Ilegal é o álbum de estreia da banda brasileira Tihuana, lançado em 2000 pelo selo britânico Virgin. Rick Bonadio conheceu os integrantes do Tihuana quando eles ainda faziam parte da banda Ostheobaldo, composta por Léo, Román, PG, Baía e Renato "Jhony" Rodrigues. Este último saiu da banda após a gravação de dois discos, e os membros remanescentes foram à procura de outro vocalista. Ao conhecerem o músico Egypcio, o efetivaram como membro e deram início às gravações de um terceiro disco do Ostheobaldo. No entanto, ao perceberem a diferença vocal entre os vocalistas, optaram por começar outra banda do zero, agora sob o nome Tihuana, e fazer do projeto o disco de estreia do novo grupo.

Ilegal vendeu 150 mil cópias, proporcionando o primeiro disco de ouro para a banda. Ilegal contou com a participação dos músicos Beto (da banda Espaciais do Reggae) nos vocais de "Eu Vi Gnomos" e Sérgio Sofiatti (da banda SKUBA) nos vocais de "Praia Nudista", bem como um grupo de músicos que tocaram metais.

Em 2024, a banda Tihuana anunciou a turnê Tihuana 25 Anos, em comemoração aos vinte e cinco anos do lançamento de Ilegal, realizando diversas apresentações por todo o território nacional performando todas as faixas do álbum em adição a outras faixas de êxito dos álbuns seguintes.

Antecedentes Após a repercussão do disco de estreia da banda Mamonas Assassinas, a gravadora MCA apostou na banda Ostheobaldo para a gravação de seu disco de estreia e o diretor artístico decidiu contratar Rick Bonadio para produzir o projeto. O grupo gravou dois discos produzidos por Bonadio, porém o vocalista Johny optou por sair anos depois. Após os membros remanescentes conhecerem o cantor Egypcio, iniciaram as gravações de um terceiro disco do Ostheobaldo. Após gravarem metade do projeto, os músicos foram surpreendidos por Rick, que sugeriu que mudassem o nome da banda para recomeçar do zero, uma vez que era nítido o contraste vocal entre os vocalistas e a mudança na formação havia provocado também uma mudança no estilo musical da banda, que não mais tocava apenas músicas pesadas.

Composição À exceção das versões, todas as canções do álbum foram creditadas a todos os integrantes. Entre 1999 e 2000, enquanto compunham as canções do disco, o grupo começou a ficar conhecido sem sequer ter o projeto pronto. O recém-lançado single "Praia Nudista" foi utilizado como trilha sonora em uma matéria do programa Fantástico que contava o caso de uma mulher que havia sido condenada por fazer topless. Entretanto, o disco não estava concluído, então o produtor Rick Bonadio pressionou ainda mais a banda, que, a essa altura, tinha prontas poucas canções, incluindo "Tropa de Elite" e "Clandestino" (releitura da canção homônima de Manu Chao).

Enquanto algumas músicas tiveram suas letras criadas na casa onde moravam alguns dos integrantes, outras foram concebidas dentro do estúdio. Sobre o processo de composição, o baterista PG afirma que os músicos criaram algumas músicas a partir de riffs e depois adicionaram letras, mas depois passaram e criar outras músicas no violão e convertê-las a outros estilos musicais variados, uma vez que a banda é composta por integrantes de diferentes regiões do Brasil.

Lançamento

Repercussão Apenas três semanas após a distribuição dos exemplares do disco para as lojas, a faixa "Pula!" já estava entre as mais pedidas dos gêneros rock e pop das rádios de São Paulo e a banda já havia se apresentado em grandes programas televisivos, incluindo Domingão do Faustão, O+, Superpop, Turma da Cultura, entre outros.

Comemoração aos 25 anos

Em abril de 2025, a banda estreou, na casa de espetáculos Vibra São Paulo, a turnê Tihuana 25 Anos, que visa comemorar os 25 anos do lançamento de Ilegal. É também uma turnê de despedida, algo que não foi feito desde a saída do vocalista Egypcio em 2017. O repertório da turnê inclui todas as faixas de Ilegal e outros êxitos dos álbuns seguintes, como "Um Dia de Cada Vez" e "Renata". Além da formação original da banda, que inclui o percussionista Baía (que havia saído em 2012), a turnê conta com o guitarrista Leo Rota e um trio de metais, composto por Rods (trombone), Reginaldo "16 Toneladas" (trompete) e Marcelo (saxofone).

Estrutura musical e singles Musicalmente, o álbum mistura hip hop, reggae, rock e ritmos latinos, guitarras pesadas e letras adolescentes. Há versões de "Nude Beach" dos Scofflaws ("Praia Nudista"), "¿Qué Ves?" dos Divididos ("Que Ves?"), "Clandestino", de Manu Chao e "Doin' Time" do Sublime ("Summertime").

Alinhamento de faixas

Créditos

Tihuana Egypcio – vocal Román – baixo, agogô e vocal Léo – guitarra, bandolim e violão Baía – percussão, sampler e vocal PG – bateria e vocal

Músicos convidados Beto (Espaciais do Reggae) – vocal na faixa 12 Demétrio Bezerra – trombone Lino Ferrari – trompete Léo Gandelman – saxofone Bocato – sax alto Sérgio Sofiatti (SKUBA) – vocal na faixa 1

Produção Rick Bonadio – guitarra adicional, teclados e programações, produção, mixagem, direção artística Rodrigo Castanho – produção, masterização, pré produção Lampadinha – gravação Paulo Anhaia – gravação, ProTools Guilherme – gravação, mixagem: vinhetas Nilton Baloni, Ivan Dizioli e Sérgio Panda – auxiliares de gravação Tihuana – arranjos, pré produção Barthou – técnico: Studio Projeto Ronaldo, Dani e Márcio – técnicos: Studio Altenose Sérgio Panda, Guilherme e Ivan – técnicos: Studio Midas

Design Moira – fotos Anselmo Gomes, Ivan Dizioli – design gráfico Christián Laurito – logo: Tihuana

No texto, estas referências são precedidas pelo símbolo de adaga dupla (‡):

Bibliografia

Categoria:Álbuns de estreia de 2000 Categoria:Álbuns de Tihuana