Wagner do Nascimento (Uberaba, 9 de abril de 1936 — Brasília, 6 de setembro de 2007) foi um engenheiro civil, professor e político brasileiro. Serviu como prefeito do município de Uberaba entre 1983 e 1988 e como deputado federal por Minas Gerais.

Biografia e Carreira Profissional Filho de Olívio Nascimento e Leontina Ferreira do Nascimento, formou-se em Engenharia Civil no ano de 1965 pela Faculdade de Engenharia do Triângulo Mineiro (atual UNIUBE). Atuou como professor universitário nas áreas de topografia, arquitetura e urbanismo.

Aprovado em concurso público, trabalhou como engenheiro na Secretaria de Viação e Obras Públicas de Minas Gerais. Em seu escritório particular de engenharia, participou da elaboração de projetos sociais e educacionais em Uberaba, tais como a Casa do Menino, Lar Fabiano de Cristo, Casa da Irmã Germana e a Escola Dulce de Oliveira (voltada para a comunidade surda-muda). Além disso, teve papel ativo na implantação dos Distritos Industriais (DIs) I, II e III, viabilizando a instalação de indústrias de fertilizantes que formaram o "pólo químico" do Triângulo Mineiro.

Trajetória Política Iniciou sua trajetória política em 1966, eleito vereador pela ARENA. Em 1970, foi eleito vice-prefeito na gestão de Arnaldo Rosa Prata e, em 1976, assumiu novamente a vice-prefeitura no governo de Silvério Cartafina Filho.

Nas eleições municipais de 1982, foi eleito prefeito de Uberaba pelo PMDB com 30.398 votos, embalado pelo sucesso da música "Fuscão Preto", adotada como a principal marca de sua campanha. O mandato na prefeitura estendeu-se por seis anos (1983–1988) em decorrência de exigências da reforma constitucional da época.

Após deixar a prefeitura, presidiu a Companhia de Distritos Industriais de Minas Gerais (CDI) entre 1989 e 1990. Nas eleições de 1990, foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Durante o mandato, em 1992, participou da votação que deu abertura ao processo de *impeachment* do presidente Fernando Collor de Mello. Voltou a disputar a prefeitura de Uberaba em 1996 sem obter êxito, retornando à Câmara dos Deputados no ano seguinte (1997). Após o fim de seus mandatos parlamentares, passou a atuar na iniciativa privada.

Realizações na Gestão (1983–1988) Entre as principais realizações de sua gestão na Prefeitura de Uberaba, destacam-se: Criação do Circo do Povo, espaço cultural itinerante dedicado à difusão da cultura, do folclore local e à oferta de cursos profissionalizantes (manicure, pedicure, crochê, pintura em tecido, entalhe em madeira e cerâmica); Instituição da Bolsa de Arrendamentos de Terra, em parceria entre produtores rurais, o Banco do Brasil e a Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (COHAGRA); Implementação do Arquivo Público de Uberaba; Inauguração de três escolas municipais de Ensino Médio, cinco escolas rurais de Ensino Fundamental, quatro escolas de pré-escolar (uma delas em regime de semi-internato) e o Centro de Estudos dos Supletivos de 1.º e 2.º Graus (CESU); Construção do reservatório elevado C-2 no bairro Fabrício e implantação de diversos emissários em outros bairros; Inauguração da avenida Santana Borges (ligando a cidade à rodovia BR-050) e das praças Augusto Lemp (em frente ao Cemitério) e Markito (no cruzamento da avenida Fidélis Reis com a rua Odilon Fernandes, no bairro Boa Vista); Reforma da estação de captação de água do rio Uberaba; Instalação de área destinada à Petrobrás para tancagem de álcool e atração de unidades de empresas como Du Pont e FMC; Reforma das avenidas da Saudade, José Marcus Cherém e Nenê Sabino; Idealização e construção do Parque das Acácias (Mata do Carrinho).

Condenação Em junho de 1988, Wagner foi condenado pela Justiça mineira por apropriação de verbas municipais, sendo sentenciado a dez anos de reclusão e ao ressarcimento do valor subtraído. No entanto, ele recorreu da sentença e concluiu seu mandato como prefeito em 31 de dezembro do mesmo ano.

Ainda em 1988, foi nomeado Presidente de Honra do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Minas Gerais.

Morte Faleceu na manhã de 6 de setembro de 2007, aos 71 anos, em Brasília, vítima de um ataque cardíaco.

Referências

Bibliografia FERRARI, Danilo Costa; CELLURALE, Luiz Henrique; DINIZ, Marise Soares; TOSTA, Cíntia Gomide. Administração Municipal em Uberaba de Capitão Domingos a Anderson Adauto. Uberaba: Arquivo Público de Uberaba / Publi Editora, p. 77.

Ligações externas

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