A Empresa Fabril do Norte ou Efanor foi uma empresa têxtil, popularmente conhecida por Fábrica dos Carrinhos por ter sido a primeira em Portugal a produzir carrinhos de linha.
Fundada em 1907, esta fabrica têxtil pelo gigantismo das suas instalações, viria a revolucionar completamente a paisagem e o ritmo de vida da Senhora da Hora. Situava-se na Avenida Fabril do Norte, tendo em determinada altura duas filiais, uma em Soure e outra na Trofa.
A Efanor seria uma das pioneiras no processo de desenvolvimento industrial português, esta empresa de fiação, para além do peso que teve na economia nacional, constituiu ainda um exemplo muito positivo e inovador no apoio social facultado aos seus trabalhadores, possuindo para além de um bairro, uma creche, dormitórios, complexo desportivo, na altura da sua construção dos mais atraentes e até um corpo privativo de bombeiros. Nos seus tempos áureos teve ao seu serviço mais de 3.000 trabalhadores, entre eles Belmiro de Azevedo.
Nos anos 40, seria representativa da política industrial do Estado Novo, que tentava assegurar a possibilidade de produção de linho dentro de Portugal.La indústria tèxtil: actes de les V Jornades d'Arqueologia Industrial de Catalunya. Spain, Marcombo, 2002.Pg 357 Henrique Veiga de Macedo visitou a fabrica em 12 de Junho de 1957, em ocasião dos 50 anos, dizendo na ocasião que "A política é a arte da presença".Researching Elites and Power: Theory, Methods, Analyses. Germany, Springer International Publishing, 2020. Pg 148 miniaturadaimagem|Visita de Afonso Costa à Efanor, em 1913 O ano de 1974, marca o início da sua decadência, com as greves dos trabalhadores e mudanças a vários níveis. Houve uma tentativa de reestruturação, tendo em vista a sua sobrevivência e assegurar os postos de trabalho dos cerca de 1000 operários que lá se mantinham, distribuindo-se a produção por três empresas distintas:
EFANOR FIOS, S.A. - fios para indústria EFANOR TECIDOS, S.A. - tecidos e acabamentos EFANOR LINHAS, S.A. - linhas para costura e tricotar
Nos últimos anos do Século XX, passou por uma crise, própria da indústria têxtil, tentando reduzir-se as despesas e os trabalhadores e consequentemente a produção diminuiu, mas mantiveram-se os fios de linha para tricotar, marca "Coração", linhas para coser, cones para fábricas de confecção e calçado.miniaturadaimagem|Ruínas da Antiga Fábrica da Efanor As suas instalações foram demolidas pelo grupo Sonae, para ser construído um condomínio fechado e outras habitações. O Colégio Efanor (atualmente propriedade da Sonae e da Fundação Belmiro de Azevedo) ocupa as antigas instalações do edifício social da fábrica. Atualmente sobra apenas a Casa de Máquinas e Chaminé da Efanor.
Foi criado um museu inserido na estrutura do Norteshopping cuja temática é "A indústria têxtil", com as suas máquinas a vapor e outras reminiscências em memória à Efanor.
Em 2016 a Câmara de Matosinhos construiu a Praça das Sete Bicas à volta das ruínas.
A empresa Efanor ainda existe, sob a denominação Efanor Investimentos SGPS, sendo propriedade da família Azevedo, e detém hoje 52,7% das ações da Sonae SGPS, sendo portanto o seu acionista de controlo.
Ligações externas
Categoria:Empresas têxteis de Portugal Categoria:Senhora da Hora Categoria:Empresas sediadas na Área Metropolitana do Porto Categoria:Empresas fundadas em 1907