Berbigão (pl.: berbigões; ou brebigão) é o nome comum, ou denominação vernácula, em português, que pode ser dado às seguintes espécies ou gêneros de moluscos bivalves, marinhos e costeiros, utilizados na alimentação humana: Em Portugal Cerastoderma edule (Linnaeus, 1758) - família Cardiidae; também denominado berbigão-comum-europeu Gênero Cerastoderma Poli, 1795 - família Cardiidae; denominados cockle (sing.), em inglêsABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (Op. cit., pp.329-332.). Acanthocardia aculeata (Linnaeus, 1758) - família Cardiidae; denominado berbigão-de-bicos Acanthocardia echinata (Linnaeus, 1758) - família Cardiidae; denominado berbigão-de-bicos Acanthocardia paucicostata (G. B. Sowerby II, 1834) - família Cardiidae; denominado berbigão-de-bicos Acanthocardia tuberculata (Linnaeus, 1758) - família Cardiidae; denominado berbigão-grande Laevicardium crassum (Gmelin, 1791) - família Cardiidae; denominado berbigão-lustroso Laevicardium oblongum (Gmelin, 1791) - família Cardiidae; denominado berbigão-lustroso No Brasil Dallocardia muricata (Linnaeus, 1758); ex Trachycardium muricatum - família CardiidaeSANTOS, Eurico (Op. cit., p.42.). Anomalocardia flexuosa (Linnaeus, 1767); ex Anomalocardia brasiliana - família Veneridae Tivela mactroides (Born, 1778) - família Veneridae O agrônomo Eurico Santos, divulgador da fauna do Brasil, afirma que "o nome dado ao marisco propagou-se por confusão" e ainda cita uma quarta espécie denominada berbigão, na América do Sul: Leukoma pectorina (Lamarck, 1818); por ele nomeada Chione pectorina e pertencente à família Veneridae. Rodolpho von Ihering comenta, no seu Dicionario dos Animais do Brasil, esta denominação para Anomalocardia flexuosa e cita que "em Portugal dão êste nome à concha que aqui mencionamos sob mija-mija", outro nome dado para Dallocardia muricata. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa afirma que sua etimologia provém da palavra grega bérberi, significando concha com pérola; de "combinatória morfonológica e evolução não esclarecidas". Carlos Nobre Rosa comenta que "os berbigões são muito procurados porque constituem bom petisco. Preparados com molho ou com arroz são bem saborosos. Por estes motivos encontram-se à venda nos mercados e bancas de ostras". thumb|right|280px|À esquerda o berbigão-grande europeuː Acanthocardia tuberculata (Linnaeus, 1758); à direita a espécie sul-americanaː Dallocardia muricata (Linnaeus, 1758). thumb|right|280px|Berbigões sul-americanos da espécie Tivela mactroides (Born, 1778) são comercializados sob uma concha de Cassis, na Venezuela; onde recebem a denominação vernácula guacuco.

Conservação Embora fossem consideradas espécies comuns, durante o século XX, em 2018 a Anomalocardia flexuosa e a Tivela mactroides foram colocadas no Livro Vermelho da fauna brasileira; publicado pelo ICMBio; consideradas, respectivamente, como espécie pouco preocupante (LC) e espécie deficiente de dados (DD). thumb|right|280px|O berbigão comercialmente mais importante da costa brasileira pertence à espécie Anomalocardia flexuosa (Linnaeus, 1767); ex Anomalocardia brasiliana Gmelin, 1791; que está sofrendo um impacto ambiental a ponto de ser colocado no Livro Vermelho da fauna brasileira ameaçada; publicado pelo ICMBio.

Categoria:Bivalves