Abu Maomé Ali ibne Amade ibne Saíde ibne Hazme (; Munte Lixum, Califado de Córdova, 7 de novembro de 994 – Munte Lixum,Ibn ḥazm. Oxford Islamic Studies Online 15 de agosto 1064,Ibn Hazm. The Ring of the Dove: A Treatise on the Art and Practice of Arab Love. Trans. A. J. Arberry. Luzac Oriental, 1997 ISBN 1-898942-02-1 / 456 AH), mais conhecido como ibne Hasme,Nykl, A. R. "Ibn Ḥazm's Treatise on Ethics". The American Journal of Semitic Languages and Literatures, Vol. 40, No. 1. (Oct., 1923), pp. 30–36.Enfrentamientos entre árabes y beréberes. Artehistoria.Dialnet. Lista de títulos disponíveis sobre Ibn Hazm. Dizionario di filosofia (2009) treccani.it , ibn Khazem,Biswas, Paul S. Perceptions of Christianity Among South Asian Muslims in America. WestBow Press, 2020. ou Abenházam, Palacios, Miguel Asín Abenházam de Córdoba y su historia crítica de las ideas religiosas, 5 v., Madrid Tip. de la Revista de archivos, 1927-32.1927–32 [repr. 1984]. aportuguesado como Abzeme, ou ibne Házeme, ibne Hazme, também referido como Alandalusi Azairi (al-Andalusī aẓ-Ẓāhirī)A. R. Nykl. "Ibn Ḥazm's Treatise on Ethics". The American Journal of Semitic Languages and Literatures, Vol. 40, No. 1. (Oct., 1923), pp. 30–36. foi um erudito, poeta, historiador, jurista e teólogo andalusino, considerado o pai da religião comparada.
Descrito como um dos mais estritos intérpretes dos hádices, foi um dos principais proponentes e codificadores da escola de jurisprudência islâmica zahiri (sunita). A Enciclopédia do Islã refere-se a ele como um dos maiores pensadores do mundo islâmico.Arnaldez, R. Ibn Ḥazm. Encyclopaedia of Islam, 2d Ed. Brill Online, 2013. Ref. 9 de janeiro de 2013Islamic Desk Reference, p. 150. Ed. E. J. Van Donzel. Leiden: Brill Publishers, 1994. Produziu cerca de 400 obras (totalizando cerca de 80 000 páginas), das quais apenas 40 chegaram à nossa época.Kechichian, Joseph A. A mind of his own. Gulf News, 20 de dezembro de 2012.Kalin, Ibrahim; Ayduz, Salim(ed.), The Oxford Encyclopedia of Philosophy, Science, and Technology in Islam, Volume 1, p. 328 Sua produção abrange várias áreas do conhecimento, tais como jurisprudência islâmica, história, genealogia, ética, teologia e religião comparada. Seu grande tratado histórico-religioso al-Fiṣal ('Discriminação') critica não só o judaísmo e o cristianismo, mas também as seitas muçulmanas heterodoxas - embora ele próprio tenha rompido com a ortodoxia, nos campos jurídico e teológico, apoiando o sistema zahirita.
Particularmente interessante é o seu tratado sobre o amor Ṭawq al-ḥamāma ('O colar da pomba'), onde a parte teórica é acompanhada por lembranças autobiográficas e anedóticas, com citações extensas de seus próprios versos.Enciclopedia Treccani: Ibn Ḥazm Nele, o autor relata a existência de homossexualidade feminina e masculina na comunidade islâmica, em particular a andalusa, condenado tais práticas como pecado à luz dos textos religiosos, mas advogando contra a pena de morte. Declara-se contra a visão de que era uma condição irredímivel e merecedora da mais elevada punição, e sugere reduzir a punição a apenas dez chibatadas.
Biografia Nasceu em Munte Lixum ou Munte Lixã (Montíjar), Niebla, perto de Huelva, O papel dominante que a cidade de Huelva desempenha atualmente em sua província homônima data apenas do início do século XIX; a província inclui Niebla, situada a menos de 30km a noroeste, hoje um pequeno assentamento rural. Na Idade Média, no entanto, era o contrário: Labla (Niebla) era um centro urbano de primeira categoria administrativa (kūra), do qual dependia a menor e menos importante Huelva (Ūnba/Wilba). Isso explica o fato de Niebla ainda possuir o mais impressionante patrimônio arquitetônico islâmico da província - em particular a muralha da cidade - enquanto não há restos monumentais preservados em Huelva. V. García-Sanjuán, Alejandro. Ibn Ḥazm and the territory of Huelva: personal and family relationships. In Adang, Camilla; Fierro, Maribel; Schmidtke, Sabine, Ibn Ḥazm of Cordoba - The Life and Works of a Controversial Thinker]. Leiden/Boston: Brill, 2013, p. 51. Taifa de Sevilha. De temperamento apaixonado e vigoroso polêmico, participou intensamente da vida política da sua próspera época. Foi vizir do califa mas, em consequência de intrigas palacianas, esteve na prisão em várias ocasiões, além de ter sofrido um breve desterro. Posteriormente, abandonou a política para se dedicar aos estudos de teologia e direito. Após as crises do Califado de Córdova, exilou-se em diferentes taifas de Alandalus - como a taifa de Sevilha, a convite de Almutadide , e a taifa de Maiorca. Morreria perto do sítio de seu nascimento.
Os seus pontos de vista controversos não foram bem aceites pela generalidade dos seus pares. A célebre queima pública de seus livros, em Sevilha, pelo governante Almutadide, inspirou um seu conhecido poema:
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