A Metropolitan Opera, popularmente referida como "Met Opera", é uma companhia de ópera baseada na cidade de Nova York, residente na Metropolitan Opera House - um teatro de ópera situado no complexo Lincoln Center for the Performing Arts. A companhia é operada pela Metropolitan Opera Association, que tem Peter Gelb como gerente geral. O diretor musical, desde 1976, é o maestro James Levine. A companhia foi criada em 28 de abril de 1880. The New York Times, 29 de abril de 1880.

A Metropolitan Opera é a maior companhia de música clássica da América do Norte. Apresenta aproximadamente 27 óperas diferentes por ano, em uma temporada que vai do fim de setembro até o começo de maio. As óperas são apresentadas em um repertório rotativo, com até sete performances de quatro diferentes obras a cada semana. Os espetáculos são apresentados todas as noites, de segunda a sábado, com uma matinê no sábado. Muitas novas produções são apresentadas a cada temporada. Na temporada 2012-2013 a companhia realizou 209 apresentações de 28 óperas.

A gigantesca companhia é composta de uma grande orquestra sinfônica, um coro, um coral de crianças, uma companhia de balé, muitos cantores de suporte e cantores principais. Da lista de cantores fazem parte alguns dos artistas mais famosos do mundo. Alguns desses cantores desenvolveram suas carreiras na própria companhia, em seus programas de jovens artistas. Dentre os artistas que se apresentaram (ou se apresentam) com a Metropolitan Opera, estão Luciano Pavarotti, Renée Fleming, Plácido Domingo, Ramón Vargas, Jussi Björling, Maria Callas, Joan Sutherland, Franco Corelli, entre outros. Os padrões artísticos da companhia são considerados entre os melhores do mundo, e suas produções vão desde as mais tradicionais até as mais inovadoras.

Além de apresentar-se na casa de ópera de Nova York, a Metropolitan Opera expande gradualmente seu público, tornando-se cada vez mais acessível a milhões de pessoas, sobretudo graças às novas tecnologias. Mas, desde 1931, algumas produções já eram transmitidas ao vivo, semanalmente, pelo rádio; desde 1977, passaram a ser transmitidas também pela televisão. Em 2006, as apresentações da companhia passaram a ser transmitidas pelo rádio, via satélite, quatro vezes por semana. Transmissões de vídeo em alta definição, em cinemas, também têm sido realizadas.

História da companhia Primeiros anos thumb||300px|Auditório da Metropolitan Opera House. A Metropolitan Opera Association foi fundada em 1880 como uma alternativa para a Academia de Música. A Academia representava o mais alto círculo social na sociedade de Nova Iorque, e os seus diretores não admitiam novos-ricos dentro do seu círculo. O grupo inicial de assinantes incluiu as famílias Morgan, Roosevelt, Astor e Vanderbilt. A criação destes, a Metropolitan Opera, em muito superou a Academia. Henry Abbey foi o administrador da temporada inicial, de 1883 até 1884, abrindo com uma récita de Faust de Charles Gounod, no dia 22 de outubro de 1883, com a brilhante soprano sueca Christina Nilsson no papel de Marguerite. Faust foi apresentado em italiano, como todas as óperas na primeira temporada, mesmo aquelas originalmente escritas em francês e alemão. A companhia realizou 150 récitas de 20 diferentes óperas de Gounod, Meyerbeer, Bellini, Donizetti, Verdi, Wagner, Mozart, Bizet, Ponchielli e outros.

Após a temporada inicial da gestão de Henry Abbey, a qual resultara em grande déficit, as óperas passaram a ser montadas com elencos constituídos de cantores alemães - que não cobravam muito caro, embora entre eles estivessem alguns dos mais célebres cantores da Europa -, que executavam um repertório internacional, embora cantado em alemão.

Esta situação anômala terminou na época do grande incêndio de 1892, que destruiu a maior parte do teatro. Depois disso, a "Era Dourada da Ópera" chegou, sob a memorável administração de Maurice Grau (1892-1903). Daí então, os maiores (e mais bem pagos) artistas de ópera do mundo prestigiariam o palco da Metropolitan Opera House, especialmente os irmãos Jean e Edouard de Reszke, Lilli Lehmann, Emma Calvé, Lillian Nordica, Nellie Melba, Marcella Sembrich, Milka Ternina, Emma Eames, Sofia Scalchi, Ernestine Schumann-Heink, Francesco Tamagno, Francisco Vignas, Jean Lassalle, Mario Ancona, Victor Maurel, Antonio Scotti e Pol Plançon.

