Joaquim Celestino de Abreu Soares (Vila de São Carlos, 22 de maio de 1822 — Campinas, 18 de fevereiro de 1888), primeiro e único barão de Paranapanema, foi um influente proprietário rural, comerciante e político brasileiro durante o período imperial.
Biografia Filho do capitão Joaquim Soares de Carvalho e de dona Maria Felicíssima de Abreu. Sua mãe foi a doadora do terreno onde hoje se ergue a Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Era neto materno de Joaquim Pedro Celestino Soares, capitão da Marinha Real Portuguesa.
Em sua juventude, dedicou-se ao comércio, atividade que abandonou posteriormente para ingressar na agricultura cafeeira. Em 1842, prestou serviços militares durante a Revolução Liberal.
O ciclo do café e posses Tornou-se um dos grandes nomes da produção cafeeira em Campinas. Foi o proprietário da gigantesca Fazenda Paraíso, onde cultivava cerca de 100 mil pés de café. A extensão desta propriedade abrangia as terras onde atualmente estão localizados bairros campineiros como Jardim Proença, Santa Eudóxia, Jardim São Fernando e Jardim Guarani.
Além da Fazenda Paraíso, destacam-se outras posses rurais importantes: Fazenda Atibaia (atual Espírito Santo do Pinhal); Fazenda Camanducaia (em Jaguariúna); Fazenda Santa Helena (entre Brotas e Dourados).
Vida pública e benemerência Na política, era filiado ao Partido Conservador. Foi eleito vereador à Câmara Municipal de Campinas, exercendo seu mandato entre os anos de 1873 e 1876.
Atuou como benfeitor na comissão de obras da Catedral Metropolitana de Campinas, inaugurada em 1883, e investiu seus recursos ativamente na Santa Casa de Misericórdia.
Recebeu o título de barão por decreto imperial de 15 de setembro de 1887. Em sua memória, uma rua no bairro do Bosque, em Campinas, leva o seu nome.
Casamentos e descendência Casou-se três vezes ao longo de sua vida: 1ª Núpcias (1841): Com Joaquina Angélica de Oliveira (irmã de Bento Quirino dos Santos). Tiveram quatro filhos. 2ª Núpcias (1854): Com Maria das Neves de Andrade. Ambas faleceram no parto em 1859. 3ª Núpcias (1861): Com Maria Carolina de Toledo Soares (sobrinha do Barão do Descalvado). Tiveram sete filhos.
Uma de suas netas, Colatina Soares de Azevedo, foi homenageada emprestando seu nome ao município de Colatina, no Espírito Santo. Seu neto caçula, o médico Gilberto Celestino Soares (1927–?), foi o responsável por preservar o acervo histórico da família.
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