Pacific Racing foi uma equipe britânica de Fórmula 1 fundada por Keith Wiggins, em 1984. Disputou as temporadas de e da categoria.
História thumb|190px|esquerda|Carro da Pacific guiado por David Coulthard na F-3000 em 1993. Antes da Fórmula 1, a Pacific disputou a Fórmula Ford britânica e a Fórmula 3, com relativo sucesso em ambas. Na Fórmula 3000, estreou em 1989 tendo como pilotos JJ Lehto, Eddie Irvine e Allan McNish, e terminou o campeonato em sétimo lugar, com 17 pontos ganhos.
Nas demais temporadas a partir de 1990 (exceção em 1994 e 1995), a equipe conquistou cinco vitórias e o título da temporada de 1991 com o brasileiro Christian Fittipaldi. Encerraria suas atividades após uma fraca temporada em 1997.
Fórmula 1 thumb|190px|esquerda|Bertrand Gachot pilota o PR01 no GP do Pacífico de 1994 thumb|190px|esquerda|Gachot no GP da Grã-Bretanha de 1995. Em , a Pacific migrou da F-3000 para a Fórmula 1, mudando seu nome para Pacific Grand Prix. A temporada de estreia na categoria foi um desastre: tendo como pilotos o franco-belga Bertrand Gachot, de volta à categoria após uma rápida passagem pela CART, e o francês Paul Belmondo, que também regressava após um ano sem competir em monopostos (em , foi piloto de testes da Benetton), além do jovem britânico Oliver Gavin como piloto de testes, além do come-pedra PR01, que sempre tinha desenvolvimento limitado, chegando a ser 7 segundos mais lento do que o restante do grid (inclusive no GP da Austrália, Bertrand Gachot ficou à incriveis 6 minutos mais lentos do que o penúltimo colocado) além do fraco motor Ilmor, a escuderia largou em apenas 5 corridas (5 com Gachot, duas com Belmondo) e a partir do GP da França até o GP da Austrália, não se classificou para nenhuma outra corrida na temporada.
No final, a Pacific encerrou o campeonato em último lugar na classificação dos construtores, sem pontuar, assim como Lotus e Simtek.
Para , foram feitas mudanças na estrutura do time, que trocaria a pintura prata por uma predominantemente azul, além de partes em branco e em "British Green" (a Pacific havia concretizado uma fusão com a Lotus, chegando a ostentar o logotipo da tradicional escuderia inglesa no carro).
Nas primeiras 8 corridas, Gachot, que também era um dos acionistas do time, seguiu no time até ser substituído por Giovanni Lavaggi (que também chegou a ser piloto de teste da escuderia em 1994) em 4 corridas e por Jean-Denis Délétraz em duas, antes de regressar a tempo de conquistar o melhor resultado da Pacific na F-1, um oitavo lugar no GP da Austrália (mesma posição obtida no GP da Grã-Bretanha) - dois pilotos chegaram a negociar com o time: o japonês Katsumi Yamamoto, da Fórmula Nippon (disputaria as etapas do Pacífico e de Suzuka) e Oliver Gavin (também para o GP da Austrália). Andrea Montermini, o segundo piloto, foi o único que disputou a temporada completa.
Mesmo com muitas reformulações, o carro PR02 continuava sendo come-pedra, sendo até 12 segundos mais lento do restante do grid (como aconteceu com Deletráz em Portugal).
Com o carro inútil, a Pacific ocupou durante a maior parte do campeonato no fundão do grid, terminando o campeonato de construtores na penúltima posição, a frente apenas da Simtek (que só disputou apenas 4 etapas antes de fechar as portas por problemas financeiros).
A equipe tinha planos de seguir na categoria em 1996, mas as negociações não vingaram, principalmente por causa de problemas financeiros. Assim, a Pacific sai da Fórmula 1, depois de apenas duas temporadas. No total, foram 22 largadas na categoria, e nenhum pontinho sequer foi marcado.
No mesmo ano, regressou à Fórmula 3000 com Cristiano da Matta e Patrick Lemarié como pilotos e terminou o campeonato de construtores em 7º lugar, com 9 pontos (7 do brasileiro e 2 do francês).
Disputaria ainda a temporada de 1997, com Oliver Tichy (9 pontos, com um pódio) e Marc Gené, que deixou a equipe após largar em um único GP.
Posteriormente, a equipe se aventurou em algumas provas de esportes protótipos, participando das 24 Horas de Le Mans, em 1997 e 1998, mas os consecutivos resultados ruins, aliado aos problemas financeiros, fizeram com que a equipe fechar as portas depois de 2 corridas pelo Campeonato Mundial de Sport-Protótipos da FIA, em 1998.
Carros AnoNome oficialModeloMotorPneuCombustívelPilotosPilotos de testesClass. pilotosClass. construtores 1994Pacific Grand Prix Ltd.Ursus Pacific Grand PrixPR01Ilmor 2175A 3.5 V10Elf33 Paul Belmondo34 / Bertrand Gachot Giovanni Lavaggi Oliver Gavin Gachot - 38º (0 PT)Belmondo - 41º (0 PT)14º lugar (0 PT) 1995Pacific Grand Prix Ltd.PR02Ford EDC 3.0 V8Elf16 / Bertrand Gachot Giovanni Lavaggi Jean-Denis Délétraz17 Andrea Montermini Oliver Gavin Montermini - 25º (0 PT)Gachot - 26º (0 PT)Délétraz- 34º (0 PT)Lavaggi - 35º (0 PT)12º lugar (0 PT)
Pilotos Bertrand Gachot - Em final de carreira, o franco-belga disputou 16 provas com a Pacific, tendo um oitavo lugar como seu melhor resultado. Além de piloto, Gachot era um dos sócios da escuderia. Paul Belmondo - Após não encontrar vaga na F-1 em 1993, assinou com a Pacific para a temporada de 1994. Seu desempenho foi fraco: em 16 corridas, largou em apenas duas. Andrea Montermini - Recuperado do acidente nos treinos para o GP da Espanha de 1994, quando corria pela Simtek, o italiano disputou 17 provas, em 1995. Teve como seu melhor resultado na temporada de 1995 um oitavo lugar, no GP da Alemanha. Giovanni Lavaggi - Piloto de testes da Pacific em 1994, Lavaggi foi contratado para o lugar de Gachot, por motivos financeiros. Estreou já aos 37 anos de idade, e disputou 4 corridas, abandonando em todas. Jean-Denis Délétraz - Disputou 2 corridas em 1995, e também não completou nenhuma. Sua vaga foi repassada a Bertrand Gachot, então o piloto titular.
Categoria:Equipes de automobilismo do Reino Unido Categoria:Equipes de Fórmula 1