O glaciar Furtwängler situa-se próximo do cume do Monte Quilimanjaro na Tanzânia. Este glaciar é o que resta de uma grande calota de gelo que em tempos coroava o cume. Esta calota viu a sua dimensão reduzida de forma significativa durante o século XX e entre 1912 e 2000, desapareceram 82% do gelo glaciar existente nesta montanha.
O recuo do gelo glaciar no cume deverá continuar e por volta de 2020 todos os glaciares no cume do Quilimanjaro deverão ter desaparecido apesar de as neves sazonais continuarem a cobrir as secções mais altas da montanha durante vários meses do ano.
Este glaciar ostenta o nome de Walter Furtwängler, quem em conjunto com Ziegfried Koenig, foram os quartos a atingir o cume do Quilimanjaro em 1912.
Um glaciar em via de desaparecer 250px|right|thumb|Imagem da NASA obtida em 2004, com as localizações dos principais glaciares do Monte Quilimanjaro
No período de tempo decorrido entre as medições efectuadas em 1976 e 2000, a superfície do glaciar Furtwängler diminuíu quase 50%, de 113 000 m² para 60 000 m². Durante trabalhos de campo levados a cabo em 2006, os cientistas descobriram um grande buraco próximo do centro do glaciar. Este buraco, que se estende pelos 6 metros de espessura restantes no glaciar até à rocha subjacente, deverá ter a sua dimensão aumentada até causar a divisão do glaciar em 2007.
O estudo de 2006 verificou ainda que durante os primeiros anos do não houve qualquer acumulação de gelo em nenhum dos glaciares do Quilimanjaro. Poderá estar à vista o fim de um registo único sobre 11 700 anos de variabilidade climática na África. Apenas restarão as amostras de gelo previamente obtidas e conservadas nos frigoríficos dos laboratórios dos glaciólogos.
Um dos possíveis impactos do desaparecimento dos glaciares do Quilimanjaro poderá ocorrer ao nível da disponibilidade de água em nascentes e poços que são parcialmente abastecidos com água de origem glaciar.
Ver também Recuo dos glaciares desde 1850
Referências
Furtwangler Categoria:Monte Quilimanjaro