculos XVI a XVIII). Lisboa : Instituto de Cultura Portuguesa, 1978. Coleção Biblioteca Breve, n.º 25.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. O pensamento económico no Portugal moderno : (de fins do século XVIII a começos do século XX). Lisboa : Secretaria de Estado da Cultura, 1980. Coleção Biblioteca Breve, n.º 48.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. A evolução económica de Portugal dos séculos XII a XV. Lisboa : Secretaria de Estado da Cultura, 1980. Coleção Biblioteca Breve, n.º 48. Camões e a sociedade do seu tempo. Lisboa : Editorial Caminho, 1980.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. Lições de história de Portugal. Lisboa : Caminho, 1982. Coleção Biblioteca Universidade Popular, n.º 2.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019. As classes populares na formação, consolidação e defesa da nacionalidade : sécs. XII a XV. Lições de Economia. Lisboa : Editorial Caminho, 1983. Coleção Biblioteca Universidade Popular, n.º 1.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. História económica de Portugal. Lisboa : Caminho. 1.º vol., 1985; 2.º vol. : séculos XII a XV, 1978; 3.º vol. : séculos XV e XVI, 1985.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019. Teoria do sistema feudal e transição para o capitalismo em Portugal. Lisboa : Editorial Caminho, 1987. Coleção Universitária, n.º 20.Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.

Alguns escritos sobre Armando Castro BASTIEN, Carlos. «A obra económica de Armando Castro, in Boletim de Ciências Económicas da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, vol. XLV, 2002, pp. 1-28.Consultado em 9 de fevereiro de 2019. BASTIEN, Carlos. MENDONÇA, António; RIBEIRO, Elivan. Entrevista com Armando Castro, realizada no Porto, em 5 de dezembro de 1987.Consultado em 10 de fevereiro de 2019. LOPES, Óscar. «In Memoriam», in Avante!, n.º 1334, 24 de junho de 1999. PIMENTA, Carlos.''A obra de Armando Castro. Fevereiro de 2000.

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