Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (Pindamonhangaba, 7 de novembro de 1952) é um médico,Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho. CRM: 32222. Situação: ativo professor e político brasileiro. Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), é o 26.º vice-presidente do Brasil desde 2023. Exerceu, cumulativamente, o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil de 2023 a 2026. Foi governador do Estado de São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, tendo sido o político que por mais tempo comandou o governo paulista desde a redemocratização do Brasil. Lecionou como professor universitário no curso de medicina da Universidade Nove de Julho e é membro da Academia de Medicina de São Paulo. É o atual vice-presidente nacional do PSB, desde 1.º de junho de 2025.
Alckmin é sobrinho do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Rodrigues Alckmin, e primo de José Maria Alkmin, que também foi vice-presidente da República. É casado com Lu Alckmin, com quem teve três filhos: Sophia Alckmin, Geraldo e Thomaz Alckmin, este último falecido. Formado em medicina pela Universidade de Taubaté, iniciou sua carreira política em Pindamonhangaba, onde foi eleito vereador, presidente da Câmara dos Vereadores e prefeito. Depois, foi eleito para a Assembleia Legislativa nas eleições de 1982 e para deputado federal em 1986 e 1990. Em 1988, foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao qual foi filiado até 2021. Entre 1991 e 1994, presidiu o PSDB-SP.
Em 1994, elegeu-se vice-governador de São Paulo na chapa de Mário Covas. Em 2000, concorreu à prefeitura de São Paulo, sendo derrotado no primeiro turno. Com a morte de Covas, em março de 2001, assumiu o governo do estado e se reelegeu em 2002. Em março de 2006, renunciou ao governo paulista para concorrer à presidência na eleição do mesmo ano. Obteve 39,17% dos votos no segundo turno, sendo derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2008, candidatou-se à prefeitura de São Paulo, sendo novamente derrotado no primeiro turno. Em 2009, foi nomeado secretário de desenvolvimento do estado de São Paulo pelo governador José Serra.
Foi novamente eleito governador de São Paulo, no primeiro turno da eleição de 2010, retornando ao Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 2011. Em 2014, reelegeu-se também no primeiro turno. Renunciou em abril de 2018 para disputar a eleição presidencial daquele ano, em que concorreu novamente à presidência da República e logrou a quarta colocação, com 4,7% dos votos válidos. Em 2022, filiou-se ao PSB e elegeu-se vice-presidente da República na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 3 de novembro de 2022 foi nomeado para chefiar a transição de governo.Governo Bolsonaro nomeia Alckmin e oficializa início da transição. informoney. Acesso em 6 de novembro de 2022. Ele também é candidato à vice-presidência do Brasil em 2026 pelo PSB
Familiares, formação e docência Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho nasceu na cidade paulista de Pindamonhangaba, Vale do Paraíba, descendente de judeus sefarditas da Península Ibérica. É filho de Míriam Penteado e Geraldo José Rodrigues Alckmin, tendo este militado na União Democrática Nacional (UDN). Também é sobrinho de José Geraldo Rodrigues de Alckmin, que foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e primo de José Maria Alkmin, que foi vice-presidente da República durante o governo Castelo Branco.
Alckmin é católico praticante e, segundo a revista Época, recebeu formação cristã da prelazia Opus Dei, tendo ele declarado à revista que o seu tio, José Geraldo, era membro dessa instituição e que seu pai, Geraldo José, era franciscano. Afirmou, porém, que jamais fez parte do Opus Dei.
É casado desde 1979 com Lu Alckmin, com quem teve três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz. Este último morreu em um acidente de helicóptero em 2 de abril de 2015, na cidade de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo.
Alckmin formou-se em 1977 pela então Faculdade de Medicina de Taubaté, atualmente vinculada à Universidade de Taubaté, com especialização em anestesiologia pelo IAMSPE obtida em 1979.
Lecionou como professor convidado do curso de mestrado em Cidades Inteligentes e Sustentáveis da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) entre 2019 e 2022.
Início da carreira política thumb|esquerda|upright|Cartaz da campanha de 1976 Alckmin iniciou a carreira política nos movimentos estudantis católicos (1970) e na faculdade de medicina, e foi neste seio que recebeu o convite de seu amigo e então presidente do antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Pindamonhangaba, Paulo Delgado, a filiar-se naquela agremiação, que fazia oposição à ditadura militar.
Formalizou sua filiação partidária em 14 de agosto de 1972, aos dezenove anos de idade, quando ainda estava no primeiro ano da faculdade de medicina. Já na primeira disputa como candidato, elegeu-se vereador no município paulista de Pindamonhangaba em 1972. Foi eleito com , sendo o vereador mais votado entre os eleitos e o vereador proporcionalmente mais bem votado da cidade até hoje, com mais de 10% dos votos válidos. Alckmin foi escolhido presidente da Câmara Municipal logo em seu primeiro mandato.
Em 1976, foi eleito prefeito de Pindamonhangaba, tornando-se o mais jovem prefeito da cidade. Alckmin venceu a eleição por uma diferença de 67 votos. Assumiu o cargo em 1977, seu último ano no curso de medicina. Já empossado prefeito, nomeou seu pai chefe de gabinete da prefeitura, o que gerou acusações de nepotismo.
Nas eleições estaduais de 1982, foi eleito deputado estadual de São Paulo com votos.
Deputado federal Nas eleições de 1986, Alckmin foi eleito deputado federal constituinte com . Em 1988, descontente com os rumos do PMDB, Alckmin, Franco Montoro, José Serra, Bresser Pereira, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas e outros dissidentes fundam o Partido da Social Democracia Brasileira.