A partir de 1898, a companhia passou a sair em turnês anuais de seis semanas pelos Estados Unidos, após a temporada em Nova Iorque. Essas turnês seriam canceladas em 1986, após 88 anos, por causa de perdas financeiras. Em 1906, durante uma dessas turnês, produções da companhia foram severamente danificadas devido ao grande terremoto de São Francisco. Na ocasião, alguns dos maiores artistas da época, como Enrico Caruso e Olive Fremstad, estavam presentes. Fremstad, inclusive, saiu às ruas destruídas da cidade, distribuindo flores para a população inconsolável.

Início do século XX O início do século XX testemunhou o desenvolvimento de diferentes "alas" (italiana, alemã e, posteriormente, francesa) dentro do elenco da companhia - inclusive com coros separados. Essa divisão desapareceu após a Segunda Guerra Mundial, quando artistas solo passavam menos tempo ligados a qualquer companhia de ópera.

Lionel Mapleson (1865 - 1937), um violinista e bibliotecário empregado pela Metropolitan, fez as primeiras gravações ao vivo em um teatro de ópera. De 1900 até 1904, Mapleson usou um gravador de Thomas Edison, que ele montou perto do palco, para capturar trechos breves dos solistas, docoro e da orquestra. Essas relíquias acústicas, conhecidas como Mapleson Cylinders, preservam as únicas gravações em áudio do início da companhia e são as únicas gravações conhecidas de alguns cantores de renome internacional, como o tenor Jean de Reszeke e a soprano Milka Ternina. As gravações foram incluídas no National Recording Preservation Board, em 2002.[loc.gov/rr/record/nrpb/nrpb-2002reg.html National Recording Preservation Board]Embora, ao longo dos anos, muitos dos cilindros se tenham desgastado, alguns permanecem razoavelmente claros, particularmente os da "Valsa" e do "Coro dos soldados" de Faust e da cena triunfal do 2º ato de Aida. Mapleson colocava o gravador em vários lugares, inclusive na caixa do ponto, the side of the stage, and in the "flies", which enabled him to record the singers and musicians, as well as the audience's applause. Many of the original cylinders are preserved in the Rodgers & Hammestein Archives of Recorded Sound at the New York Public Library for the Performing Arts.mapleson.com

A administração de Heinrich Conried, entre 1903 e 1908, a qual viu a chegada do tenor Enrico Caruso, inquestionavelmente o mais célebre cantor que já apareceu no Velho Metropolitan, foi seguida do reinado de 25 anos (1908-1935), de Giulio Gatti-Casazza, cujo planejamento modelo, habilidades gerenciais e formação de elencos brilhantes elevaram o nível da Metropolitan Opera a uma prolongada e inesquecível Era de Prata. Novamente, os maiores cantores e maestros apareceram. O proeminente advogado e jurista Paul Cravath tornou-se Diretor da companhia, em 1931. Time

Os grandes cantores que apareceram no Met, durante a liderança de Gatti-Casazza incluem: Rosa Ponselle, Elisabeth Rethberg, Maria Jeritza, Frances Alda, Frida Leider, Amelita Galli-Curci, Lily Pons, Jacques Urlus, Giovanni Martinelli, Beniamino Gigli, Giacomo Lauri-Volpi, Lauritz Melchior, Titta Ruffo, Giuseppe De Luca, Pasquale Amato, Lawrence Tibbett, Friedrich Schorr, Feodor Chaliapin, Jose Mardones, Tancredi Pasero e Ezio Pinza, entre muitos outros. Nessa época, Arturo Toscanini e Gustav Mahler foram os maestros regulares do Met.

O grande tenor canadense Edward Johnson foi o gerente geral entre 1935 and 1950, guiando a companhia, com sucesso, ao longo dos anos da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. Mas o número de cantores renomados reduziu-se à metade, pelo efeito da guerra e da crise. Ainda assim, Zinka Milanov, Jussi Björling, Richard Tucker e Robert Merrill tiveram sua estreia na Metropolitan Opera durante a gestão de Johnson, enquanto Kirsten Flagstad tornou-se a soprano wagneriana dominante da época. Sir Thomas Beecham, George Szell e Bruno Walter estão entre os grandes maestros da "era Johnson".

