thumb|upright|Brasão familia Canto Canto é um sobrenome da onomástica da língua portuguesa, derivado de uma antiga família da burguesia medieval de Guimarães que se difundiu por Portugal e teve nos Açores as suas principais ramificações históricas.

Origens históricas Esta antiga família vai buscar as suas origens documentadas na burguesia medieval de Guimarães, onde se encontrava estabelecida antes da adoção do apelido Canto, no século XV, e de onde se espalhou tendo mesmo sido ligado aos primeiros povoadores da Ilha Terceira.

Da Terceira rapidamente se espalhou por outras ilhas dos Açores.

Desta família Pero Anes do Canto (ou Pedro Anes do Canto), filho de João Anes do Canto (escudeiro da casa de D. Diogo Pinheiro, prior de Guimarães e bispo de Funchal), foi o primeiro Provedor das Armadas dos Açores e fidalgo da Casa do Rei D. João III, a quem serviu no segundo cerco de Arzila que se encontrava cercada pelos exércitos do Rei de Fez.

Foi como comandante de uma das naus que aquele soberano enviou em socorro dos sitiados, e pelos feitos então praticados recebeu uma carta de armas com um «acrescento» honroso.

Mito fundacional da linhagem Uma antiga tradição genealógica atribuiu aos Cantos uma origem inglesa, fazendo-os descender de João do Canto ou Candos, apresentado como fidalgo inglês que teria passado à Península com o Príncipe de Gales, personagem posteriormente identificado com Sir John Chandos ou com John of Kent. Esta tradição foi retomada nos nobiliários e genealogias, destacando-se a genealogia familiar elaborada por Manuel do Canto e Castro em 1621, posteriormente reproduzida por Felgueiras Gaio.

Contudo, esta ascendência inglesa não encontra confirmação nas fontes coevas. Rute Dias Gregório, ao estudar a formação desta tradição, designou-a como o «mito fundacional» da linhagem. A investigação posterior de Rui Faria e Marcelo Meira Amaral Bogaciovas confirmou a ausência de base documental para esta origem, encontrando as primeiras gerações documentadas da família na burguesia medieval de Guimarães.

Brasão de armas De vermelho, canto de prata em forma de ponta diluída. Timbre: o canto do escudo encimado por um pombo branco. O «acrescentamento» honroso concedido a Pêro Anes era constituído por um baluarte de prata, lavrado de negro e armado com quatro bombardas de sua cor, tudo isto em chefe das armas dos Cantos.

Ao longo dos séculos os Cantos foram Senhores da Casa de Porto Santo Viscondes de Meireles Arciprestes de Guimarães Barões das Laranjeiras Cavaleiros e comendadores da Ordem de Cristo Fidalgos da Casa Real

Referências Einloft Neto, Herculano de Lima. Considerações sobre a origem da família Canto, em Nobiliário de Famílias de Portugal de Manoel Joze da Costa Felgueiras Gayo. http://familiacantomedievalnfpmjcfg.blogspot.com/ , 2011. SOUSA, Manuel de. As Origens dos Apelidos das Famílias Portuguesas GREGORIO, Rute Dias « De “Canto” a “Chandos”: revisitando o mito fundacional de uma linhagem (1350?-1621?) », Os Reinos Ibéricos na Idade Média, vol. III, Porto, 2003, pp. 1283-1290. FARIA, Rui Jerónimo Lopes Mendes de Faria e BOGACIOVAS Marcelo Meira Amaral, Cantos e Rochas, de Guimarães, São Gens e Santana de Parnaíba, Revista da ASBRAP, n.º 21, 2015, pp. 83–578. https://www.asbrap.org.br/revista/artigos/rev21_art8.pdf

Ligações externas http://pg.azores.gov.pt/drac/cca/agenda/ver.aspx?id=50 Centro de Conhecimento dos Açores http://www.surnames.org/apellidos/cantos.htm Apelido Canto https://www.asbrap.org.br/revista/artigos/rev21_art8.pdf

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