Hélder Prista Monteiro (Lisboa, 1922 - Lisboa, 1 de Novembro de 1994) foi um médico especializado em cardiologia e pneumologia, e um escritor português.Colin Chambers Continuum Companion to 20th C Theatre 2006 p616 "... eminent writers from earlier generations, namely José de Almada-Negreiros (1893-1970) and José Régio (1901-69). ... Second, there was the THEATRE OF THE ABSURD; here the most successful practitioner was Hélder Prista Monteiro, ..."Luiz Francisco Rebello História do teatro português 1972 p118 "Certo é que, entre eles, há gradações diversas: desde Heitor Prista Monteiro (a em 1922), o único, aliás, que até agora teve acesso aos palcos profissionais, pois que em 1966 o «Teatro-Estúdio de Lisboa» montou um espectáculo formado .."

Biografia e obra Nasceu em Lisboa, no Bairro do Alto de Santo Amaro. Formou-se médico pneumologista mas consagrou a sua carreira literária ao teatro. Normalmente inserida no teatro do absurdo, sob a influência de Ionesco, Harold Pinter, Beckett, a obra de Prista Monteiro releva essencialmente de um implícito apelo à transformação social e das relações humanas, mostrando frequentemente como um simples objecto (uma bengala, um colete de xadrez, uma caixa de esmolas, uma chávena), desejado, ostentado ou perdido, pode ser a pedra-de-toque para pôr em causa o artificial equilíbrio social, lançando as personagens num processo de degradação que culminará numa trágica derrocada.

Numa harmonização entre conteúdo e forma, visível no desenho e evolução das personagens ou na perfeição da construção, a obra de Prista Monteiro tem como fulcro aquilo que Luzia Maria Martins A Caixa, Lisboa, 1981 chama o verdadeiro vanguardismo, isto é, a capacidade de renovação e experimentação, de peça para peça, ao nível dos recursos linguísticos, temáticos e compositivos.

Obras Os Imortais (1959, publicado em 1968); Folguedo do Rei Coxo (1961); A Rebeca, O meio da ponte, O anfiteatro (1970); A Bengala (1960, publicada em 1971); O Candidato (1972); Não é proibido morrer (1973) - conto; Os Faustos (1979); A Caixa (1980); O Fio (1980); A Vila (1984); Não é preciso ir a Houston (1986); O mito (1988); Naturalmente! Sempre! (1988); De Graus (1989); Auto dos Funâmbulos (1994).

Ver também A Caixa (1994), filme de Manoel de Oliveira baseado na obra homónima

Categoria:Escritores de Portugal Categoria:Naturais de Lisboa Categoria:Médicos de Portugal do século XX Categoria:Professores de Portugal