Alckmin foi reeleito deputado federal nas eleições de 1990, desta vez com votos, sendo o quarto mais votado dentre os candidatos do PSDB. Neste segundo mandato, foi autor do projeto que transformou-se na Lei 8078/90, o Código de Defesa do Consumidor, que apresentou para apreciação do Congresso em 16 de novembro de 1988. Foi relator, na Câmara dos Deputados, do projeto que converteu-se na Lei de Benefícios da Previdência Social. Também foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), e relator do projeto de lei que facilita e disciplina a doação de órgãos para transplantes.
Vice-governador de São Paulo Alckmin foi presidente estadual do PSDB de São Paulo entre 1991 a 1994. Como presidente do partido, Alckmin fundou diretórios e atraiu aliados pelo interior do estado. Esse trabalho despertou a atenção de Mario Covas, que o escolheu como seu candidato a vice-governador nas eleições estaduais em São Paulo de 1994. A chapa Covas-Alckmin venceu a eleição, derrotando em segundo turno Francisco Rossi.
No primeiro ano de seu mandato, Covas nomeou Alckmin para a presidência do Programa Estadual de Desestatização (PED). O PED era um programa complexo que previa a privatização de importantes empresas estatais e concessão de trechos de rodovias e ferrovias à iniciativa privada. Naquele momento, o governo do estado passava por uma grande crise financeira, estando o Banespa, então o principal banco estatal do estado, sob intervenção do Banco Central do Brasil desde 31 de dezembro de 1994. O governo também estava impedido de contrair novos empréstimos e rolar dívidas. O PED foi o único programa estadual que cumpriu todas as metas de privatização estipuladas pelo governo federal.
Alckmin tornou-se também um dos principais articuladores políticos de Covas no interior paulista, principalmente no Vale do Paraíba e Litoral Norte, o que lhe garantiu a permanência como candidato a vice de Covas na campanha para a reeleição de 1998, onde ambos foram vitoriosos contra o então candidato Paulo Maluf.
Em 2000, como vice-governador, Alckmin foi admitido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial. Nas eleições do mesmo ano, Alckmin licenciou-se do cargo de vice-governador, e, por indicação de Covas, foi o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. Pouco conhecido na capital, partiu de índices de intenção de votos minúsculos para uma votação de 17,21%, ficando apenas votos atrás do segundo colocado, Maluf (então no PPB), que foi para o segundo turno com Marta Suplicy (PT). Marta venceu a eleição, e Alckmin voltou a ocupar o cargo de vice-governador. Esta foi a primeira eleição que Alckmin foi derrotado.
Governador de São Paulo (2001–2006)
Primeiro mandato; 2001–2003 thumb|upright|Alckmin em 2003 Em 22 de janeiro de 2001, com o agravamento do estado de saúde de Mário Covas, que se tratava de um câncer na bexiga, Alckmin assumiu interinamente o governo do Estado de São Paulo. Covas veio a falecer em 6 de março de 2001, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Alckmin foi empossado definitivamente no cargo no mesmo dia, com um mandato que terminaria em 1º de janeiro de 2003.
Eleições estaduais de 2002
Sua candidatura a reeleição em 2002 foi contestada por alguns partidos. O PT e o PPB entraram com uma ação na justiça pedindo a invalidação de sua candidatura e de seu vice, Cláudio Lembo. Os partidos argumentaram que Alckmin foi vice-governador por dois mandatos consecutivos e tornou-se governador após a morte de Covas, o que configuraria um terceiro mandato. Apesar da controvérsia, Alckmin foi candidato pela coligação "São Paulo em Boas Mãos", formada por três partidos: PSDB, PFL e PSD, sendo eleito no segundo turno com mais de doze milhões de votos.
Nas pesquisas iniciais, Alckmin estava atrás do ex-governador Paulo Maluf. Alckmin passou a liderar as pesquisas de intenções de votos após a segunda semana de setembro de 2002. Nas vésperas do primeiro turno, que foi realizado em 6 de outubro, pesquisas indicavam Alckmin na primeira colocação, seguido por Maluf e José Genoino empatados tecnicamente na segunda colocação.
No primeiro turno Alckmin conseguiu 7,5 milhões de votos (38,28%), classificando-se para o segundo turno, juntamente com José Genoino. No segundo turno, Alckmin tinha vantagens consideráveis em todas as pesquisas que foram realizadas. Os resultados das pesquisas confirmaram-se e Alckmin foi reeleito, tendo votos (58,64%), cerca de 3,5 milhões de votos a mais que Genoino.
Segundo mandato: 2003–2006 thumb|esquerda|Alckmin com o governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto em 2006. Segundo pesquisas realizadas pelo Datafolha em 4 de janeiro de 2004, Alckmin foi considerado o segundo melhor governador do país, tendo recebido nota 7,1 (numa escala de 0 a 10), perdendo somente para o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que havia recebido 7,2. Segundo outra pesquisa do mesmo instituto, divulgada em 17 de março de 2006, Alckmin conseguiu manter a alta popularidade e obteve o melhor índice de aprovação de seu mandato: 68% da população considerou a administração ótima ou boa, 23% regular e apenas 6% ruim ou péssima. A nota média do governo Alckmin subiu para 7,3. Segundo o próprio instituto e considerando pesquisas realizadas entre 1995 a 2006, poucos foram os governadores que alcançaram avaliação positiva tão alta quanto a de Alckmin. Ainda em 2003, Alckmin foi promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito Militar.
Alckmin deixou o governo do estado em 30 de março de 2006 devido à data-limite para sua desincompatibilização, tendo em vista a candidatura à Presidente da República. Passou o cargo para o vice-governador Cláudio Lembo (PFL) em uma cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes.
Campanha presidencial em 2006
thumb|Alckmin e o candidato a vice José Jorge durante a formalização da aliança entre PSDB e PFL para a eleição presidencial.