1950-1972 Um aristocrático austríaco naturalizado inglês, Sir Rudolf Bing, foi o gerente geral entre 1950 e 1972, sucedendo Johnson. Ele tornou-se um dos mais influentes e reformistas da companhia. Bing modernizou a administração, extinguiu o sistema arcaico de venda de ingressos e as apresentações de uma noite em Filadélfia. Numa era de grande canto e produções glamourosas, guiou a mudança da companhia para a nova sede, no Lincoln Center. Mesmo com a estreia de muitos cantores proeminentes no Met, durante a era Bing, muitos críticos musicais reclamaram da falta de grandes regentes, durante sua gestão. No entanto, alguns maestros renomados passaram pela companhia. Fritz Stiedry, Dimitri Mitropoulos, Erich Leinsdorf, Fritz Reiner, Herbert von Karajan, Pierre Monteux e Karl Böhm apareceram frequentemente, durante as décadas de 1950 e 1960.

Uma das realizações da gestão de Bing foi a integração do elenco. A estreia história de Marian Anderson em 1955, seguida da introdução de notáveis artistas afro-americanas, comandadas por Leontyne Price (que inaugurou a nova casa, no Lincoln Center), Grace Bumbry, Shirley Verrett, George Shirley, entre outras. Vários cantores célebres apresentaram-se no palco da Metropolitan Opera House durante o mandato de Bing, destacando-se Maria Callas, Birgit Nilsson, Renata Tebaldi, Joan Sutherland, Elisabeth Schwarzkopf, Luciano Pavarotti, Victoria de los Ángeles, Montserrat Caballé, Mario del Monaco, Franco Corelli, Carlo Bergonzi, Nicolai Gedda, Jon Vickers, Giorgio Tozzi e Cesare Siepi.

1972-2000 Depois da aposentadoria de Bing em 1972, vários executivos se sucederam na gerência da companhia. O sucessor intendente de Bing, o gerente de ópera sueco Göran Gentele, morreu em um acidente automobilístico antes de começar sua primeira temporada. Após a trágica perda de Gentele, passaram pela companhia: Schuyler Chapin, Anthony Bliss, Bruce Crawford e Hugh Southern. Todos eles atuaram em parceria com o diretor musical James Levine, a grande força artística da companhia no último terço do século XX.

Joseph Volpe foi o segundo administrador da companhia a permanecer por mais tempo no cargo - 16 anos ao total, de 1990 a 2006. Ele foi o chefe da companhia, após crescer dentro dela, tendo começado como carpinteiro, em 1964. Volpe expandiu as atividades internacionais da Metropolitan Opera e inaugurou as séries da orquestra no Carnegie Hall. Durante sua gestão, a companhia expandiu consideravelmente o seu repertório, oferecendo quatro premières mundiais e 22 premières no Met, tendo apresentado mais trabalhos novos do que na gestão de Gatti-Casazza. Volpe nomeou Valery Gergiev como Maestro Convidado Principal, em 1997, e maestro chefe do repertório russo. Marcelo Álvarez, Cecilia Bartoli, José Cura, Diana Damrau, Natalie Dessay, Renée Fleming, Juan Diego Flórez, Marcello Giordani, Angela Gheorghiu, Susan Graham, Ben Heppner, Dmitri Hvorostovsky, Salvatore Licitra, Anna Netrebko, René Pape, Bryn Terfel e Deborah Voigt, foram alguns dos cantores que se apresentaram com a Met durante sua gestão. thumb|left|300px|A antiga Metropolitan Opera House, na Broadway, Nova York (1937).

O atual gerente geral é Peter Gelb. Gelb começou a fazer seus planos para o futuro em abril de 2006. Estes planos incluíam mais produções novas a cada ano, ideias para cortar custos de montagem e para atrair novo público, sem afastar o já existente, constituído de amantes de ópera, cuja faixa etária estava acima de 60 anos. Gelb vê tais assuntos como cruciais para uma organização que é dependente de financiamentos particulares.