thumb|Símbolo do Movimento Jovem Sionista-Socialista (Romênia, 1945) O sionismo trabalhista ou socialista é a ala de esquerda tradicional da ideologia sionista. Ao contrário da tendência do "sionismo político" fundada por Theodor Herzl e defendida por Chaim Weizmann, o sionismo trabalhista não acreditava que o Estado Judaico seria criado simplesmente pelo apelo à comunidade internacional ou a uma nação poderosa como o Reino Unido, a Alemanha ou o Império Otomano. Em vez disso, os sionistas trabalhistas acreditavam que o Estado Judaico apenas podia ser criado como parte da luta de classes, através dos esforços da classe trabalhadora judaica estabelecendo-se na Palestina e construindo um estado através da criação de kibbutzim no campo e de um proletariado nas cidades.

O sionismo trabalhista cresceu em tamanho e influência e obliterou o "sionismo político" nos anos 1930, tanto em nível internacional quanto dentro do Mandato Britânico da Palestina, onde os sionistas trabalhistas dominaram as instituições do Yixuv, particularmente a federação sindical conhecida como a Histadrut. A Haganá (mais tarde a Palmach) - a maior força paramilitar sionista - era uma instituição sionista trabalhista. Desempenhou um papel de liderança na guerra árabe-israelense de 1948 (a guerra de independência de Israel), e os seus antigos membros dominaram o exército israelense durante décadas após a formação do Estado de Israel em 1948.

Alguns dos ideólogos do movimento do sionismo trabalhista foram por exemplo Moses Hess, Nachman Syrkin, Ber Borochov e Aaron David Gordon; líderes do movimento foram, entre outros, David Ben-Gurion, Golda Meir e Berl Katznelson. O principal veículo do sionismo trabalhista foi o partido Poale Zion que se dividiu em uma facção de esquerda e uma de direita. O partido Poale Zion de esquerda acabou por se coligar com o Hashomer Hatzair para se tornar o partido Mapam (mais tarde Meretz), enquanto o Poale Zion de direita se tornou o partido Mapai (mais tarde o Partido Trabalhista). Esses dois partidos foram inicialmente os maiores partidos no Yixuv e na primeira Knesset israelense. O Mapai (Partido Trabalhista), em particular, dominou a política israelita, tanto no período pré-independência da Yixuv como nas primeiras três décadas da existência do Estado de Israel, até que o sionismo revisionista (representado pelo partido Likud) se tornou uma força com crescente influência na política israelita.

Ideologia center|miniaturadaimagem|Socialistas tiveram grande presença na criação do Estado de Israel. Na foto, o movimento Kibutz realiza uma cerimônia a Israel No livro Roma e Jerusalém: A Última Questão Nacional, escrito por Moses Hess em 1862, defendia que os judeus se estabelecessem na Palestina como forma de resolver a questão nacional. Hess propôs um estado socialista no qual os judeus se tornariam agrários por meio de um processo de "redenção do solo" que transformaria a comunidade judaica em uma verdadeira nação, na qual os judeus ocupariam as camadas produtivas da sociedade, em vez de serem uma classe mercantil intermediária e improdutiva, como ele os via.

O marxista Ber Borochov, dando continuidade ao trabalho de Hess, propôs a criação de uma sociedade socialista que corrigisse a "pirâmide invertida" da sociedade judaica. Borochov acreditava que os judeus eram forçados a abandonar suas ocupações comuns pela hostilidade e competição dos gentios, usando essa dinâmica para explicar a relativa predominância de profissionais judeus em detrimento dos trabalhadores. Ele argumentava que a sociedade judaica não seria saudável até que a pirâmide invertida fosse endireitada e um número substancial de judeus voltasse a ser operários e camponeses. Isso, segundo ele, só poderia ser alcançado pelos judeus em seu próprio país. A obra Profecia e Política: Socialismo, Nacionalismo e os Judeus Russos, 1862–1917, afirma que Borochov rejeitou repentinamente o voluntarismo em favor do determinismo.

David Ben-Gurion, o primeiro ministro da história do Estado de Israel, propôs uma luta de classes judaica, na qual os judeus deveriam restaurar do zero em pró da "Nação Através do Trabalho" e defendia um establishment que combinasse ideiais comunitários e socialistas. Ben-Gurion desempenhou grande apoio socialista além de suas próprias ideias, sendo ela a Histadrut, uma corporação massiva que possuía indústrias, cooperativas, bancos e o principal sistema de saúde do país, controlando grande parte da economia pré-Estado. O Mapai, o principal partido político socialista de Israel e o apoio aos Kibutzim.

Joseph Trumpeldor também é considerado um dos primeiros ícones do movimento sionista socialista na Palestina. Ao discutir o que significa ser um pioneiro judeu, Trumpeldor afirmou:

O Kibutz, movimento agrário e socialista, deu apoio completo aos judeus, saindo em defesa do movimento judaico e ajudou coletivamente no assentamento e na imigração dos judeus a terra palestina, pouco antes da fundação do Estado de Israel.

Israel, com a ala socialista sendo a detentora do cenário político até então, atraiu interesses de estados socialistas durante o século XX, sendo a maior delas a União Soviética sob a jurisdição de Josef Stalin. A URSS foi o primeiro país a reconhecer a independência de Israel e a criminalizar o antissemitismo.

Ver também Na'amat Socialismo judaico Partido Trabalhista de Israel (HaAvoda)

Trabalhista Categoria:Ideologias Categoria:Política judaica Categoria:Socialismo Categoria:Sincretismo político Categoria:Nacionalismo de esquerda