Salvinia auriculata Aubl., conhecido popularmente como mururé-carrapatinho, orelha-de-onça e salvínia, é uma planta aquática flutuante livre, pteridófita, da família Salviniaceae, presente na América, de Cuba ao Paraguai, e abundante no Pantanal. Possui folhas ovaladas, de 2,5 por 2 centímetros, cheias de pelos que repelem a água. As raízes (na verdade, folhas modificadas) saem de uma estrutura em formato de âncora, abaixo das folhas, que se comportam como esponja, segurando água e sedimentos. Entre as raízes, há esporocarpos com pedúnculo de cerca de um centímetro, onde ficam os esporos.
Etimologia "Mururé" originou-se do tupi muru'ré.FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 173 "Carrapatinho" é uma alusão ao formato de suas folhas, semelhantes ao carrapato, bem como ao seu comportamento de se prender a qualquer detrito sobre a água. O formato de suas folhas também motivou a denominação "orelha-de-onça". Habitat Encontrada no lago do Parque Natural Municipal do Guairacá. Curitiba, março/2014.
Características A orelha-de-onça é uma planta ornamental, podendo ser usada em jardins aquáticos e aquários. Ela propaga-se rapidamente, sendo pioneira na sucessão biológica em corpos d'água após a seca ou em locais perturbados pelo homem. Suas raízes servem de habitat para animais aquáticos e abrigo e local de desova de alevinos e larvas de peixes.
Em inglês, é conhecida como water fern ("samambaia d'água") e, em espanhol, como oreja de ratón ou voy contigo.
Potencial de fitorremediação Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) no Rio Piracicaba apontou que a Salvinia auriculata possui grande potencial para a fitorremediação de recursos hídricos contaminados por medicamentos. Durante os experimentos, as raízes da planta funcionaram como uma espécie de "esponja" natural, absorvendo poluentes e reduzindo os danos genéticos causados no DNA de peixes (como o lambari, Astyanax sp.) por antibióticos como o cloranfenicol. Os cientistas ressaltam, porém, que o uso da técnica exige manejo e descarte adequados da biomassa para evitar que as plantas saturadas se tornem uma fonte secundária de poluição ambiental.
Bibliografia
Ligações externas Salvinia auriculata na obra Flora Brasiliensis
Categoria:Plantas aquáticas Categoria:Pteridopsida