A Igreja da Madalena, também designada por Igreja Paroquial da Madalena e Igreja de Santa Maria Madalena, situa-se na freguesia de Santa Maria Maior (Madalena), em Lisboa.Ficha na base de dados SIPA
A Igreja da Madalena que actualmente existe é o resultado de várias reconstruções da igreja que tinha sido construída em 1150 ou 1164, por ordem de D. Afonso Henriques junto à cerca moura.
Em 1363 um incêndio destruiu a igreja, tendo o rei D. Fernando I mandado reconstruí-la.
Em 1600 foi parcialmente destruída devido a um ciclone e, em 1755, foi novamente deitada abaixo pelo Sismo de Lisboa de 1755.
A rainha Dona Maria I, em 1783, mandou reconstruir a igreja novamente desde os seus alicerces. Posteriormente, em 1833, a igreja foi alvo de algumas alterações.
A Igreja da Madalena pertence à Irmandade do Senhor Jesus dos Perdões, Santa Catarina e Nossa Senhora de Belém e tem, no seu interior, uma imagem do Cristo do Perdão, assim como pinturas de Pedro Alexandrino de Carvalho e esculturas de José de Almeida e Machado de Castro.
O portal da igreja, em estilo manuelino, é considerado uma das obras a destacar desta época. Pensa-se que ele tenha vindo da Igreja da Conceição dos Freires, também destruída pelo terramoto. Neste portal, de arco trilobado, podem-se observar duas esferas armilares.
O Portal da Igreja foi classificado como Monumento Nacional pelo (Decreto de 16 de junho de 1910, DG 136, de 23 de junho de 1910).Ficha na base de dados da DGPC
Descrição da antiga igreja A igreja apresentava uma fachada de características barrocas, com uma porta encimada por uma janela destinada a iluminar o coro alto. Num terceiro registo encontrava-se um nicho com a imagem de Santa Maria Madalena. A torre sineira era constituída por apenas dois registos e rematada por uma cúpula recortada, inscrita num espaço de planta quadrangular e decorada com cinco coruchéus, quatro dispostos na base e um no topo.
Atualmente, a cobertura foi elevada em 100 cm, com a introdução de um gagilé junto à entrada da igreja. A torre sineira perdeu as suas características barrocas, tendo-lhe sido acrescentados dois patamares. Foi-lhe também incorporado um relógio, rematado por uma pirâmide telhada. A igreja é composta por duas naves perpendiculares entre si, que terminam na zona do altar, além de duas tribunas e do coro alto. No interior, as paredes são revestidas por azulejos de padrão seiscentista. Em algumas partes da nave mais antiga conservam-se ainda exemplares dos azulejos originais.
Proximidade pagã Junto à Igreja da Madalena, encontram-se quatro lápides romanas, por vezes chamadas de Lápides das Pedras Negras (por terem sido encontradas junto à rua com o mesmo nome), incorporadas na parede do edifício na Travessa do Almada. Uma delas é um ex-voto à deusa Cibele e, segundo o olisipógrafo Augusto Vieira da Silva (1896-1951), foi encontrada com as outras três num conjunto de vestígios romanos descobertos em 1753 e 1754 quando se iniciaram trabalhos de construção no local. Entre os achados, encontrar-se-iam, também, os restos de um edifício que alguns estudiosos crêem tratar-se das ruínas de um templo à deusa Cibele.
Galeria
Ver também Arquitetura manuelina Arquitetura religiosa Lista de património edificado em Lisboa
Bibliografia Lisboa Antiga e Lisboa Moderna (de Angelina Vidal)
Ligações externas
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