Quaresma é um filme português de José Álvaro Morais, a sua última obra. Nela permanece, como nas anteriores, o interesse pelo retrato de pessoas que contraditoriamente aceitam e rejeitam a terra em que nasceram.

Estreou no Cinema King, em Lisboa a 21 de Agosto de 2003.

Ficha sumária

Produtor: Paulo Branco Produção – Madragoa Filmes (Portugal) e Gemini Filmes (Paris) Argumento – Jeanne Waltz e José Álvaro Morais Realizador: José Álvaro Morais Actores principais: Beatriz Batarda, Filipe Cary, Rita Durão Rodagem – Primavera de 2002 Formato – 35 mm cor Dolby digital Género: ficção Duração – 95’ Ante-estreia – Festival de Cannes, Maio de 2003 Distribuição – Medeia Filmes (Lisboa) e Gémini Films (Paris)

Sinopse Antes de ir trabalhar para a Dinamarca, David, engenheiro especializado em energia eólica, desloca-se à Covilhã, sua terra natal, onde tem parentes que há muito não via, porque o seu avô morreu. Casado, pai de uma garota, terá em breve de partir com a mulher e a filha. Trava entretanto conhecimento com Ana, casada com um primo, mulher intrigante por quem se deixa seduzir e que lhe diz: «Se me amas tens que me adivinhar!». A relação, ardente, prolonga-se nas paisagens frias da Dinamarca.

«E a pergunta, a grande pergunta de todos os filmes de José Álvaro de Morais mantém-se: que país é este, que agarra as pessoas com tanta força ao mesmo tempo que lhes dá vontade de fugir?» (Luís Miguel Oliveira no dossier do filme para Festival de Cannes de 2003)

O retrato

Trata-se de um retrato de personagens da burguesia provinciana do meio rural do centro-norte de Portugal, com raízes num meio agreste e montanhoso, perto da Covilhã, na Serra da Estrela. O ambiente é de clausura, de horizontes fechados, de algo que não só impregna a natureza como se transmite e contamina a mentalidade das pessoas, de algo que não as larga mesmo quando optam pela fuga, mesmo quando deixam a sua terra de origem e mudam de país.

Retrato de uma odisseia «em circuito fechado», de «um road movie que anseia pela estrada que o confirme».

Elenco Beatriz Batarda- Ana Filipe Cary - David Rita Durão - Lúcia Ricardo Aibéo - Gui Laura Soveral - Maria Carvalho Paula Guedes - Maria Ester Teresa Madruga - Julieta Fernando Heitor - Tio Vasco Rita Loureiro - Maria Antónia Nuno Lopes- Filomeno Cândido Ferreira - Senhor Fazenda Pietro Romani - Pi Fernando Sena - Presidente David Almeida - Pipa João Baptista - Soldado

Ficha técnica

Argumento – Jeanne Waltz e José Álvaro Morais Supervisão de argumento – Jorge Cramez Realizador: José Álvaro Morais Assistentes de realização – Paulo Belém e Nuno Milagre

Produtor: Paulo Branco Produção – Madragoa Filmes (Portugal) e Gemini Filmes (Paris) Directora de produção – Patrícia Almeida Chefe de produção – Alexandre Oliveira Assistentes de produção – Paulo Belém e Nuno Milagre

Director de som – Philippe Morel Montagem de som e misturas – Gérard Rousseau Música original – Bernardo Sassetti

Fotografia – Acácio de Almeida Assitentes de câmara – Edmundo Diaz e Sandra Meleiro

Montagem – Christine Maffre Segundo montador – Paulo Milhomens

Decoração – Isabel Branco Guarda-roupa – Sílvia Grabowski Caracterização – Aracelli Fuente

Locais de filmagem – Castelo Novo e Dinamarca, Rodagem – Primavera de 2002 Formato – 35 mm cor Dolby digital Duração – 95’

Distribuição – Medeia Filmes (Lisboa) e Gémini Films (Paris) Ante-estreia – Festival de Cannes, Maio de 2003 Estreia: Cinema King, em Lisboa, 21 de Agosto de 2003

Fesitvais

Festival de Cannes (Quinzena dos Realizadores), 2003

Ver também Cinema de Portugal

Ligações externas Quaresma - ficha do produtor Quaresma em Cinema 2000 Peixe Lua – Ficha RTP

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